SALMO 9:9-10

“O Senhor é um alto refúgio para o oprimido,
um alto refúgio em dias de angústia.

Em Ti confiarão os que conhecem teu nome,
porque tu, Senhor, nunca desamparaste os que te buscam. “

Nascidos em 1970


1970

Nascemos no crepúsculo do século XX.
Um ser, entre 3.692.492 dos que habitavam a Terra.
Crescemos cheios de expectativas.
O mundo iria acabar no ano 2000?

Nascemos na “era do individualismo”.
Na década da TV.
Do primeiro videogame.
Das calças boca de sino.

Nascemos em meio a uma crise mundial do Petróleo.
Primeiros movimentos em defesa do meio-ambiente.
Fim da guerra do Vietnã.
Independência de alguns países africanos.

Nascemos em um ano de eclipses solares e lunares
Ano em que o Brasil foi tricampeão mundial de futebol
Ainda submersos na repressão militar.
O “milagre econômico” havia chegado?

Nascemos em um tempo,
um lugar e uma família, que não escolhemos.
Ganhamos um nome e um espaço,
em um mundo imperfeito e injusto.

Passados trinta anos, chegamos ao século XXI
Vivendo a Pós-modernidade, era de incertezas,
atonalidades, exaustão, ausências e dispersão.
Colapso global, guerras, fome e aquecimento global.

Hoje, trinta e sete anos depois.
Chegando talvez a meia-idade.
Surpreendidos com os sinais do tempo,
já não tão sutis, como antes.

Alguns cabelos brancos,
Sinais no rosto,
marcas na alma,
e no corpo.

Dizem os mais velhos,
que a vida começa aos quarenta.
Tenho minhas dúvidas sobre isto.
Mas quero acreditar que será assim.

Acreditar que existem motivos
de sobra para viver ,
para festejar, amar, colorir,
celebrar e musicar a Vida

Celebrar os bons tempos
que já se foram e os que virão.
Celebrar a vida, que é tão rara, tão cara,
apesar da morte que insiste em nos cercar.

Celebrar o amor,
apesar do ódio.
Celebrar a paciência
apesar do imediatismo
que parece querer nos devorar.

Celebrar os amigos,
que estão perto e os que estão longe.
A família e os irmãos.

Celebrar a poesia da vida.
Celebrar a poesia da música.
Celebrar a poesia de um banho de mar.
Celebrar uma refeição em uma mesa florida.

Celebrar a Justiça e a Misericórdia.
Celebrar a Bondade e a Liberdade.
Celebrar a Paz e o Amor.
Celebrar o Perdão e a Tolerância.

Celebrar o Amor Divino.
O Sangue do Cordeiro.
Celebrar a Nova Aliança.
Celebrar o Novo e Vivo Caminho.

N.N.A. 03/07/07

Para todos que nasceram em 1970.

Olho do Furação


No Olho do Furação

Estar no olho do furação.

Lugar de aparente tranqüilidade.

No meio do oceano.

Em meio a águas quentes e ventos

Envolto de um aquecimento mortal.

Combinação explosiva em meu ser

Ventos fortes açoitam minha vida.

Ondas gigantes passam sobre mim.

Chuvas torrenciais.

Motor em um aquecimento mortal.

Ventos há trinta metros por segundo.

Força incontrolável da natureza.

Que afundam meus sonhos e esperanças.

Furação em movimento

Derrubando tudo que vem pela frente.

Por onde passa arranca tudo pela raiz

Estou no olho do furação.

Profundo abismo, silencioso e solitário.

Sem ter como fugir, como sumir.

Vejo a minha volta tanta pobreza e injustiças.

Uma megatempestade devasta a Terra.

Haverá esperança para os pobres, para os trabalhadores?

Mulheres e homens perdidos em seu egoísmo.

Crianças abandonadas,

Milhares que morrem de fome.

Cadáveres espalhados pela terra.

Sangue derramado em nome da paz mundial.

A terra geme e chora.

Um número a mais nas estatísticas do governo

Contado entre aqueles que irão para cova

Perturbado e aflito

Ouvindo os rumores impetuosos do vento

Cercado por águas de todos os lados

Sem saber nadar no meio do mar revolto.

Longe de amigos e companheiros

Coberto por trevas.

