Mais de Mil Motivos
Depois de mil quatrocentas e sessenta noites e dias,
sentindo a mesma brisa e vendaval,
sentindo o doce e o amargo,
sentindo pianíssimos e fortíssimos,
ouso, às vezes,
colocar a cabeça pra fora,
feito uma tartaruga que se move suave e lenta.
Com os olhos marejados,
vejo o canavial que suavemente dança,
uma escolinha abandonada,
e árvores secas.
É essa impossibilidade
de arrancar a paisagem do peito,
que faz minha alma gritar,
sonhar, amar, sorrir e chorar.
n.n.a.


