Alucinações Musicais
imersa no mar do desencanto,
as ondas sonoras transpassam a lucidez,
fusas, semifusas, tremifusas,
arrebatam os sentidos,
delírio, desatino, frenesi,
fascínio por semibreves, longas e breves pontuadas,
o deslumbramento frente a arpejos e cânones intermináveis,
a obsessão na partitura por um “da capo”,
dor alucinante nas pausas, dissonâncias, diminuendos,
Requiem no Finale.
n.n.a
Alucinações Musicais II
de um devaneio profundo nasceu a renúncia,
era um desatino completo negar a música,
a fascinante música não existia mais?
era uma invenção da insanidade humana?
como podia sê-lo se as notas ainda soavam tão alto?
se arrebatavam o ser?
A música era como o vento,
não era possível vê-la,
só senti-la.
n.n.a
n.n.a
RESENHA DO LIVRO: http://www.revistaneurociencias.com.br/edicoes/2009/RN%2017%2003/401%20resenha.pdf

