Canção Cecília Meirelles
Orfandade – Adélia Prado
Poemas Alfabéticos: Em memória do ‘y’
Retiro Impacto

Nick no Retiro Impacto durante o carnaval…linda minha filhota….

Poema Alfabéticos: Kafkaniano

como enfrentarei esta katharsi?
O que serei depois desta Metamorfose?
Imagens em Paranaguá
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Portraits
La vie em close II
Nossas verdades…
as mais difíceis e duras,
as mais arcaicas e infantis,
as mais reprimidas e desinibidas,
todas expostas e enfileiradas
sob uma luz fria e transparente.
Verdades nuas e cruas,
sólidas, líquidas, fluídas,
em tons acinzentados,
esverdeados e lilases,
com seus contornos disformes,
com linhas abertas, lançadas ao horizonte.
Nossa humanidade,
contraditória, complexa,
racional, emocional,
orgânica, visceral,
fraca e temerosa,
com seus pedaços jogados pelo chão.
Nossas memórias,
do vivido e sonhado,
dos amigos e parentes,
arquivadas em pastas,
pacotes, baús, porões
sotons e sepulcros.
Nossas marcas,
deixadas em tudo que fazemos ou tocamos,
uma parte do que somos,
tatuadas em gente, em coisas, no trabalho,
marcas, as vezes feitas a ferro e fogo
marcas inscritas na pele.
Nossas músicas,
sonoridades em construção,
ritmo, melodia e harmonia,
que falam ao corpo, a mente, e emoções.
Músicas emprestadas de outros
para comunicar sentimentos próprios.
Nossos sons,
mais internos e profundos,
viscerais e involuntários,
um coração pulsante,
uma respiração ofegante,
uma mente ruidosa.
Nossas (in)capacidades
fonte inesgotável de possibilidades,
de novos horizontes,
impulso para criar, redescobrir-se,
reencontrar-se,
limites que apontam para o novo.
Nossas vidas,
filmadas, fotografadas,
por lentes que amplificam
a alegria e a dor.
É a vida em close
pra quem quiser e puder ver .
N.N.A 28/06/2008
Heróis Demais – Laura Restrepo
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| Fotos em Bogotá, Noemi Ansay |
Poema: Equilíbrio
FENEIS – Curitiba

A FENEIS é uma entidade filantrópica, de cunho civil e sem fins lucrativos, a Feneis trabalha para representar as pessoas surdas, tendo caráter educacional, assistencial e sociocultural. Uma das suas principais bandeiras é o reconhecimento da cultura surda perante a sociedade. São atendidos pela Feneis, além de surdos, familiares, instituições, organizações governamentais e não governamentais, professores, fonoaudiólogos e profissionais da área.
Feneis/PR Rua; Alferes Poli,1115 Rebouças Curitiba – Paraná 80.220-050
O valioso tempo dos maduros – Mario de Andrade
“Contei meus anos e descobri que terei menos tempo para viver daqui para a frente do que já vivi até agora. Tenho muito mais passado do que futuro.Sinto-me como aquele menino que ganhou uma bacia de jabuticabas. As primeiras, ele chupou displicente, mas percebendo que faltam poucas, rói o caroço. Já não tenho tempo para lidar com mediocridades.Não quero estar em reuniões onde desfilam egos inflados. Inquieto-me com invejosos tentando destruir quem eles admiram, cobiçando seus lugares, talentos e sorte. Já não tenho tempo para conversas intermináveis, para discutir assuntos inúteis sobre vidas alheias que nem fazem parte da minha. Já não tenho tempo para administrar melindres de pessoas, que apesar da idade cronológica, são imaturos. Detesto fazer acareação de desafetos que brigaram pelo majestoso cargo de secretário geral do coral. As pessoas não debatem conteúdos, apenas os rótulos. Meu tempo tornou-se escasso para debater rótulos, quero a essência, minha alma tem pressa… Sem muitas jabuticabas na bacia, quero viver ao lado de gente humana, muito humana, que sabe rir de seus tropeços, não se encanta com triunfos, não se considera eleita antes da hora, não foge de sua mortalidade… Só há que caminhar perto de coisas e pessoas de verdade.O essencial faz a vida valer a pena. E para mim, basta o essencial.”
Mario de Andrade
Terapia Musical pode curar cérebros danificados
Terapia musical pode curar cérebros danificados
09 de janeiro de 2012
De acordo com investigadores americanos, a terapia com base em música poderá ter um papel importante na cura de pacientes com lesões cerebrais, pois pode ajudar na criação de caminhos alternativos de discurso no cérebro, rodeando as zonas danificadas.
Desde essa altura que os investigadores reconheceram um padrão consistente. Quando era oferecido um ritmo para andar, as pessoas com doença de Parkinson, vítimas de AVCs ou de outros danos neurológicos, conseguiam voltar a ganhar a capacidade de andar e sentido de balanço, funcionando cada batida como uma pista áudio que o cérebro usa para antecipar o tempo e regular os passos.
Os cientistas ainda estão a trabalhar nos pormenores do funcionamento desta terapia. Mas uma explicação provável pode passar pelo facto de que a música está representada em varias áreas do cérebro, enquanto que apenas duas regiões processam a linguagem. A música também tem tendência a “escavar” ligações neurológicas mais profundas entre os neurônios.
Através da música, os pacientes poderão aceder a informações armazenadas sobre palavras e utilizar as músicas para criar novas ligações de discurso.
Fonte:http://musica.sapo.pt/noticias/artistas/terapia-musical-pode-curar-cerebros-danificados












