Hélio Pólvora e Alfredo Bosi- pensamento

” Acho  que escrevemos basicamente para nos encontrar, contradizer, condenar e executar, sentenciados e carrascos a um só tempo. Não há heroísmo nisso. Há desespero. E não adianta ninguém se fazer de vítima” Hélio Pólvora

” A literatura acaba sendo uma organização da vida, uma formulação dos nossos sentimentos, das nossas experiências ” Alfredo Bosi. 

O espelho – Charles Baudelaire

Um homem horroroso entra e mira-se no espelho.
” Por que você se mira no espelho, já que isso lhe causa apenas desprazer?
E o homem horroroso responde-me: ” Senhor, conforme os imortais princípios de 89,
todas as pessoas são iguais nos seus direitos; possuo, pois, o direito de me mirar; com prazer
ou desprazer, isso só diz respeito à minha consciência”.
Em nome do bom-senso, eu estava sem dúvida, certo; porém, do ponto de vista legal, ele não
estava errado.
BAUDELAIRE, Charles. O esplim de Paris: pequenos poemas em prosa. São Paulo: martim Claret, 
2010

Morre Millôr aos 87 anos

MILLÔR FERNANDES

HAI- KAIS

“A vida é um saque
que se faz no espaço
entre o Tic e o Tac”

“Probleminhas terrenos:
Quem vive mais morre
morre menos?”

“O umbigo devia
ser só pro
amigo”

“Meu sonho é mixo;
ter a felicidade que
os outros põem no lixo”

“Nunca tive medo, gente
se onde há perigo,
alguém vai na frente”

“Prometer e
não cumprir:
taí viver”

Aniversário de Curitiba

Parabéns Curitiba em seus 319 anos !!!!!!!!!!!!!!!!

Moça Curitibana
Trazia dentro de si a intemperança das estações:
invernos sombrios e frios,  primaveras incandescentes,
verões iluminados e outonos impacientes.
Havia dentro dela um tempo não cronológico,
um tempo guiado por sensações sazonais,
por mudanças constantes e imprevisíveis de humor.
Quatro estações em um dia, quatro humores em um dia,
precisava carregar na bolsa: uma sobrinha e uma manta,
uma porção de alegria e outra de desalegria,
de contentamento e de descontentamento.
A cada manhã dedicava-se a garimpar o sitio arqueológico do seu coração
media, marcava  e tomava a picareta nas mãos,
meticulosamente escavava camada por camada,
tirava entulhos, pedras e  pedregulhos,
resíduos, restos de outros tempos e outras gerações.
Trabalhava com afinco,
dia a dia, debaixo de sol e chuva,
todos os dias do anos, e por anos sem fim,
buscando forças para enfrentar o tédio,
os ônibus lotados, as desgraças da vida,
as intempéries de ser gente.
A alma da moça, tão caprichosa
gemia a cada golpe, gritava em silêncio,
insistia em querer entender o mundo,
os desvarios, a loucura, a insanidade do bicho homem.
Não podia compreender a humanidade desumanizada,
a tolerância com a intolerância,
a religião que mata,
e os “ditos”motivos pacíficos das guerras.
Percebia que o mundo girava e que era apenas um cisco no universo,
não conseguia acompanhar a moda das roupas, dos cabelos e das unhas.
Vivia correndo atrás do prejuízo e parecia sempre chegar atrasada.
Não queria agradar a todos, nem poderia, mas obstinadamente tentou.
Desejou então amar a todos, sem distinção de cor e credo,
amar com um coração puro, amar com o coração de Deus.
Viu de tudo um pouco e ainda não viu o bastante,
sentiu mais do que deveria e espantou-se com a força das emoções,
quem poderia abarcar, aprisionar, reter a força de ser tudo de todas as maneiras?
Já não pertencia a um só lugar,
Escutava sinfonias, samba e bossa-nova,
comia barreado, strudel e kafta,
vestia roupa indiana e dançava fandango e tango.
pertencia ao mundo  real, dos homens e mulheres de carne e osso
pertencia ao mundo virtual, com seus atalhos e attachments.
pertencia ao bairro, a cidade, ao país e ao mundo.

Moça Curitibana Paranaense Brasileira Globalizada.

n.n.a

Poema: Radiografia

 
 
 
 
 
 
 
 
radiografia
tenho um metro e meio de pele,
oito metros de tripas,
duas dezenas de falanges,
duzentos e seis ossos,
nós e fissuras no cérebro.
tenho  a lida do trabalho,
a casa pra limpar,
a louça pra lavar,
comida pra fazer,
e filho pra cuidar.
tenho quase quarenta anos,
dois ou três quilos a mais,
muitos cabelos brancos,
muitas perguntas a fazer
e poucas respostas a dar.
n.n.a

Somewhere Over the Rainbow/Carol dos Sinos (para 12 violoncelos)

Que vontade de estar nesta praia !!!!!!!!!!!

