Escritor chinês Mo Yan ganha prêmio Nobel de Literatura

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O escritor chinês Mo Yan, de 57 anos, é o ganhador do Prêmio Nobel de Literatura 2012, anunciou nesta quinta-feira a Academia Sueca. O valor do prêmio é o equivalente a 1,2 milhão de dólares (2,4 milhões de reais). Mo Yan é o primeiro chinês a vencer o Nobel. Em 2000, o escritor Gao Xingjian também recebeu o prêmio, mas é cidadão francês.
“Ele tem uma escrita única. Se você ler meia página de Mo Yan, imediatamente saberá que se trata dele”, disse Peter Englund, presidente da Academia Sueca, que comentou ainda que os livros de Mo Yan são marcados por seu “realismo alucinatório, que funde contos folclóricos, história e contemporaneidade.”
Mo Yan é um dos autores mais famosos na China, e já foi traduzido para várias línguas, entre elas, inglês, espanhol, francês e alemão. No entanto, nenhum de seus trabalhos foi publicado no Brasil. Sua escrita fantasiosa é frequentemente comparada à de Franz Kafka, e seus livros falam de forma crítica sobre a socidade chinesa, a corrupção e a dura vida no campo. Por esse motivo, muitos deles foram banidos no país.
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Nobel – Mo Yan entra para o restrito grupo de 109 autores que receberam o Nobel da Literatura desde 1901. Destes, apenas 12 são mulheres, e dois homens já recusaram o prêmio: Boris Pasternak, em 1958, e Jean Paul Sartre, em 1964. Entre os últimos vencedores estão o sueco Tomas Tranströmer (2011) e o peruano Mario Vargas Llosa (2010).
Guilhermo Cabrera Infante

Guillermo Cabrera Infante
http://ibero.folha.com.br/guillermo-cabrera-infante-volume-19.html
Prólogo
Segundo a física quântica, pode-se abolir o passado ou, pior ainda, mudá-lo. Não me interessa eliminar e muito menos mudar meu passado. Preciso é de uma máquina do tempo para vivê-lo de novo. Essa máquina é a memória. Graças a ela posso voltar a viver esse tempo infeliz, feliz às vezes. Mas, por sorte ou azar, só posso vivê-lo numa dimensão, a da recordação. O intangível conhecimento ( tudo o que eu sei dela) pode mudar algo tão concreto quanto o passado em que ela viveu. Uma canção contemporânea parece dizê-lo melhor que eu: ” Quando o imóvel objeto que sou / encontra essa força irresistível que é ela”. Os fótons podem negar o passado, mas sempre são projetados numa tela – neste caso este livro. A única virtude que minha história tem é que de fato ocorreu.
( INFANTE, 2012, p. 9)
Cidadania e Voto


Título: Mão da História
Agência: THE GETZ
Anunciante: GRPCOM
Produto: Voto Consciente
Campanha: Voto Consciente 2012
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Hermeto Pascoal
HERMETO PASCOAL
DO OLHO D´ÁGUA,
PÔS O OLHO NO MUNDO.
OLHOU O MUNDO
E O OLHO DO MUNDO,
OLHOU PARA ELE.
n.n.a
Foto: visita do Hermeto Pascoal na FAP
“A música segura o mundo, enquanto a gente viver, é a maior fonte sem fim de alegria e prazer, toquem, dancem, se abracem….até o dia amanhecer”. Aline e Hermeto
Morre hoje Eric Hobsbawm com 95 anos

Eric Hobsbawm, em foto de 1976; o historiador escreveu obras consideradas definitivas sobre a história moderna
Foto: Getty Images
“A doença ocupacional das grandes potências é a megalomania.” Eric Hobsbawm
Reportagem completa: http://veja.abril.com.br/noticia/celebridades/morre-aos-95-anos-o-historiador-eric-hobsbawm
Lições – Em uma conferência realizada em agosto de 1995 no Masp, o pensador apresentou as suas três lições aos jovens historiadores que investigam fatos do passado: devem procurar saber algo do acontecido antes de mergulhar nos arquivos; devem saber que a memória dos protagonistas falhará sobre os pontos isolados da História; e devem reconhecer a inutilidade de tentar mudar as ideias e os ideais dos participantes dos acontecimentos.





















