Musicoterapia no Globo Reporter
Caros amigos,
No próximo dia 20 de novembro será exibido um Globo Repórter que abordará a questão de pessoas que vivem com dor crônica. A musicoterapia é uma das possibilidades de tratamento para esta situação. A equipe do Programa filmou trabalhos musicoterápicos do RJ e SP.Os alunos do curso de graduação em Musicoterapia do Conservatório Brasileiro de Música – Centro Universitário (CBM-CEU)também participaram da gravação. No CBM-CEU funcionam os cursos de graduação e pós-graduação em Musicoterapia do Rio de Janeiro.
Por favor, divulguem esta notícia para seus contatos. É importante que as pessoas saibam mais sobre o que a Musicoterapia pode proporcionar à saúde.
Ao final da reportagem pedimos para que acessem o site do programa e façam comentários.
Desde já agradecemos,
Atenciosamente,
Raquel Siqueira
Coordenadora do curso de graduação em Musicoterapia do CBM-CEU
O coletivo da minha Cidade
O coletivo da minha cidade
O coletivo da minha cidade,
custa caro e carrega gente feito gado,
superlotação, aperto de gente,
cheiro de gente, gosto de gente,
trabalhadores, estudantes, idosos e crianças,
se apertam, se amassam e se consomem para enfrentar o dia-a-dia.
No coletivo da minha cidade,
têm assentos preferenciais para idosos, deficientes e mulheres grávidas,
mas infelizmente a maioria dos homens e mulheres
parecem deixar os bons costumes em casa.
a educação é coisa rara de se achar.
Na minha cidade tem ônibus expresso
biarticulado, interbairros, circular-centro,
ônibus vermelhos, verdes, amarelos, cinzas e brancos.
Os vermelhos circulam soberanos por suas canaletas,
cortando a cidade de leste a oeste, de norte a sul.
e os verdes atravessam os bairros amontoados de gente.
No coletivo da minha cidade,
amizades começam e terminam,
torcedores de times cometem loucuras,
ambulantes vendem balas e doces,
mendigos pedem esmolas,
ladrões assaltam com mãos leves,
pessoas demonstram solidariedade,
estudantes estudam para as provas,
mães levam filhos doentes ao médico,
trabalhadores voltam suados e cansados do trabalho.
Em cada rosto estampado a diversidade da vida humana,
cada um carregando em sua alma
sua alegria ou sua dor.
Noemi N. Ansay
As palavras nos deram asas para voar,
mas também nos deram algemas.
As palavras nos libertaram
e também nos acorretaram.
Ah…as palavras
nos mataram
e nos deram a vida.
Sem intérprete, aluno surdo abandona curso Superior
Notícia da Gazeta do Povo, no dia 19 de outubro de 2009.
Sem intérprete, aluno surdo abandona curso
Ao admitir estudante com deficiência auditiva, instituições de ensino devem contratar intérprete de Libras
Publicado em 19/10/2009 | POLLIANNA MILAN
Depois de frequentar, durante dois anos e meio, o curso de Tecnologia de Sistemas para Internet, o universitário Caio Lúcio Ferreira Cascaes, 28 anos, decidiu abandonar a graduação – ele é surdo e se comunica por meio da Língua Brasileira de Sinais (Libras). Caio encontrou dificuldades para ter permanentemente, em sala de aula, um intérprete de Libras – o profissional que traduz o conteúdo passado pelo professor. “Meu filho declarou no vestibular que era deficiente auditivo. Tivemos de entrar com duas ações judiciais para tentar garantir o direito de ele ter um intérprete”, conta o pai João Carlos Cascaes. A Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), onde Caio estudava, chegou a contratar o intérprete na primeira ação judicial movida pela família – mas o profissional desistiu. O estudante afirma que não entendia 90% do que os professores diziam e que só conseguiu permanecer durante tanto tempo no curso porque o pai comprava todos os livros sugeridos. “Sem o tradutor, foi impossível para ele conseguir estudar apenas com os livros. Meu filho en trou em crise no início deste ano e, em julho, decidiu não fazer a rematrícula”, explica o pai.
Na mesma época, depois da sentença judicial em razão da segunda ação impetrada por Caio, a UTFPR contratou oficialmente – pelos próximos dois anos – um intérprete de Libras. A decisão demorou por uma questão burocrática de contratação, segundo a instituição (veja mais nesta página). Apesar de Caio ter decidido não frequentar mais as aulas, a ação judicial proposta por ele poderá servir de precedente para outros alunos surdos.
O maior empecilho está justamente nas universidades públicas. No plano de cargos e salários das universidades federais e estaduais ainda não existe a carreira de tradutor e intérprete de Libras, por isso fica difícil fazer a contratação por meio de concurso público. “Por isso as instituições ainda esperam o aluno entrar para depois ver como vão resolver o problema”, explica a professora do curso de graduação de Letras e Libras da Universidade Federal do Paraná (UFPR) Sueli Fernandes.O Decreto n.º 5.626 de 2005, que regulamenta a Lei Federal n.º 10.436 de 2002, diz que todas as instituições de ensino devem garantir, obrigatoriamente, às pessoas surdas o acesso (intérprete de Libras) a todas as modalidades de educação. “A lei de inclusão é de 1996. Em 2005 um decreto regulamentou o direito dos alunos. Mesmo assim, percebemos que as escolas ainda não estão preparadas para recebê-los”, afirma a presidente da Comissão de Inclusão da Universidade Tuiuti do Paraná, Ana Luíza Bender Moreira. A Tuiuti tem 47 universitários com necessidades especiais – a instituição começou a capacitar seus professores para a inclusão há pelo menos quatro anos. Outras universidades particulares consultadas pela reportagem também têm alunos com deficiência auditiva e todos contam com a ajuda de intérpretes.
Ela lembra que falta também uma maior organização por parte dos profissionais. “Eles precisam reivindicar uma legislação municipal que regulamente a profissão e crie o cargo nas instituições pú blicas, para que eles possam concorrer”, diz Sueli.
Mercedes Sosa e Jorge Drexler
Mercedes Sosa e Jorge Drexler
Belíssima….
Que coisa mais linda do mundo……


























