Poema: Entre Santiago e Talca



Entre Santigo e Talca

Saindo de Santiago
se passa por Rancágua,
São Fernando, Romeral,
Curicó e Molina.

O coração viajante:
vê, ouve, toca, cheira e come,
a paisagem ‘hermosa’ dos vinhedos,
que se desnuda, sem pudor bem a sua frente.

Faz frio,
e o ar fresco e perfumado
dos eucaliptos e dos vinhedos,
limpa o corpo e a alma.

A estrada generosa
convida os olhos a contemplação:
o céu azul, as montanhas
e o verdor das macieiras e das parreiras altivas.

O campo nu
é um colo macio,
um beijo, um abraço
nos viajantes cansados.

O movimento na estrada é intenso,
homens apressados seguem rumo ao sul,
e a Cordilheira dos Andes sempre atenta a tudo,
os vigia de longe.

O destino do viajante
é a província de Talca,
em mapuche ‘o trovão’,
capital da região de Maule.

Um coração amigo,
uma família talquina,
aguarda o estrangeiro na estação.
O que o espera?
só o tempo dirá.

Noemi Ansay

 

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