A modernidade tão aclamada

“Igualdade, liberdade e fraternidade”.

Já submergiu.

E para o homem sobrevivente da pós-modernidade

Todas as certezas são incertas.

Aspirando a verdade só encontram incertezas

Buscando a felicidade só acham a miséria e morte

Desde a cova, submerso nas águas até o pescoço

Clamo a Ti, oh Senhor.

Pois se o homem não foi feito para Ti

Por que só sente-se feliz em Ti.

Não rejeites minha alma

Deus da minha salvação.

Não me lances da Tua presença.

Dissipa com tua Voz os ventos.

Mostra o teu poder no meio das águas

Pois pelo mar é o teu caminho

Tira-me do meio das muitas águas

Do olho do furação.

Põe meus pés sobre a rocha.

E estarei seguro

E mesmo em meio às trevas

Verei tua luz

Primeiras Palavras em Paulo Freire

Livro – primeiras palavras em Paulo Freire
Autores- Ivo Dickmann e Ivanio Dickmann

“Entender que existem desigualdades e que elas nao sao naturais, mas que sao resultado de uma ordem social injusta, é fundamental para adentrar ao pensamento de Paulo Freire.” ( p. 18)

Para adquirir este lançamento entrar em contato com ivodickmann@hotmail.com

Sonhos – Akira Kurosawa

黒澤 明, Kurosawa Akira, (Tóquio, 23 de Março de 1910 – Setagaya, 6 de Setembro de 1998) foi um dos cineastas mais importantes do Japão.

Filme belíssimo como muitas leituras possíveis a serem feitas.Tocando com sensibilidade e delicadeza em temas como a guerra, o meio ambiente, a poluição, a arte, a vida e a morte.
O sonho onde um pintor entra em quadros de Van Gogh é sensível e exuberante.
Me encantou o sonho onde um pintor iniciante e entra no qumes influenciam uma grande geração de diretores do mundo todo.

Ódio

Imprestável, intransitável, intolerante, intratável, invisível, invasivo, irracional, inútil, intricado, intemperante, insípido, indolente, inóspito, insensato, insidioso, inglório, infeccionado, irrefletido, infernal, imoral, indolente, inconveniente, inconjugável, ignóbil, ilógico, inadmissível, inacatável.


Amor
Inesgotável, indescritível, inimaginável, irresistível, impagável, incalculável, imensurável, intangível, impecável, inevitável, inesperado, inflacionado, iluminado, inusitado, imaginado, insondável, inacreditável, inarrável, incomparável, inefável, infindável, interminável, indestrutível.

Amar ou odiar ?

Cabe a mim e a você decidir.

N.N.A. 05/11/2007

Iguais ou Diferentes?

“Temos o direito de sermos iguais sempre que as diferenças nos inferiorizem, temos o direito de sermos diferentes sempre que a igualdade nos descaracterize.”
Boaventura de Souza Santos

Pnéia

Pnéia

Ar seco,

ar carregado,

ar rarefeito,

ar pesado,

ar sufocante.

Ar que transporta aromas,

de flores, de frutas,

de gente, de casas,

de vida e de morte.

Ar, carregando

fungos e bactérias,

espalhando dor e doenças.

Ar, carregando sementes,

cheias de vida e multiplicação.

Ar das cidades,

do interior,

do litoral,

dos subúrbios,

das favelas,

dos cemitérios,

das metrópoles sufocadas,

por uma mistura de enxofre e carbono.

Florestas desmatadas,

toneladas de carbono

na atmosfera.

Nitrogênio,

oxigênio,

gases nobres,

gás carbônico,

vapor d’ água.

E quanto custa uma tonelada de ar puro,

nos mercados internacionais?

Estou precisando com urgência

de um pronto atendimento .

Pois de tanto respirar o ar

produzido por este mundo,

uma mistura tóxica e letal

dos gases da intolerância,

do ódio e do desamor entre os homens e mulheres.

acabei por ficar doente,

não posso mais respirar.

Coloquem-me numa câmara Hiperbárica,

quero uma oxigenoterapia,

quero respirar ar puro,

preciso de uma inalação,

quero vida em meus pulmões.

Quero o ar das florestas,

quero a brisa do mar,

quero o perfume das rosas,

inalar 100% de oxigênio,

hiperoxigenação.

