Gênio musical, um artista completo, uma alma sensível, amigo fiel, um pai, um filantropo e sobretudo um visionário.
Cresci escutando esse talento indiscutível. Nos anos 80, dançávamos e cantávamos seus hits, sua música nos tocava de forma profunda. Seu legado é tão grande que se estendeu para todas as vertentes de arte pop e manifestações artísticas. Ontem, escutei por algumas horas suas músicas, sem me dar conta, que hoje fariam 8 anos que ele se foi, mas sua obra vive em nossa memória e se renova sempre.
A orelha funciona como uma concha acústica, que capta os sons e os direciona para o canal auditivo. As ondas sonoras fazem vibrar o ar dentro do canal do ouvido e a vibração é transmitida ao tímpano. Esticada como a pele de um tambor, a membrana timpânica vibra, movendo o osso martelo, que faz vibrar o osso bigorna, que por sua vez, faz vibrar o osso estribo. Esses ossículos funcionam como amplificadores das vibrações. A base do osso estribo se conecta a uma região da membrana da cóclea denominada janela oval, e a faz vibrar, comunicando a vibração ao líquido coclear. O movimento desse líquido faz vibrar a membrana basilar e as células sensoriais. Os pelos dessas células, ao encostar levemente na membrana tectórica, geram impulsos nervosos, que são transmitidos pelo nervo auditivo ao centro de audição do córtex cerebral.
Maravilhoso perceber cada detalhe no processo da audição, a anatomia e fisiologia do ouvido. Fico imaginando todo esse processo durante a audição de uma música.
Fiquei emocionada com a performance de Mandy Harvey, surda desde os 18 anos de idade, ela se apresentou no programa America’s Got Talent, da NBC, com uma música autoral.
Música e Pessoas Surdas
“Para conceituar o que é música, precisamos levar em conta os aspectos relacionados à cultura, aspectos visuais, performáticos da execução musical, o movimento, a dança e também a letra das canção. Quando falamos de pessoas surdas e música, podemos nos perguntar: qual é a relação dessas pessoas com a música e como ela acontece? A música está presente na vida de pessoas surdas? A resposta é complexa e dependerá do grau de perda auditiva, se a pessoa nasceu surda ou se perdeu a audição posteriormente, a comunidade a que pertence, a representação social que a música tem para ela. No entanto, percebe-se na atualidade que muitos surdos têm quebrado paradigmas e revelam que as experiências são diversas, vão desde ser um instrumentista, intérprete, compositor , além do uso Língua de Sinais para interpretar a letra de músicas. Sobretudo acredito que a música não pertence somente aos ouvintes, ela é uma construção sócio-histórica, um patrimônio de toda humanidade.”
“A música como estímulo multimodal e a sua relação com as áreas funcionais do cérebro.”
Teremos o prazer de receber nas próximas semanas a visita do Engenheiro de Som, Musicoterapeuta e Professor da Universidade Nacional da Colômbia – Raúl Enrique Rincón Florez, no Campus Curitiba II – Unespar
Todos estão convidados a participar das palestras e mini-cursos: estudantes, musicoterapeutas e educadores musicais !!!!! Inscrições no Local – emitiremos certificados de participação.
Bem longe daqui, na Zona Mata Sul de Pernambuco,
no município de São José da Coroa Grande,
na Várzea do Una, chove impetuosamente,
uma enchente assola os moradores ribeirinhos.
De dentro de uma das casas,
quase tomada pelas águas,
ouve-se uma voz embargada, é a avó Maria Ivânia:
– Rivânia, Rivânia, minha filha, salve o que é mais importante pra você!
Rivânia, aquela que mora em “terras adjacentes ao rio”,
corre para salvar seu precioso acervo,
seus livros escolares,
coloca-os na mochila e corre para a jangada.
Rivânia, a destemida, com apenas oito anos,
viaja rio afora, olhos marejados,
abraçada na mochila de muitas cores,
não descuida de seu tesouro por nenhum momento.
Rivânia de Pernambuco,
Rivânia da Várzea do Una,
Rivânia neta de Maria Ivânia e Eraldo Luís,
Rivânia de oito anos,
Rivânia a estudante,
Rivânia a amante dos livros,
Rivânia a menina que salvava livros.
“Anne The Green Gables” da autora Lucy Maud Montgomery vira minissérie.
“Ah, eu gosto que as coisas tenham nomes, mesmo que elas sejam apenas gerânios. Faz com que elas parecam mais como pessoas. Como você sabe que não magoa os sentimentos do gerânio ser chamado só de gerânio e nada mais? Você não gostaria de ser chamada só de mulher o tempo todo. Sim, eu o chamarei de Bonny. Eu nomeei aquela cerejeira atrás da janela do meu quarto essa manha. Eu a chamei de Rainha da Neve porque é tao branca. É claro, que ela nem sempre estará florida, mas dá para imaginar que ela está, não dá?”