A lição dos poetas – Jacques Rancière

A lição dos poetas
É preciso aprender. Todos os homens têm em comum essa capacidade de experimentar  o prazer e a pena. 
Racine não tem vergonha de ser o que é: um miserável. Ele aprende Eurípedes e Virgílio decor, como um papagaio. Ele procura traduzi-los, decompõe suas expressões, recompõe de outra maneira. Ele sabe que ser poeta é traduzir duas vezes: traduzir em versos franceses a dor de uma mãe, a cólera de uma rainha ou a fúria de uma amante é também traduzir a tradução que Eurípedes ou Virgílio fizeram. […] Esse grande poeta supõe, exatamente, o contrário: ele só trabalha, só se esforça tanto, apaga cada palavra, modifica cada expressão porque espera que seus leitores compreenderão tudo, precisamente como ele próprio compreende.
[…] o poema é a ausência de outro poema.
Todo o esforço, todo o trabalho do poeta é suscitar essa aura em torno de cada palavra da expressão. É por isso que ele analise, disseca, traduz as expressões dos outros, que ele apaga e corrige sem cessar as suas. Ele se esforça para tudo dizer, sabendo que não pode dizer tudo, mas que é essa tensão incondicional do tradutor que abre a possibilidade de outra tensão, de outra vontade: a língua não permite dizer tudo, e ” é preciso que eu recorra e eu próprio gênio, ao gênio de todos os homens, para adivinhar o que Racine quis dizer, o que ele diria na qualidade de homem, o que ele diz quando não fala, o que não pode dizer enquanto não é somente poeta”.
Modéstia verdadeira do “gênio”, isto é,do artista emancipado: ele emprega toda sua potência, toda sua arte em nos mostrar seu poema como ausência de um outro, cujo conhecimento ele nos concede o crédito de possuir tão bem quanto ele  próprio.
RANCIÈRE, J. O mestre Ignorante. São Paulo: Idêntica, 2013.

O mestre ignorante – Jacques Ranciére

O aluno deve ver tudo por ele mesmo, comparar incessantemente e sempre responder a tríplice questão:  o que vês? o que pensas disso? o que fazes com isso?
Ensino Universal: APRENDER QUALQUER COISA E A ISSO RELACIONAR TODO O RESTO, SEGUNDO O PRINCÍPIO DE QUE TODOS OS HOMENS TÊM  IGUAL INTELIGÊNCIA .

Poema: Lacrimosa

Imagem: Thomas Dodd
Lacrimosa
De um ducto lacrimonasal
caiu uma  gota salgada
o rosto nunca mais seria o mesmo
por onde a lágrima correu
uma cratera se abriu.
e foram tantas as lágrimas
que na face molhada
um novo lugar surgiu:

SAUDAGIA,
mistura de saudades com nostalgia.

n.n.a

Poema: Poesia. Pra que poesia?

Poesia.
Pra que poesia?
se há coisas mais importantes pra se tratar e a se fazer,
se a prosa está em evidência,
se não há tempo,
se a dor é imensa,
se tudo traz enfado e canseira,
se a insanidade persiste,
se a barbárie não tem fim,
se a desigualdade cresce,
se o dinheiro move o mundo,
se o ódio aumenta,
e o amor esfria.
Poesia.
Pra que poesia?
para que a vida não seja amarga,
para que a monotonia não seja regra,
para que se possa sentir a doçura
             das ternuras incompreensíveis,
para não silenciarmos frente as injustiças,
para que o sofrimento não embruteça os homens,
para que tiranos não nos governem,
para que as crianças sorriam
             e  as mulheres cheirem jasmim,
para que nasçam flores mesmo entre espinhos,
para que os amigos nunca sejam esquecidos,
para que haja esperança novamente nos olhos,
para que  o sonho e a luta  andem de braços dados,
para que a justiça e a paz se beijem
para que o amor nos inspire e nos mova.
n.n.a  

Adam Levine – Lost Stars (Lyric Video)

And God, tell us the reason

Youth is wasted on the young

It’s hunting season

And this lamb is on the run

Searching for meaning

But are we all lost stars

Trying to light up the dark?

Adam Levine

Poesia: Frida Hahlo e Oscar Niemeyer – MON – Um caso de amor em Curitiba !!!


