O valioso tempo dos maduros – Mario de Andrade

“Contei meus anos e descobri que terei menos tempo para viver daqui para a frente do que já vivi até agora. Tenho muito mais passado do que futuro.Sinto-me como aquele menino que ganhou uma bacia de jabuticabas. As primeiras, ele chupou displicente, mas percebendo que faltam poucas, rói o caroço. Já não tenho tempo para lidar com mediocridades.Não quero estar em reuniões onde desfilam egos inflados. Inquieto-me com invejosos tentando destruir quem eles admiram, cobiçando seus lugares, talentos e sorte. Já não tenho tempo para conversas intermináveis, para discutir assuntos inúteis sobre vidas alheias que nem fazem parte da minha. Já não tenho tempo para administrar melindres de pessoas, que apesar da idade cronológica, são imaturos. Detesto fazer acareação de desafetos que brigaram pelo majestoso cargo de secretário geral do coral. As pessoas não debatem conteúdos, apenas os rótulos. Meu tempo tornou-se escasso para debater rótulos, quero a essência, minha alma tem pressa… Sem muitas jabuticabas na bacia, quero viver ao lado de gente humana, muito humana, que sabe rir de seus tropeços, não se encanta com triunfos, não se considera eleita antes da hora, não foge de sua mortalidade… Só há que caminhar perto de coisas e pessoas de verdade.O essencial faz a vida valer a pena. E para mim, basta o essencial.”

Mario de Andrade

Terapia Musical pode curar cérebros danificados

Terapia musical pode curar cérebros danificados
09 de janeiro de 2012

De acordo com investigadores americanos, a terapia com base em música poderá ter um papel importante na cura de pacientes com lesões cerebrais, pois pode ajudar na criação de caminhos alternativos de discurso no cérebro, rodeando as zonas danificadas.

Os cientistas ainda estão à espera de dados sólidos que comprovem esta teoria, que parece funcionar em grande parte dos casos. Michael De Georgia, diretor do Centro para a Música e Medicina da Universidade Case Western, em Cleveland, afirmou: “É costume pensar que a música é uma coisa supérflua, e ainda ninguém entendeu o seu desenvolvimento do ponto de vista evolutivo. Nos últimos dez anos, começámos apenas a perceber a amplitude e difusão do efeito da música nos nossos cérebros. Estamos apenas a começar a entender o poder da música. Não sabemos ainda os seus limites”. Lee Anna Rasar, terapeuta musical da Universidade de Wisconsin, afirmou ainda que, no final da Segunda Guerra Mundial, fisioterapeutas constataram que a música das big bands conseguia fazer com que os veteranos feridos se levantassem e caminhassem novamente.
Desde essa altura que os investigadores reconheceram um padrão consistente. Quando era oferecido um ritmo para andar, as pessoas com doença de Parkinson, vítimas de AVCs ou de outros danos neurológicos, conseguiam voltar a ganhar a capacidade de andar e sentido de balanço, funcionando cada batida como uma pista áudio que o cérebro usa para antecipar o tempo e regular os passos.
Os cientistas ainda estão a trabalhar nos pormenores do funcionamento desta terapia. Mas uma explicação provável pode passar pelo facto de que a música está representada em varias áreas do cérebro, enquanto que apenas duas regiões processam a linguagem. A música também tem tendência a “escavar” ligações neurológicas mais profundas entre os neurônios.
Através da música, os pacientes poderão aceder a informações armazenadas sobre palavras e utilizar as músicas para criar novas ligações de discurso.

Paulo Costa

Fonte:http://musica.sapo.pt/noticias/artistas/terapia-musical-pode-curar-cerebros-danificados

Filme Romeno: Como eu festejei o fim do mundo

Hoje assisti um belíssimo filme romeno na TV Educativa do Paraná.
O filme mostra com delicadeza os sentimentos humanos mais profundos e o desafio de lutar pela liberdade.

Durante o regime do ditador Nicolae Ceausescu na Romênia, Eva e o namorado acidentalmente quebram um busto do ditador. Ela acaba sendo expulsa do colégio em que estudavam e mandada para um reformatório. Seu irmão Lalalilu, de apenas 7 anos, desejava vingar-se pelo fato de a irmã ter sido mandada para longe. Ele, então, planeja um atentado contra Ceausescu.

Fonte:Wikipedia

Quarto Motivo da Rosa – Cecília Meireles

“Não te aflijas com a pétala que voa:
também é ser, deixar de ser assim.
Rosas verá, só de cinzas franzida,
mortas, intactas pelo teu jardim.
Eu deixo aroma até nos meus espinhos
ao longe, o vento vai falando de mim.
E por perder-me é que vão me lembrando,
por desfolhar-me é que não tenho fim.”

Cecília Meireles

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