Retiro Impacto

Nick no Retiro Impacto durante o carnaval…linda minha filhota….

Poema Alfabéticos: Kafkaniano

Kafkaniano
Kelvin lê Kafka.
Cogita ser um kamikaze,
fazer teatro kabuqui,
refugiar-se em um Kibutz,
ler Kant, Kundera, Kipling,
ver Klimt, Klee, Kandinsky
enigmático, reflete o kafkaniano,
como enfrentarei esta katharsi?
O que serei depois desta Metamorfose?
n.n.a
Imagens em Paranaguá
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Portraits
La vie em close II
Nossas verdades…
as mais difíceis e duras,
as mais arcaicas e infantis,
as mais reprimidas e desinibidas,
todas expostas e enfileiradas
sob uma luz fria e transparente.
Verdades nuas e cruas,
sólidas, líquidas, fluídas,
em tons acinzentados,
esverdeados e lilases,
com seus contornos disformes,
com linhas abertas, lançadas ao horizonte.
Nossa humanidade,
contraditória, complexa,
racional, emocional,
orgânica, visceral,
fraca e temerosa,
com seus pedaços jogados pelo chão.
Nossas memórias,
do vivido e sonhado,
dos amigos e parentes,
arquivadas em pastas,
pacotes, baús, porões
sotons e sepulcros.
Nossas marcas,
deixadas em tudo que fazemos ou tocamos,
uma parte do que somos,
tatuadas em gente, em coisas, no trabalho,
marcas, as vezes feitas a ferro e fogo
marcas inscritas na pele.
Nossas músicas,
sonoridades em construção,
ritmo, melodia e harmonia,
que falam ao corpo, a mente, e emoções.
Músicas emprestadas de outros
para comunicar sentimentos próprios.
Nossos sons,
mais internos e profundos,
viscerais e involuntários,
um coração pulsante,
uma respiração ofegante,
uma mente ruidosa.
Nossas (in)capacidades
fonte inesgotável de possibilidades,
de novos horizontes,
impulso para criar, redescobrir-se,
reencontrar-se,
limites que apontam para o novo.
Nossas vidas,
filmadas, fotografadas,
por lentes que amplificam
a alegria e a dor.
É a vida em close
pra quem quiser e puder ver .
N.N.A 28/06/2008
Heróis Demais – Laura Restrepo
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| Fotos em Bogotá, Noemi Ansay |
Trechos do Livro : Heróis Demais da escritora Colombiana Laura Restrepo
[…] diz Schlink -, ” porque a consciência adormece, se anestesia, quer dizer, não porque tomamos esta ou aquela decisão, mas porque o que decidimos é precisamente não tomar nenhuma, como se a vontade estivesse sobrecarregada pela impossibilidade de encontrar uma saída e decidisse parar de pedalar e rodar em câmara lenta enquanto o caminho permite” (p.137)
[…] O vento soprava e arrastava uma areia que se metia nos olhos da gente. O Miche tem um açougue lá na Villa Gesell e mora na parte de trás. A primeira coisa que me disse, quando desci do ônibus, foi que ia me preparar um bife de cinema, que tinha me reservado o melhor corte de carne, que essa era carne de verdade mesmo, que na Colômbia nunca tínhamos visto nada parecido, que me preparasse para comer o melhor bife de contrafilé da minha vida.
Mateo gostou da voz do tio, que para ele soou tranquila. […] além disso, tinha mostrado o conjunto de facas suíças que usava no açougue. Disse que custava uma fortuna e que era seu maior orgulho. – Marca SWIBO, Lorenza, imagina só ? Imagina Swiss Army mas pra açougueiros, de cabo amarelo, ergonômico. Tinha pelo menos doze dessa, de formatos diferentes.
[…] – Tudo se encaixa Lorenza- Mateo disse- Entregar a herança era a prova a que o herói tinha de ser submetido. Como Luke Shywalker em Star wars, como não se deu conta?
– Não se preocupe eu não tenho dois anos e meio. Se eu cheiro uma ramonada, dou o fora e esse Ramón não me alcança nem nas curvas.Total, tenho a metade do peso dele e sou uma cabeça mais alto. Confie em mim, Lorenza. Vou ver quem é esse homem e volto quando souber.
