Alice Munro – Prêmio Nobel de Literatura 2013

Vencedora do Nobel de Literatura é canadense e tem 82 anos, mestre do conto.

Biografia


A escritora Alice Munro nasceu em 10 de julho de 1931 em Wingham, no Canadá. Ela é autora de diversos livros de contos, traduzidos para mais de dez idiomas. Entre os numerosos prêmios literários recebidos ao longo de sua carreira, destaca-se o Man Booker Prize, em 2009. Entre suas obras mais conhecidas estão “Fugitiva” (2006), “Felicidade demais” (2010) e “O amor de uma boa mulher” (2013).

http://ultimosegundo.ig.com.br/cultura/livros/2013-10-10/canadense-alice-munro-ganha-o-premio-nobel-de-literatura-2013.html

Jason Mraz – 93 Million Miles

93 Million Miles

93 million miles from the sun
People get ready, get ready
Cause here it comes, it’s a light
A beautiful light, over the horizon
Into your eyes
Oh, my, my how beautiful
Oh, my beautiful mother
She told me, son, in life you’re gonna go far
If you do it right, you’ll love where you are
Just know, wherever you go
You can always come home

240 thousand miles from the moon
We’ve come a long way to belong here
To share this view of the night
A glorious night
Over the horizon is another bright sky
Oh, my, my how beautiful
Oh, my irrefutable father
He told me, son, sometimes it may seem dark
But the absence of the light is a necessary part
Just know, you’re never alone
you can always come back home

Home, Home
You can always come back

Every road is a slippery slope
But there is always a hand that you can hold on to
Looking deeper through the telescope
You can see that your home’s inside of you

Just know, that wherever you go
No, you’re never alone,
You will always get back home

Home
Home

93 million miles from the sun
People get ready, get ready
Cause here it comes, it’s a light
A beautiful light, over the horizon
Into our eyes

Peça de teatro: Tribos – polêmicas familiares de um filho surdo – Antônio Fagundes e Bruno

Antonio Fagundes atua ao lado do filho, Bruno Fagundes, na peça “Tribos”, que estreia dia 14 de setembro no Teatro TUCA (rua Monte Alegre, 1024, Perdizes). Com direção de Ulysses Cruz, o texto de Nina Raine traz a figura de um deficiente auditivo como protagonista e discute a “surdez contemporânea”, como o preconceito e o egoísmo. A trilha sonora é de André Abujamra. As sessões são sextas, às 21h30; sábado, às 21h30; domingos, às 18h. Os ingressos custam R$ 50 (sextas e domingo) e R$ 60 (sábados) e podem ser adquiridos no site http://www.ingressorapido.com.br. Mais informações no telefone (11) 3670-8455. Leia mais Jairo Goldflus/Divulgação
http://guia.uol.com.br/sao-paulo/teatro/noticias/2013/09/26/peca-com-antonio-fagundes-tem-sessao-especial-para-surdos-no-tuca.htm

Augusto dos Anjos


Psicologia de um vencido

Eu, filho do carbono e do amoníaco,
Monstro de escuridão e rutilância,
Sofro, desde a epigênesis da infância,
A influência má dos signos do zodíaco.

Profundíssimamente hipocondríaco,
Este ambiente me causa repugnância…
Sobe-me à boca uma ânsia análoga à ânsia
Que se escapa da boca de um cardíaco.

Já o verme — este operário das ruínas —
Que o sangue podre das carnificinas
Come, e à vida em geral declara guerra,

Anda a espreitar meus olhos para roê-los,
E há-de deixar-me apenas os cabelos,
Na frialdade inorgânica da terra!

Augusto dos Anjos


Versos Íntimos

Vês! Ninguém assistiu ao formidável
Enterro de tua última quimera.
Somente a Ingratidão – esta pantera –
Foi tua companheira inseparável!

Acostuma-te à lama que te espera!
O Homem, que, nesta terra miserável,
Mora, entre feras, sente inevitável
Necessidade de também ser fera.

Toma um fósforo. Acende teu cigarro!
O beijo, amigo, é a véspera do escarro,
A mão que afaga é a mesma que apedreja.

Se a alguém causa inda pena a tua chaga,
Apedreja essa mão vil que te afaga,
Escarra nessa boca que te beija!

Augusto dos Anjos

Vésper – poema

Vésper

A vida segue vagarosa às vésperas do Natal,

vagam vozes vãs, veladas e veludosas,

vaníloquo dos verbetes tão vulneráveis,

vacilante o vaga-lume valsa na vastidão verdejante,

voa na ventania de suas vicissitudes,

tão virtuose, ao violão, viola e violino

tão virtuoso em sua valentia e vereditos,

vertiginoso, vaga por violetas e valerianas,

vivace, voraz, violenta a vida tão volátil.

n.n.a

Verossímil – Adélia Prado

Verossímil
Antigamente, em maio, eu virava anjo.
A mãe me punha vestido, as asas,
me encalcava a coroa na cabeça e recomendava:
“Canta alto, espevita as palavras bem”.
Eu levantava voo rua acima.
Adélia Prado.

Poema: Sem rumo



Sem rumo

Quem se importa, se tenho uma ideia
e essa ideia me corrói por dentro?
Quem quer ver meu lado avesso?
Quem deseja ouvir perguntas sem respostas?
Quem suporta as imperfeições alheias?
Quem se importa com o grito na noite escura?
Dizem num sussurro:
– Não pense, nós já pensamos por você!
– Não crie, nós já criamos por você!
– Não questione, serás tragado pela incerteza!
– Não veja, não ouça  e não fale !
E em seguida esbravejam:
– Copie o modelo!
– Reproduza o padrão!
– Aqui só formamos homens e mulheres em série!
Penso então na multiforme graça divina,
na diversidade das cores e formas,
nos sons e suas combinações infinitas,
penso no Deus que chama cada estrela pelo nome,
penso na complexidade do ser humano e pergunto:
– Deus, por que nos fizestes seres pensantes e criativos,
quando a maioria quer nos rotular e dizer quem somos ou devemos ser ?

n.n.a

Outubro Rosa – Mulher é desdobrável


Com licença poética

Quando nasci um anjo esbelto,
desses que tocam trombeta, anunciou:
vai carregar bandeira.
Cargo muito pesado pra mulher,
esta espécie ainda envergonhada.
Aceito os subterfúgios que me cabem,
sem precisar mentir.
Não sou tão feia que não possa casar,
acho o Rio de Janeiro uma beleza e
ora sim, ora não, creio em parto sem dor.
Mas o que sinto escrevo. Cumpro a sina.
Inauguro linhagens, fundo reinos
– dor não é amargura.
Minha tristeza não tem pedigree,
já a minha vontade da alegria,
sua raiz vai ao meu mil avô.
Vai ser coxo na vida é maldição pra homem.
Mulher é desdobrável. Eu sou.
Adélia Prado

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