eBOOK – Livro Portas Abertas: a poética do cotidiano

 

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Em 2010 depois de compilar textos que estavam espalhados em pastas do meu computador, fruto de indagações, pensares e afetos, lancei o livro Portas Abertas: a poética do cotidiano. Uma produção feita a muitas mãos, agradeço a designer finlandesa MARI SUOHEIMO que fez a capa, cedeu lindas imagens e formatou este ebook, a minha amiga Profª Drª SÍLVIA ADREIS WITKOSKI que fez a revisão geral, a minha amiga e professora MARIANA ARRUDA, que fez a editoração e a querida Ana Maria Feres que fez a revisão dos textos.

Dos 600 livros impressos, hoje só tenho um na prateleira. O que aprendi nestes 7 anos, com meu primeiro livro:

– Não espere outras pessoas para concretizar seus planos.
– Faça algo com planejamento e dentro de suas possibilidades financeiras.
– Conte com seus amigos e amigas, como leitores e apoidores.
– Permita-se acertar e errar. E como já dizia Leminsky:

inverno
primavera
poeta é
quem se considera

 

XVII ENPEMT e IX ENEMT na UFG

Bacharelado de Musicoterapia, professoras, egressos e estudantes.

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Participei da mesa redonda “Musicoterapia no percurso da vida”, junto com a Professora Dra. Melissa Mercadal-Brotons  ( Presidente da Word Federation of Music Therapy) e o Professor Dr. Diego Schapira, Programa Adim Musicoterapia no XVII EMPEMT e IX ENEMT foi um desafio e uma honra.

Meu trabalho se intitulou: ” O que as pesquisas em Musicoterapia falam sobre a infância e adolescência?

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ENPEMT 14 de outubroFalei a respeito de três aspectos: música da infância e adolescência,  tendências e singularidades das pesquisas sobre infância e adolescência: um panorama do VI CLAM e e do XV Congresso Mundial de Musicoterapia, perspectivas futuras e possíveis agendas de pesquisa.Espero em breve, publicar um artigo, sobre os resultados.

Gratidão pela oportunidade de compartilhar conhecimentos  e estreitar laços de amizade.

Harumi Murakami

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Me encanta a ideia de ler autores dos lugares para onde viajo, conhecer por meio dos seus olhos nativos, curiosos e no caso do Haruki Murakami, olhos orientais. Antes de embarcar para o Japão, parada obrigatória em uma livraria. Sai de lá bem acompanhada: ” Ouça a canção do vento – Pinball, 1973″.

Ele começa seu livro primogênito contando que em sua vida, tudo aconteceu de trás pra frente, o esperado era estudar, trabalhar e casar, ele casou, trabalhou e depois foi estudar. Montou um restaurante com sua esposa e escreveu ali mesmo, seu primeiro livro. Sua escrita é ligeira, frases curtas, povoada de personagens  que parecem transitar entre o sonho e a realidade, o texto traz muitas referências musicais ( principalmente pop e jazz) e a forma como retrata a vida em uma metrópole, prendem os leitores, que se rendem ao seu talento de conhecer de perto a intimidade cotidiana dos humanos.

“Para mim, escrever é penoso. Às vezes, passo um mês inteiro sem conseguir escrever uma linha seque. Ou, então, escrevo por três dias e três noites sem parar só para me dar conta, no fim, de que está tudo errado.

Ainda assim, escrever também pode ser divertido. Atribuir sentido à vida é muito fácil se compararmos ao quanto é difícil vivê-la de fato.

Acho que era adolescente quanto percebi isso, e fiquei tão surpreso que passei uma semana sem abrir a boca. Senti que, se eu agisse certo, o munto inteiro obedeceria às minhas vontades, e que eu poderia inverter todos os valores, mudar a direção do tempo.

Infelizmente, só descobri muito tempo depois que isso era uma armadilha. Tracei uma linha no centro de uma folha de caderno e escrevi no lado esquerdo tudo o que havia ganhado e, no direito, o que havia perdido. No fim das contas, eu havia perdido tanto – coisas que eu havia abandonado, sacrificado, traído – que não tive espaço suficiente para terminar a lista.

Há um fosso profundo entre as coisas das quais gostaríamos de ter consciência e aquilo que realmente temos. Nem a régua mais comprida conseguiria medir a profundidade desse fosso. O que eu poderia registrar aqui é apenas uma lista. Não é um romance, nem literatura, muito menos arte. É apenas um caderno, com uma única linha traçada no centro. Até pode ser que ele tenha algum tipo de moral.

