Sentada embaixo de uma palmeira, a mulher vê os desígnios do Eterno, aconselha e louva. Sábia juíza e profetisa, não teme seus inimigos. A vitória estava em suas mãos. Mulheres são tochas que iluminam a escuridão.
“Porém os que o amam sejam como o Sol quando sai na sua força.” Juízes 5:31
Nesta terça-feira (5), a direção do Campus de Curitiba II/FAP da Universidade Estadual do Paraná (Unespar) realizou uma visita à Superintendência-Geral de Governança Migratória do Estado do Paraná, acompanhada pela Divisão de Assuntos Estudantis do campus, por integrantes do Centro de Educação em Direitos Humanos, da Diretoria de Direitos Humanos e do Escritório de Relações Internacionais da Unespar. A equipe foi recebida pelo superintendente Gil Souza.
O objetivo da reunião foi conhecer os serviços ofertados pela Superintendência-Geral de Governança Migratória, que atua no planejamento, na organização e na melhoria contínua dos processos migratórios, promovendo uma gestão eficiente, transparente e orientada ao cidadão. O órgão oferece serviços como apoio à regularização documental, suporte psicossocial, integração ao mercado de trabalho e orientação jurídica.
Medo das ruas escuras, dos cães ferozes e das línguas de trapo. Não quero assistir ao jornal, nem ver notícias; olho pelas frestas da porta do quarto. Cara no espelho, sinto medo das rugas e dos cabelos brancos. Medo de terra devastada. Coração acelerado, falta de ar, fantasias com chuva de asteroides e de hordas violentas em um mundo distópico. Medo do hantavírus. Medo arcaico, areia movediça, estratégia de luta repetida tantas vezes. Respiro fundo, conto até três, expiro. Fico em silêncio, olho para o Eterno e ouço: “Esforça-te e tem bom ânimo; não temas, nem te espantes, porque o Senhor, teu Deus, é contigo por onde quer que andares.” Respiro, dou mais um passo, respiro e escolho a vida, respiro e enfrento meus medos de cada dia.
A regulamentação da profissão de MUSICOTERAPEUTA no Brasil foi historicamente construída por meio de avanços, retrocessos, disputas e lutas em uma “arena de conflitos”, na qual uma categoria profissional formada por musicoterapeutas, juntamente com a sociedade civil organizada e o Estado, estabeleceu uma relação dialética e complexa. Além disso, compreende-se que a formulação e a implementação de uma lei são influenciadas por diferentes interesses, grupos, classes sociais ou frações de classe.
No caso da regulamentação da profissão de musicoterapeuta no Brasil, ela foi oficialmente estabelecida em 11 de abril de 2024, por meio da Lei nº 14.842 (Brasil, 2024), a partir de um trabalho articulado pela UBAM – União Brasileira das Associações de Musicoterapia, por associações estaduais de musicoterapia, musicoterapeutas, estudantes, políticos, partidos políticos, instituições de ensino superior, participantes/usuários/pacientes/clientes, seus familiares e a sociedade civil.
O Paraná participou ativamente, e de forma histórica, dessa luta pela regulamentação, sendo que o primeiro Projeto de Lei foi elaborado pela Associação de Musicoterapia do Paraná e encaminhado ao Congresso Nacional em 1978 (PL nº 6.587/1978). Também por meio da participação de pesquisadores/as; professores/as e estudantes nos debates, com sugestões, escuta sobre problemas e desafios, participação financeira, campanhas em redes sociais, palestras e lives sobre o assunto, escrita de carta pela Unespar para o Presidente Lula e mensagens telefônicas para políticos e assessores do Presidente.
Conquista realizada pelo trabalho de uma categoria, articulada, musical e de mãos dadas.
Tão graciosamente amaste cada ser humano: aos menores, humilhados e escravizados, seguraste com mão forte e os fizeste livres.
Para mostrar o Teu rosto e as Tuas mãos, tiraste-nos do meio da lama e da dor; e, a cada dia, saímos um pouco mais do nosso profundo deserto existencial.
És o Deus que ensina a misericórdia e o amor: “Entre vocês não haverá nenhum pobre”; “abre a mão, empresta o que lhe falta, na medida da sua necessidade”.
Adoro-Te, YHWH, Deus único e verdadeiro, Deus do Universo e dos detalhes do cotidiano.
Pensaste no ninho que, se for encontrado pelo caminho, deve ser preservado, juntamente com as mães.
Em parapeitos nos prédios, para que não haja queda; em cidades de refúgio, para os que erraram sem intenção.
No deserto nos encontraste, solitários e tão temerosos; tomaste-nos e levaste-nos em asas de águia.
Somos Teus; em Ti existimos e nos movemos. Guarda-nos como a menina dos Teus olhos.
Papai sempre foi um entusiasta dos avanços da ciência. Cresci vendo e ouvindo uma edição especial da Bloch Editoras, vendida nas extintas bancas de jornal: “Fatos e Fotos: o homem na Lua”. Michael, Armstrong e Aldrin, a bordo da Apollo 11, em 20 de julho de 1969, rumo à Lua. Perguntava-me de que eram feitos aqueles astronautas, que ousadia os movia, como seria possível ir tão longe. Minha infância foi povoada por essas imagens e sons vindos do lugar mais distante que o homem já havia chegado. Como eu, milhares de crianças no mundo todo imaginaram viagens espaciais em nosso universo em expansão. Sim, o homem poderia ir longe, e a ciência, construída por homens e mulheres, nos lançaria a milhares e milhares de quilômetros da Terra-mãe. Mudando de perspectiva, mudamos o olhar sobre quem somos, de onde saímos e para onde queremos ir. Somos mais e podemos chegar mais longe do que imaginamos.
Era só fechar os olhos e via a nave mãe, em seus tons azuis e verdes. Sentia a brisa do mar espalhando os cabelos. O universo imenso era inalcançável, profundo demais, virtuoso demais. Queria viver na terra, mas o infinito céu de estrelas sempre a chamava de volta. Ah, a eternidade logo ali, a chamar o meu nome.