Poema: Equilíbrio
Equilíbrio
Da cabeça aos pés humano.
Humano da cabeça aos pés.
Orgânico, organizado, organismo.
Limitado por um tempo, um espaço e um corpo.
Que sente demais ou sente de menos.
Que tem demais ou tem de menos.
Que fala demais ou fala de menos.
Que come demais ou come de menos.
Que dorme demais ou dorme de menos.
Que trabalha demais ou trabalha de menos.
Que estuda demais ou estuda de menos.
Que sonha demais ou sonha de menos.
Equilíbrio? Simetria?
Haverá um humano equilibrado?
Soma, psique e pneuma,
Corpo, alma e espírito em perfeita harmonia?
n.n.a
FENEIS – Curitiba

A FENEIS é uma entidade filantrópica, de cunho civil e sem fins lucrativos, a Feneis trabalha para representar as pessoas surdas, tendo caráter educacional, assistencial e sociocultural. Uma das suas principais bandeiras é o reconhecimento da cultura surda perante a sociedade. São atendidos pela Feneis, além de surdos, familiares, instituições, organizações governamentais e não governamentais, professores, fonoaudiólogos e profissionais da área.
Contato:
Feneis/PR Rua; Alferes Poli,1115 Rebouças Curitiba – Paraná 80.220-050
feneis.pr@hotmail.com (41) 33346577
O valioso tempo dos maduros – Mario de Andrade
“Contei meus anos e descobri que terei menos tempo para viver daqui para a frente do que já vivi até agora. Tenho muito mais passado do que futuro.Sinto-me como aquele menino que ganhou uma bacia de jabuticabas. As primeiras, ele chupou displicente, mas percebendo que faltam poucas, rói o caroço. Já não tenho tempo para lidar com mediocridades.Não quero estar em reuniões onde desfilam egos inflados. Inquieto-me com invejosos tentando destruir quem eles admiram, cobiçando seus lugares, talentos e sorte. Já não tenho tempo para conversas intermináveis, para discutir assuntos inúteis sobre vidas alheias que nem fazem parte da minha. Já não tenho tempo para administrar melindres de pessoas, que apesar da idade cronológica, são imaturos. Detesto fazer acareação de desafetos que brigaram pelo majestoso cargo de secretário geral do coral. As pessoas não debatem conteúdos, apenas os rótulos. Meu tempo tornou-se escasso para debater rótulos, quero a essência, minha alma tem pressa… Sem muitas jabuticabas na bacia, quero viver ao lado de gente humana, muito humana, que sabe rir de seus tropeços, não se encanta com triunfos, não se considera eleita antes da hora, não foge de sua mortalidade… Só há que caminhar perto de coisas e pessoas de verdade.O essencial faz a vida valer a pena. E para mim, basta o essencial.”
Mario de Andrade
Terapia Musical pode curar cérebros danificados
Terapia musical pode curar cérebros danificados
09 de janeiro de 2012
De acordo com investigadores americanos, a terapia com base em música poderá ter um papel importante na cura de pacientes com lesões cerebrais, pois pode ajudar na criação de caminhos alternativos de discurso no cérebro, rodeando as zonas danificadas.
Os cientistas ainda estão à espera de dados sólidos que comprovem esta teoria, que parece funcionar em grande parte dos casos. Michael De Georgia, diretor do Centro para a Música e Medicina da Universidade Case Western, em Cleveland, afirmou: “É costume pensar que a música é uma coisa supérflua, e ainda ninguém entendeu o seu desenvolvimento do ponto de vista evolutivo. Nos últimos dez anos, começámos apenas a perceber a amplitude e difusão do efeito da música nos nossos cérebros. Estamos apenas a começar a entender o poder da música. Não sabemos ainda os seus limites”. Lee Anna Rasar, terapeuta musical da Universidade de Wisconsin, afirmou ainda que, no final da Segunda Guerra Mundial, fisioterapeutas constataram que a música das big bands conseguia fazer com que os veteranos feridos se levantassem e caminhassem novamente.
