Camerata Vocal Vox Lumini – Arriba quemando el sol (V. Parra)
A Camerata Vocal ” Vox Lumini” iniciou em 2004, dirigida pela soprano María Isabel Fredes. Seus integrantes tem estudos formais em Canto e Direção de Coral.
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Ostras – Seamus Heaney
Nossas conchas craqueavam nos pratos.
Minha língua era um estuário se enchendo.
Meu palato curvado de estrelas:
Enquanto eu degustava as Plêiades salgadas
Órion mergulhava o pé na água.
Vivas e violadas,
Jaziam nos leitos de gelo:
Bivalves: o bulbo partido
E o suspiro galanteador do oceano.
Milhões delas rompidas, arrancadas, dispersadas.
Fôramos de carro àquela costa
Através de flores e calcários
E lá estávamos, brindando à amizade,
Depondo uma lembrança perfeita
No frescor do colmo e da louça de barro.
Nos Alpes, metidos em neve e feno,
Os romanos carrearam ostras rumo ao sul até Roma:
Vi alcofas úmidas vomitarem
A fronde-lambida, salmora-picante
Glutonia de privilégio
E me irritava que minha fé não pudesse repousar
Na clara luz, qual poesia ou liberdade
Inclinando-se do mar. Comi o dia.
Deliberadamente, para que seu travo
Me avivasse todo em verbo, puro verbo.
HEANEY, SEAMUS. Poemas. São Paulo: Companhia das Letras, 1998.
Lindo Rio de Janeiro – Samba do Avião
Na ponte Rio-Niterói
Theatro Municipal do Rio de Janeiro
Confeitaria Colombo
Gustavo Cerati – Corazon Delator
Corazon Delator
Un señuelo
hay algo oculto en cada sensación
ella parece sospechar parece descubrir en mi
debilidad
los vestigios de una hoguera
oh mi corazón se vuelve delator
traicionándome
Por descuido
fui víctima de todo alguna vez
ella lo puede percibir ya nada puede impedir en mi
fragilidad
es el curso de las cosas
oh mi corazón se vuelve delator
se abren mis esposas…
un suave látigo una premonición
dibujan llagas en las manos
un dulce palpito
la clave intima
se van cayendo de mis labios
(mantra)
Un señuelo
hay algo oculto en cada sensación
ella parece sospechar parece descubrir en mi
que aquel amor
es como un océano de fuego
oh mi corazón se vuelve delator
la fiebre volverá de nuevo
un suave látigo
una premonición
dibujan llagas en las manos
un dulce palpito
la clave intima
se van cayendo de mis labios…
como un mantra
de mis labios
de mis labios
Poema: Em memória do “Y”
Em memória do “Y”
Lygia, Curitybana
Eloy, Nitheroyense,
Encontraram-se no Lyceu das letras aposentadas,
Ela tyipographa,
Ele toca lyra,
Ela faz analyse,
Ele é encyclopedico,
Ela cheira yasmim, lyrio, ylang-ylang,
Ele tem sangue guerreiro goytacaz,
Ela viajou para Parayba,
Ele para Goyaz,
Ela derramou milhares de lagrymas,
Ele escreveu uma encyclica,
Encontraram-se sessenta e seis anos depois,
celebraram Yom Kippur,
depois da nova reforma ortográfica.
n.n.a.
* Em 1943 as letras w,y, k foram tiradas do alfabeto da língua portuguesa e só voltaram a fazer parte dele na Nova Reforma Ortográfica a partir de 2009.






















