Curso de LIBRAS qualifica servidor público para melhor atender o cidadão surdo no Paraná

14/05/2013
Curso de LIBRAS qualifica servidor público para melhor atender o cidadão surdo no Paraná
A Escola de Governo valoriza e promove o desenvolvimento pessoal e profissional do servidor, com foco em serviços de qualidade para a população, visando também a inclusão social. Exemplo disto é o curso “instrumental em Libras para atendimento ao cidadão surdo”, que faz parte do cronograma anual da Escola.
O curso presencial é voltado para servidores que atuam diretamente com o atendimento ao público, em portarias e recepções.O objetivo é proporcionar condições para a comunicação em eventuais situações no decorrer do desempenho da função.
A docente ouvinte, Noemi Ansay, destaca que já existem leis que legitimam o direito das pessoas surdas e este curso é importante no sentido de garantir o tratamento adequado nas unidades de atendimento do Estado por meio do uso e difusão da língua brasileira de sinais, em atendimento ao decreto número 5.626, de 22/12/2005.
Durante o curso, que tem duração de 40 horas, são desenvolvidas as habilidades necessárias para a aquisição de forma instrumental da língua brasileira de sinais LIBRAS e trabalhados conteúdos gerais para comunicação visual, baseados em regras gramaticais da Língua de Sinais e da Identidade e Cultura Surda. Também são abordadas políticas de atendimento de surdos; estruturas gramaticais da LIBRAS; noções temporais; vocabulário; e atendimento ao público (conversação).
A próxima turma será aberta em agosto, na cidade de Irati, na Unicentro. As inscrições poderão ser feitas na segunda quinzena de julho. Para mais informações, entrar em contato pelo e-mail: escoladegoverno@seap.pr.gov.br

Silas Antônio do Espírito Santo

Foto: Encontro especial: tia Nice, tio Silas, com Heber Ferreira Nascimento, Helen Lima
Meu tio Silas no Brasil

Steve Reich e Poesia


Poema: A Trama do Poema

Grávida de um poema
a  vida pulsa no ventre sobressalente,
palavra que sobeja, arfa, soluça, chora,
imersa no mar infinito da gramática.

Tamanha sede de viver,
o poema  nasce nu e cru.
neonato indefeso  e frágil
desamparado  em um mundo letrado.

O que poderá dizer ao mundo?
O indizível?  O bizarro?
O sagrado?  O pérfido?
O amorfo? O incompreensível?

Poderá expressar…
as regiões quietas e insondáveis do ser?
o cheiro de uma flor orvalhada?
o  gosto de fruta tirada do pé?

O poema  nasce do excesso da luz e da sombra,
da névoa branca semitransparente,
do recôndito, do milagre, da inexatidão

Do âmago acre dialético da vida,
das querimônias e quérqueras
do quimo amargo digerido no ventre.

Melífluo dos encontros improváveis
surpresas da existência fluida da vida
das intransigências intransponíveis do cotidiano.

No poema as palavras deslizam
como seixos no fundo de um rio,
correm para o mar quieto, insondável e infinito.

 n.n.a

Um site WordPress.com.

Acima ↑