Desde essa altura que os investigadores reconheceram um padrão consistente. Quando era oferecido um ritmo para andar, as pessoas com doença de Parkinson, vítimas de AVCs ou de outros danos neurológicos, conseguiam voltar a ganhar a capacidade de andar e sentido de balanço, funcionando cada batida como uma pista áudio que o cérebro usa para antecipar o tempo e regular os passos.
Os cientistas ainda estão a trabalhar nos pormenores do funcionamento desta terapia. Mas uma explicação provável pode passar pelo facto de que a música está representada em varias áreas do cérebro, enquanto que apenas duas regiões processam a linguagem. A música também tem tendência a “escavar” ligações neurológicas mais profundas entre os neurônios.
Através da música, os pacientes poderão aceder a informações armazenadas sobre palavras e utilizar as músicas para criar novas ligações de discurso.
Desde essa altura que os investigadores reconheceram um padrão consistente. Quando era oferecido um ritmo para andar, as pessoas com doença de Parkinson, vítimas de AVCs ou de outros danos neurológicos, conseguiam voltar a ganhar a capacidade de andar e sentido de balanço, funcionando cada batida como uma pista áudio que o cérebro usa para antecipar o tempo e regular os passos.
Os cientistas ainda estão a trabalhar nos pormenores do funcionamento desta terapia. Mas uma explicação provável pode passar pelo facto de que a música está representada em varias áreas do cérebro, enquanto que apenas duas regiões processam a linguagem. A música também tem tendência a “escavar” ligações neurológicas mais profundas entre os neurônios.
Através da música, os pacientes poderão aceder a informações armazenadas sobre palavras e utilizar as músicas para criar novas ligações de discurso.
Fonte:http://musica.sapo.pt/noticias/artistas/terapia-musical-pode-curar-cerebros-danificados
Filme Romeno: Como eu festejei o fim do mundo
Hoje assisti um belíssimo filme romeno na TV Educativa do Paraná.
O filme mostra com delicadeza os sentimentos humanos mais profundos e o desafio de lutar pela liberdade.
Durante o regime do ditador Nicolae Ceausescu na Romênia, Eva e o namorado acidentalmente quebram um busto do ditador. Ela acaba sendo expulsa do colégio em que estudavam e mandada para um reformatório. Seu irmão Lalalilu, de apenas 7 anos, desejava vingar-se pelo fato de a irmã ter sido mandada para longe. Ele, então, planeja um atentado contra Ceausescu.
Fonte:Wikipedia
Quarto Motivo da Rosa – Cecília Meireles
“Não te aflijas com a pétala que voa:
também é ser, deixar de ser assim.
Rosas verá, só de cinzas franzida,
mortas, intactas pelo teu jardim.
Eu deixo aroma até nos meus espinhos
ao longe, o vento vai falando de mim.
E por perder-me é que vão me lembrando,
por desfolhar-me é que não tenho fim.”
Cecília Meireles
O cartão mais lindo do mundo…
Há alguns dias atrás recebi uma visita muito especial da minha amiga Silvia Andreis e suas filhinhas a Inaê e a Marina, elas são lindas e trouxeram docinhos beijinhos (que eu adoro), bisquis ( flores e gatinho) e um lindo cartão…me emocionaram com sua delicadeza.
A Silvia, minha amiga escritora e artísta plástica é uma referência de talento e sensibilidade. É doutora em Educação e estuda o preconceito relacionado a pessoas surdas. Para conhecer mais veja http://g1.globo.com/vestibular-e-educacao/noticia/2011/06/surdos-sao-tratados-como-incapazes-de-aprender-diz-professora-doutora.html
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| Silvia Andreis 1999 |
A amizade é um bem que não tem preço, um refrigério, um dom de Deus, um mistério que une pessoas tão diferentes em tempos e espaços diversos. A amizade nos transforma de tal maneira, que depois de ter sido tocado por ela, já não sou a mesma, algo me foi acrescentado, fui enriquecida e este é um dos melhores presente que a vida nos oferece.













