Paulo Leminsky
meus amigos
quando me dão a mão
sempre deixam
outra coisa
presença
olhar
lembrançacalor
meus amigos
quando me dão
deixam na minha
a sua mão
Paulo Leminsky (1981)
Estado Terminal
Estado Terminal
no corpo as marcas de quem já viveu o bastante,
sentiu o bastante, sofreu o bastante e amou o bastante.
pele flácida, seios murchos, olheiras profundas,
rugas e manchas tatuam o rosto envelhecido,
restos da vaidade de um tempo que não mais existe.
alma inquieta, sobrevivente de naufrágios,
de perdas irreparáveis, do aniquilamento,
das desgraças, desafetos e despeitos.
alma experiente, matuta e sábia,
que já viu e experimentou de quase tudo nesta terra.
o corpo já não responde mais,
aos analgésicos, antibióticos e opináceos,
está silente, acomodado e inerte,
músculos e ossos definhando a cada minuto,
acabam-se sem acabar, sem findar.
alma valente agarra-se ao corpo,
violenta vontade de viver, a impede de ir,
alma audaciosa, quer ficar um pouco mais,
ver um pouco mais os olhos que ama,
ouvir um pouco mais as vozes que ama.
violenta vontade de viver, a impede de ir,
alma audaciosa, quer ficar um pouco mais,
ver um pouco mais os olhos que ama,
ouvir um pouco mais as vozes que ama.
No céu a porta já está aberta,
os anjos dizem:
– Vem, vem, vem!
o corpo já morto pede pra ir,
mas a alma, tão lúcida, viva e corajosa insiste em ficar.
N. N.A.
29º SEURS em Foz do Iguaçu

Vou apresentar um trabalho sobre o curso de LIBRAS da FAP na UNIOESTE.
Anexo 3 dia 24 de agosto.
VI Congresso Brasileiro Multidisciplinar de Educação Especial

VII ENCONTRO DA ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE PESQUISADORES EM EDUCAÇÃO ESPECIAL
Londrina de 08 a 10 novembro de 2011
Local: Hotel Sumatra
Tema Central
Inclusão: Pesquisa e Ensino
The Music Never Stopped
Espaços da Memória – Museus e Acervos do Paraná