Ai, que vontade de estar na neve !!!!!!!!!!!

Ode Descontínua e Remota para Flauta e Oboé – De Ariana para Dionísio

Intérprete: Verônica Sabino

Parceria de Zeca Baleiro e da poeta Hilda Hist

http://www.overmundo.com.br/overblog/a-poesia-sonora-de-hilda-hilst-no-baleiro-de-zeca

http://www.youtube.com/watch?v=8fWgQK-h2Ew&list=FLKhD4T9xusFtAVOolRL17mg&feature=mh_lolz

XIV Simpósio Brasileiro de Musicoterapia e XII ENPEMT

“Musicoterapia: Ciência e Pesquisa Contemporânea”

Neste ano, teremos importantes eventos organizados pela AMTNE (Associação de Musicoterapia do Nordeste) e associações em parceria. São eles:

– XIV SIMPÓSIO BRASILEIRO DE MUSICOTERAPIA!

– XII Encontro Nacional de Pesquisa em Musicoterapia – ENPEMT

– IV Encontro Nacional de Estudantes de Musicoterapia

– XI Reunião anual da UBAM (União Brasileira das Associações de Musicoterapia).

CONVIDADO INTERNACIONAL

Dr. Thomas Wosch

Professor e Pesquisador de Musicoterapia e Microanálise e Musicoterapia em Serviço Social; Diretor de Mestrado em desenvolvimento e musicoterapia na demência; Pesquisador em grupo de música e avaliação em musicoterapia/música e emoção da Universidade de Ciências Aplicadas de Wuerzburg e Schweinfurt/Alemanha.

CONVIDADOS NACIONAIS

Estamos finalizando a lista de convidados brasileiros que estarão conosco nos eventos do XIV Simpósio de Musicoterapia. Em breve divulgaremos os seus nomes.

Com alegria, damos nossa palavra de acolhida a você que se prepara para participar deste evento marcante na história da Musicoterapia no Brasil. Bem vindo(a)!

A AMTNE e Associações em parceria, estão trabalhando nos preparativos para melhor acolher você.

Programe-se e participe!

Vidas que deixam marcas

“Há pessoas que nos falam e nem as escutamos, há pessoas que nos ferem e nem cicatrizes deixam mas há pessoas que simplesmente aparecem em nossas vidas e nos marcam para sempre.”

                                                                    Cecília Meireles

Alegrai-vos ( Tirso de Mello Santos) – Adonias

http://www.ouvirmusica.com.br/adonias/1943087/#mais-acessadas/1939897

Livro: A arte não precisa Justificativa

Estou lendo este livro, me surpreendi positivamente, poucos autores mostram tanta lucidez quando falam do artista cristão e seu papel na sociedade onde vivemos.

” Já a arte não precisa de justificativa, ninguém precisa se desculpar por fazer arte. Os artistas não necessitam de justificativa, da mesma forma que os açougueiros, os jardineiros, os motoristas de táxi, os policiais ou as enfermeiras não precisam justificar com argumentos sagazes o porquê de estarem fazendo seu trabalho” ( 2010.p.47)

” A arte tem um lugar complexo na sociedade. Ela cria as imagens significativas pelas quais são expressas coisas importantes e comuns. Por meio da imagem artística, a essência de uma sociedade torna-se uma propriedade e uma realidade comuns.” (2010, p.52)

” A arte também pode dar forma ao nosso descontentamento, nosso desconforto em relação a certos fenômenos.Ela pode dar forma ao protesto. Se feito de maneira certa, ela não deve ser destrutiva ou fragmentar o que é bom. Usando uma linguagem atual, podemos traduzir a injunção bíblica ” ter fome e sede de justiça” por “protesto em amor. As ferramentas para isso podem ser os filmes, as canções, as pinturas, os desenhos animados e os slogans. A literatura e a poesia também têm suas funções”. (2010, p.53)

ROOKMAAKER, H.R. A arte não precisa de justificativa. Minas Gerais: Ultimato, 2010.

Detonautas – Verdades do Mundo

[….]

E se eu puder fazer por ti o que ninguém jamais fez por mim

Eu faço
Eu faço

[…]

Razon – Fernando Arbelaez

Razon

Por una dulce razón
se encuentra la herida abierta
porque ha  llamado a mi puerta
con voz muy clara el amor.

Llorando estaba en secreto
con llanto callado y quieto
por la ausencia el corazón,
y hoy canta con voz ardida,
que está sangrando la herida
por una dulce razón.

Fernando Arbelaez ( poeta colombiano)

Um site WordPress.com.

Acima ↑