
Desde a infância sonhava em ser astronauta,
me encantava ver as estrelas e os corpos celestes.
Pensava no universo em expansão,
nos cem mil anos-luz da Via Láctea,
nas supernovas, na matéria escura,
e no multiverso cósmico.
Hoje lembro da minha mãe,
mirando as estrelas, o céu e a eternidade.
Sempre olhando a partir de si, para fora de si.
Escuto sua voz sussurrando:
– Olhe para as estrelas, olhe para o Eterno.
Hoje em pensamentos, digo o mesmo para minha filha:
– Olhe para as estrelas, olhe para o Eterno.
(Noemi N. Ansay)
#PoemasQuarentena2
