Acalanto da voz masculina

“A voz masculina também acalanta!”
[…] a voz grave, masculina tem estreita identificação com as situações de proteção. Consequentemente ela pode atuar na construção de momentos de tranquilidade e conforto.”

Liane Guariente

O silêncio eterno desses espaços infinitos me apavora. Quantos reinos nos ignoram!

Quando penso na pequena duração da minha vida, absorvida na eternidade anterior, no pequeno espaço que ocupa, fundido na imensidade dos espaços que ignora e que me ignoram, aterro-me e me assombro de ver-me aqui e não alhures, pois não há razão alguma para que esteja aqui e não alhures, agora e não em outro qualquer momento. Quem me colocou nessas condições? Por ordem e obra e necessidade de quem me foram designados esse lugar e esse momento?

Memoria hospitis unius diei praetereuntis. (A lembrança de hóspede de um dia que passa. Sabedoria, V, 15.)

Ante a cegueira e a miséria do homem, diante do universo mudo, do homem sem luz, abandonado a si mesmo e como que perdido nesse rincão do universo, sem consciência de quem o colocou aí, nem do que veio fazer, nem do que lhe acontecerá depois da morte, ante o homem incapaz de qualquer conhecimento, invade-me o terror e sinto-me como alguém que levassem, durante o sono, para uma ilha deserta, e espantosa, e aí despertasse ignorante de seu paradeiro e impossibilitado de evadir-se. E maravilho-me de que não se desespere alguém ante tão miserável estado. Vejo outras pessoas ao meu lado, aparentemente iguais; pergunto-lhes se se acham mais instruídas que eu, e me respondem pela negativa; no entanto, esses miseráveis extraviados se apegam aos prazeres que encontram em torno de si. Quanto a mim, não consigo afeiçoar-me a tais objetos e, considerando que no que vejo há mais aparência do que outra coisa, procuro descobrir se Deus não deixou algum sinal próprio.

O silêncio eterno desses espaços infinitos me apavora. Quantos reinos nos ignoram!


Por que são limitados meu conhecimento, minha estatura, a duração de minha vida a cem anos e não a mil? Que motivos levaram a natureza a fazer-me assim, a escolher esse número em lugar de outro qualquer, desde que na infinidade dos números não há razões para tal preferência, nem nada que seja preferível a nada?

Blaise Pascal

Nota: Fragmento 72 do livro póstumo “Pensamentos”. Extraído do volume “Pensadores Franceses” da coleção Clássicos Jackson, volume XII. Tradução de J. Brito Broca e Wilson Lousada.

Posse Profª Salete Sirino e Profª Noemi Ansay como Diretora e Vice-diretora da FAP Unespar

Nesta terça, 13 de agosto, ocorreu a solenidade de posse das professoras Salete Machado Sirino e Noemi Nascimento Ansay, como diretora e vice-diretora do Campus de Curitiba II – FAP, para o mandado 2019-2023, iniciando no dia 19 de agosto. A solenidade contou com a participação de autoridades acadêmicas da Unespar, professores, agentes universitários, estudantes e familiares. http://fap.curitiba2.unespar.edu.br/n…

As mais belas coisas do mundo

É um livro que tem tudo de belo. Este livro ensina-nos uma das coias mais belas do mundo a capacidade de procurar a felicidade nas coisas simples, e são essas coisas ” invisiveis ” que fazem as coisas “visíveis ” parecer mais bonitas. E uma livro muito comovente mas que apetece ler.

https://www.wook.pt/livro/as-mais-belas-coisas-do-mundo-valter-hugo-mae/9599945

Maisky, Elgar Cello concerto en E minor op. 85

“Sou a mistura de sons e pausas, uma sequência de notas que move-se na partitura da vida. Fico pianíssimo e às vezes soo fortíssimo. Passo por dissonâncias, acidentes, intervalos, pausas intermináveis e ritornellos. Tenho ornamentos mordentes, glissantes e trinados. A música está na ponta dos dedos, corre pelas veias, escorre pelo corpo. Eu a carrego dentro da mente e do coração.”
Noemi N. Ansay

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