Ganhei hoje este livro da minha querida tia Lidia,estou encantada com a riqueza, os detalhes e o registro dos museus do Paraná
João Cabral de Melo Neto
Joaquim:
João Cabral de Melo Neto
O amor comeu meu nome, minha identidade, meu retrato. O amor comeu minha certidão de idade, minha genealogia, meu endereço. O amor comeu meus cartões de visita. O amor veio e comeu todos os papéis onde eu escrevera meu nome.
O amor comeu minhas roupas, meus lenços, minhas camisas. O amor comeu metros e metros de gravatas. O amor comeu a medida de meus ternos, o número de meus sapatos, o tamanho de meus chapéus. O amor comeu minha altura, meu peso, a cor de meus olhos e de meus cabelos.
O amor comeu meus remédios, minhas receitas médicas, minhas dietas. Comeu minhas aspirinas, minhas ondas-curtas, meus raios-X. Comeu meus testes mentais, meus exames de urina.
O amor comeu na estante todos os meus livros de poesia. Comeu em meus livros de prosa as citações em verso. Comeu no dicionário as palavras que poderiam se juntar em versos.
Faminto, o amor devorou os utensílios de meu uso: pente, navalha, escovas, tesouras de unhas, canivete. Faminto ainda, o amor devorou o uso de meus utensílios: meus banhos frios, a ópera cantada no banheiro, o aquecedor de água de fogo morto mas que parecia uma usina.
O amor comeu as frutas postas sobre a mesa. Bebeu a água dos copos e das quartinhas. Comeu o pão de propósito escondido. Bebeu as lágrimas dos olhos que, ninguém o sabia, estavam cheios de água.
O amor voltou para comer os papéis onde irrefletidamente eu tornara a escrever meu nome.
O amor roeu minha infância, de dedos sujos de tinta, cabelo caindo nos olhos, botinas nunca engraxadas. O amor roeu o menino esquivo, sempre nos cantos, e que riscava os livros, mordia o lápis, andava na rua chutando pedras. Roeu as conversas, junto à bomba de gasolina do largo, com os primos que tudo sabiam sobre passarinhos, sobre uma mulher, sobre marcas de automóvel.
O amor comeu meu Estado e minha cidade. Drenou a água morta dos mangues, aboliu a maré. Comeu os mangues crespos e de folhas duras, comeu o verde ácido das plantas de cana cobrindo os morros regulares, cortados pelas barreiras vermelhas, pelo trenzinho preto, pelas chaminés. Comeu o cheiro de cana cortada e o cheiro de maresia. Comeu até essas coisas de que eu desesperava por não saber falar delas em verso.
O amor comeu até os dias ainda não anunciados nas folhinhas. Comeu os minutos de adiantamento de meu relógio, os anos que as linhas de minha mão asseguravam. Comeu o futuro grande atleta, o futuro grande poeta. Comeu as futuras viagens em volta da terra, as futuras estantes em volta da sala.
O amor comeu minha paz e minha guerra. Meu dia e minha noite. Meu inverno e meu verão. Comeu meu silêncio, minha dor de cabeça, meu medo da morte.
Congresso Mundial de Musicoterapia em Seoul 2011
1347 participants from 45 countries attended a stunning 13. World Congress of Music Therapy in Seoul, Korea. Get a taste of the scientific and cultural highlights by watching this video clip.
Jardim – Jorge Luis Borges- 1922
| Le jardin – Claude Monet |
Jardim
Valetas,
serras ásperas,
dunas
sitiadas por arfantes singraduras
e pelas léguas de tempestade e areia
que se aglomeram no fundo do deserto.
Em um declive está o jardim.
Cada arvorezinha é uma selva de folhas.
Em vão fazem-lhe o cerco
os estéreis cerros silenciosos
que apressam a noite com sua sombra
e o triste mar de inúteis verdores.
Todo jardim é uma luz amena
que ilumina a tarde.
O jardinzinho é como um dia de festa
na pobreza da terra.
Jazz Cigano Quinteto
Hoje adquiri este CD do Mateus Azevedo( ex-aluno) e agora colega.
Muito, muito, muito bom.
Quem quiser comprar pode mandar um e-mail para o Mateus, mateusaze@gmail.com
O Jazz Cigano Quinteto tem sua base em uma formação de jazz manouche francês surgido em 1930.
O grupo se reuniu em torno do violonista Eduardo Mercuri e do baterista Mateus Azevedo,
que se interessaram em explorar as possibilidades do estilo e começaram a ensaiar no final
de 2008 na Faculdade de Artes do Paraná(FAP). O contrabaixista Fred Predrosa,
que já tocava com os dois músicos em outro projeto da mesma faculdade,
foi convidado a participar do grupo. Em seguida, Vinícius Araújo, outro violonista que já estudava o estilo,
uniu-se ao grupo que chegou a se apresentar sob o nome de Jazz Cigano Quarteto.
Em outrubro de 2009, à convite de Fred, o violinista John Theo completa o então
conhecido Jazz Cigano Quinteto.
Com um repertório que contém temas consagrados por Django Reinhardt,
releituras de choros brasileiros, Beatles, standards de Jazz e composições próprias,
o Jazz Cigano Quinteto tornou-se destaque no cenário instrumental e um dos grandes
representantes do estilo no Brasil.
Posse da Nova diretoria da Faculdade de Artes do Paraná / UNESPAR

| Nova Diretoria da FAP toma posse. |
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Aconteceu no dia 03 de agosto de 2011, no Auditório Antonio Melillo, o cerimonial de posse da nova Diretoria da FAP.
Na solenidade ocorreu a transmissão do cargo de Direção da Profª Rosane Schögel e da Profª Eulide Jazar Weibel para a Profª Stela Maris da Silva, Diretora, e para o Prof. Ângelo José Sangiovanni, Vice-Diretor, os quais assumiram a Direção da Instituição para o mandato de 2011 a 2015. Participaram da solenidade o Prof. Alípio Santos Leal Neto, Secretário de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior e Reitor da UNESPAR, e o Prof. Marco Aurélio Visintin, Vice-Reitor da UNESPAR, bem como professores, funcionários, estagiários e alunos da Instituição. Durante o evento ocorreu ainda a apresentação da professora e pianista Marilia Giller e do grupo de samba da FAP. |
Ditadura Militar e a Sociologia
FILME QUE A NICK FEZ, lindo demais…
Peter Gabriel & Kate Bush – Don’t Give Up
Linda canção…..para um dia frio de Curitiba.