Quero Tua Santa presença

Vivendo em mim.

Respirar de tua vida

Santo Cristo.

Quero o ar

Da atmosfera celestial.

N. N. A. 06-2007

Pablo Neruda


... Sim Senhor, tudo o que queira, mas são as palavras as que cantam, as que sobem e baixam … Prosterno-me diante delas… Amo-as, uno-me a elas, persigo-as, mordo-as, derreto-as … Amo tanto as palavras … As inesperadas … As que avidamente a gente espera, espreita até que de repente caem … Vocábulos amados … Brilham como pedras coloridas, saltam como peixes de prata, são espuma, fio, metal, orvalho … Persigo algumas palavras … São tão belas que quero colocá-las todas em meu poema … Agarro-as no vôo, quando vão zumbindo, e capturo-as, limpo-as, aparo-as, preparo-me diante do prato, sinto-as cristalinas, vibrantes, ebúrneas, vegetais, oleosas, como frutas, como algas, como ágatas, como azeitonas … E então as revolvo, agito-as, bebo-as, sugo-as, trituro-as, adorno-as, liberto-as … Deixo-as como estalactites em meu poema; como pedacinhos de madeira polida, como carvão, como restos de naufrágio, presentes da onda … Tudo está na palavra … Uma idéia inteira muda porque uma palavra mudou de lugar ou porque outra se sentou como uma rainha dentro de uma frase que não a esperava e que a obedeceu … Têm sombra, transparência, peso, plumas, pêlos, têm tudo o que ,se lhes foi agregando de tanto vagar pelo rio, de tanto transmigrar de pátria, de tanto ser raízes … São antiqüíssimas e recentíssimas. Vivem no féretro escondido e na flor apenas desabrochada … Que bom idioma o meu, que boa língua herdamos dos conquistadores torvos … Estes andavam a passos largos pelas tremendas cordilheiras, pelas .Américas encrespadas, buscando batatas, butifarras*, feijõezinhos, tabaco negro, ouro, milho, ovos fritos, com aquele apetite voraz que nunca. mais,se viu no mundo … Tragavam tudo: religiões, pirâmides, tribos, idolatrias iguais às que eles traziam em suas grandes bolsas… Por onde passavam a terra ficava arrasada… Mas caíam das botas dos bárbaros, das barbas, dos elmos, das ferraduras. Como pedrinhas, as palavras luminosas que permaneceram aqui resplandecentes… o idioma. Saímos perdendo… Saímos ganhando… Levaram o ouro e nos deixaram o ouro… Levaram tudo e nos deixaram tudo… Deixaram-nos as palavras.

A palavra Mágica

A palavra mágica

Certa palavra dorme na sombra

de um livro raro.

Como desencantá-la?

É a senha da vida

a senha do mundo.

Vou procurá-la.

Vou procurá-la a vida inteira

no mundo todo.

Se tarda o encontro, se não a encontro,

não desanimo,

procuro sempre.

Procuro sempre, e minha procura

ficará sendo

minha palavra.

Carlos Drummond de Andrade


Fórum Paranaense de Musicoterapia

X FÓRUM PARANAENSE DE MUSICOTERAPIA
TEMA :

“SER MUSICOTERAPEUTA:
IDENTIDADE, FORMAÇÃO E MERCADO DE TRABALHO”

UMA PARCERIA AMT-PR / ACAMT / AGAMUSI

13-14-15 de Junho de 2008
Local: Vernon Palace Hotel (Curitiba-PR)
Endereço: Pres. Afonso Camargo, 455 – Centro

Domínio Público

Em Domínio Público…..
http://www.dominiopublico.gov.br
você encontra uma biblioteca digital desenvolvida em software livre com em acervo:

  • Música erudita brasileira;
  • Música contempôranea;
  • Jazz, pop, blues….
  • Obras de Machado de Assis;
  • Obras de Shakespeare;
  • Poesia de Fernando Pessoa;
  • Obras de Joaquim Nabuco;
  • Literatura infantil;
  • Teses e dissertações da Capes;
  • Fotografia;
  • Ilustrações;
  • Xilogravuras;
  • Vídeos de documentários;
  • E muito mais……..


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