Se você estiver procurando arte e literatura, o melhor é ler os gregos. Porque, para criar arte de verdade, é indispensável um regime escravocrata. Como na Grécia antiga: os escravos arando os campos, preparando a comida, remando os barcos e, em meio a eles, os cidadãos absortos pela poesia, dedicados à matemática. A arte é isso.

Há um limite para o que pode ser escrito por um sujeito que vasculha a geladeira na cozinha às três horas da manhã enquanto o mundo dorme.

É esse o meu caso.”

(MURAKAMI, 2016, p. 24-25)

Site do Escritor Haruki Murakami

E quando a tempestade tiver passado, mal te lembrarás de ter conseguido atravessá-la, de ter conseguido sobreviver. Nem sequer terás a certeza de a tormenta ter realmente chegado ao fim. Mas uma coisa é certa. Quando saíres da tempestade já não serás a mesma pessoa. Só assim as tempestades fazem sentido.

Haruki Murakami

 

Cão e Gato

Tenho um cão e um gato

que há tempos amigos são

partilham o mesmo prato

sem nenhuma hesitação.

 

O cão é fiel amigo

O gato não tem coração

O cão atento comigo

O gato sem preocupação.

 

Cada bicho do seu lado

chamando minha atenção

não quero ser partidária

mas acabo em confusão.

 

O cão procura faceiro

pela minha aparição

o gato dorme sereno

bem debaixo do meu colchão.

 

Noemi N. Ansay

Surdos no Hospital

Curso Básico de Libras ” O atendimento da Comunidade Surda para profissionais da área médico hospitalar”,  no dias 6 e 7 de maio de 2017, evento promovido pela LASfaC – Liga Acadêmica de Saúde da Família e Comunidade/Unirio

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Livro: Portas Abertas – Poética do Cotidiano – Noemi N. Ansay – 2010

CAPA (2) 1

Portas AbertasLIVRO Portas abertas – a poética do cotidiano

Publiquei o livro  “Portas Abertas” em 2010. Meu objetivo era revelar a poética do cotidiano, a vida que se desnuda nas mínimas coisas, na vida das pessoas, dos lugares, e a busca pelo Divino.
Esse livro foi a expressão de uma ousadia pessoal, foi uma produção independente e autofinanciado.
Hoje me dei conta, que só tenho um exemplar, dos 600 impressos, a maioria consegui vender e doei alguns para pessoas especiais em minha vida.Por isso decidi colocar o arquivo em pdf no meu blog.
A quem desejar, boa leitura!!!!

Imagens: Mari Suoheimo

Anjos de Khan Sheikhoun

Anjos de Khan Sheikhoun [i]

 

Minha doce criança:

- Hoje, quando o sol se pôr,

a insanidade dominará os homens,

as trevas cobrirão a terra e cairá sobre a cidade uma nuvem mortífera,

que invadirá, sem pedir licença, os corpos, as casas e as ruas.




E se despertares, meu anjo querido,

sentirás em teu frágil corpo,

o ataque brutal dos senhores da guerra,

a intolerância, o ódio e a fúria da ganância humana.




O gás da morte te fará sofrer,

sentirás falta de ar e náuseas,

é possível que tuas mãozinhas e pezinhos tremam

e teus brilhantes olhinhos ardam muito.




Eu bem sei, pequena criança,

que não será nada fácil

e que lutarás com todas as tuas forças para viver,

até o último momento, até o último suspiro.




Ah, minha querida criança, como desejarei que vivas,

para testemunhares que o ódio não compensa,

mas, se não o puderes, parta em paz,

uma multidão de anjos te espera,

não tens culpa da barbárie humana.




Envergonhada e constrangida só te faço uma prece:

-Perdoa a humanidade,

perdoa os povos da Terra,

perdoa os adultos que não te protegeram,

perdoa a insensatez dos burocratas,

perdoa nossa incapacidade de amar.




-Perdoa e com teu coração puro

nos liberte do ódio,

nos ensine que a vida é uma dádiva,

que para ser feliz não precisamos de muito,

que uma vida tem um valor incalculável,

que o ódio só produz ainda mais ódio,

mas o amor, ah o amor é que nos humaniza

e nos aproxima da natureza divina.




[i]  In memorian das 27 crianças , mortas no dia 04/04/2017, por ataque químico ( gás sarin) na cidade de Khan Sheikhoun na Síria.

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