Querido Bruno Ernsen como expressar a alegria e o orgulho que sinto?
Você agora é um Mestre em Educação pela UFPR.
Sua dissertação: Bullying e Surdez no contexto escolar é um marco na literatura sobre o assunto no Brasil. Sei que você ainda tem muito a conquistar e sua coragem, determinação, força é um exemplo para as novas gerações de pessoas surdas. PARABÉNS !!!!!!
Música durante e após cirurgia tem efeito analgésico
Música durante e após cirurgia tem efeito analgésico, diz pesquisa
De acordo com o resultado, pacientes que ouviram música durante o procedimento ficaram menos ansiosos depois da cirurgia e não precisaram tomar tantos analgésicos.
O estudo foi divulgado na publicação científica Lancet. Segundo os pesquisadores, a música foi eficaz até mesmo quando pacientes estavam sob efeito de anestesia geral.
O Ministério da Saúde britânico disse que médicos deveriam levar em consideração as descobertas da pesquisa. (BBC)

Bella e Chagall ( Noemi N. Ansay)
Chagall,
na tela as cores do amor,
no entorno: guerra, tristeza e dor,
místico, mágico e sonhador,
transformou a crueldade,
em uma perspectiva poética de vida.
Bella,
ser alado, material e espiritual,
escritora de “Luzes Acesas”
intelectual, mulher e mãe,
voa nos ares de Vitebsk,
é a moça do “colar branco”.
Num passeio, “The promenade”,
o céu é tão alvo,
vê-se a cidade distante,
e um corpo feminino, rosado,
tão belo, ondula pelos ares,
na terra, com os pés bem firmados,
o homem, segura um pássaro,
sorri, extasiado com a força do amor.
Ela quer voar,
Ele tem os pés no chão,
Um dia voariam juntos,
sobre a cidade,
o amor e a arte os levariam para além do tempo e espaço.
Noemi N.Ansay
“Haverá sempre crianças que amarão a pureza, apesar do inferno criado pelos homens.” (Chagall)
Poema Marc Chagall ( tradução Manoel Bandeira)
Poema Marc Chagall
O país que trago dentro da alma.
Entro nele sem passaporte
Como em minha casa.
Ele vê a minha tristeza
E a minha solidão.
Me acalanta.
Me cobre com uma pedra perfumada.
Dentro de mim florescem jardins.
Minhas flores são inventadas.
As ruas me pertencem
Mas não há casas nas ruas.
As casas foram destruídas desde a minha infância.
Os seus habitantes vagueiam no espaço
À procura de um lar.
Instalam-se em minha alma.
Eis porque sorrio
Quando mal brilha o meu sol.
Ou choro
Como uma chuva leve
Na noite.
Houve tempo em que eu tinha duas cabeças.
Houve tempo em que essas duas caras
Se cobriam de um orvalho amoroso.
Se fundiam como o perfume de uma rosa.
Hoje em dia me parece
Que até quando recuo
Estou avançando
Para uma alta portada
Atrás da qual se estendem muralhas
Onde dormem trovões extintos
E relâmpagos partidos.
Só é meu
O mundo que trago dentro da alma.
Tradução do poema por Manuel Bandeira (1886-1968) publicada em Estrela da Vida Inteira, 20ª edição, 30ª reimpressão, Editora Nova Fronteira, Rio de Janeiro, 2002.
Para copos de Cumulus Nimbus