FRIDA E OSCAR

Bem no meio do teu Olho amarelo e negro,
a mulher nua bailou ao som estonteante dos zapotecos,
seu corpo multifacetado e quebrado,
aninhou-se no abrigo das curvas do mestre arquiteto.
No ar, o perfume de melancias e laranjas,
o encontro de almas inquietas,
“que bonita es la vida, cuando nos da de sus riquezas.”
Frida, com suas grandes asas, voou…
e o retrato, ficou eternizado no Olho de Oscar.

n.n.a

Pelo telefone, presidente eleito de Israel se desculpa com Dilma por declaração de porta-voz

http://blog.planalto.gov.br/pelo-telefone-presidente-eleito-de-israel-se-desculpa-com-dilma-por-declaracao-de-porta-voz/#blogue_isso

Foto: Em conversa por telefone, presidente eleito de Israel, Reuven Rivlin,  se desculpou com a presidenta Dilma Rousseff por declaração de porta-voz. O novo mandatário israelense esclareceu à presidenta Dilma que as expressões usadas não correspondem aos sentimentos da população de seu país. Leia na íntegra: http://goo.gl/15gBQV

Confesión – Alexander Penn




CONFESIÓN
Mi abrigo simple y el farol sobre el puente,
noche otoñal y húmedos mis labios por la lluvia,
así me viste por vez primera, ¿ recuerdas?
y fue para mí más claro que dos más dos,
que seré para ti com o el pan y el agua
y com o el pan y el agua a mí  volverás.
En este triste asunto, cuando ceda tu enojo,
más de una vez también  en la mente me maldijiste,
y mis fríos hombros temblaron de alegría;
porque era para mí más claro que dos más dos
que por mí te llevarían esposado
y aún así mi corazón no te abandonaría.
Sí, no estuvo bien, fue el colmo de los males.
Mas recuerda nuestros encuentros en la noche,
y si nuevamente ocurriera – no sería diferente,
sólo ese pobre y agitado amor,
con ese mismo abrigo y el mismo botón de rosa,
con esa misma y sencilla ropa,
si nuevamente ocurriera, no sería diferente,
así sería, sin cambiarle una letra, así.
Celé de ti y en la oscuridad te espié,
te odié y hasta las lágrimas amé
y nuestra casa vacía de voz y risa;
y cuando a casa volías adolorido com o un perro,
y así sabía que en mí, de lejos, pensabas
y esa noche, cuando cerraste la puerta
y te fuiste para no  volver y en mi seno un niño,
se apagó sólo la luz de mis ojos, mas mi corazón no flaqueó,
porque era  para m í  más claro que dos más dos
que todav ía volverías a m í y de rodillas te postrarías
y  yo, te miraría y diría:
Sí, no estuvo bien, fue el colmo de los males,
pero qué bien que esa noche que nos encontramos,
si nuevam ente ocurriera, no sería diferente,
sólo ese pobre y agitado amor,
con ese mismo abrigo y el  mismo botón de rosa,
con esa misma sencilla ropa,
si nuevam ente ocurriera, no sería diferente,
así sería sin cambiarle una letra, así.
Sabía que no tendría más amor que tú
y sabía, que la muerte, de tus manos llegaría
y  yo espero su resplandor –
de improviso llegaría, com o el hacha al árbol del bosque,
o vendrá lentamente, com o pesares y dolor,
mas, no de un extraño llegaría – de tus manos vendría.
Y entonces, a tu casa, día de duelo y de pobreza,
en sueños tomaría, tonta de mí,
y diría: regreso de vagar por mis senderos,
porque era para mí  más claro que dos más dos,
que a tu casa llegaría cuando cerraras los ojos
hasta que te trajeran a  mí.
Sí, no estuvo bien, fue el colmo de los males,
mas pongo por testigo al Dios de los destinos,
si nuevam ente ocurriera – no sería diferente,
sólo ese pobre y agitado amor,
con ese mismo abrigo y el  mismo botón de rosa,
con esa misma sencilla ropa,
si nuevam ente ocurriera – no sería diferente,
así sería, sin cambiarle una letra, así.
POESÍA HEBREA MODERNA. Antología
Compilada y traducida por Arie Comey

La Semana Publicaciones Ltda. Jerusalem , Israel 1987

Fantástico: Fuerza Bruta Wayra Tour

 

El teatro es creación en el espacio. El lenguaje en su aspecto puramente material. Directo. Cuerpo a cuerpo. Formando un sueño en común con los espectadores. Real. Tangible.

Queremos quebrar el sometimiento intelectual del lenguaje.
Usar todos los medios que se dispone para operar eficazmente sobre la sensibilidad del espectador. Traerlos a otros territorios donde existen otras leyes mas poderosas.
Un espacio donde la presión de los sentidos afecte la mente.
Donde la velocidad de los estímulos que reciba el espectador supera la reacción intelectual. Que la emoción llegue antes, siempre antes.

Que pegue en el cuerpo, debajo de la ropa. Atrás de los ojos. Adentro.
Un espacio donde el espectador se entregue, sabiendo que forma parte de un hecho artístico, que esta adentro de una realidad paralela, etérea, bella, delirante y absolutamente mas verdadera que la cotidiana.
Donde el espectador sabe que esta siendo conducido a estrellarse contra su propia sensibilidad. Una sensibilidad colectiva, universal…
Sin traducción. Sin anestesia. Brutalmente feliz.

 

Um site WordPress.com.

Acima ↑