Poema: Dia Frio no Hospital

Hospital militar de Trois Quartiers, na França, durante a Primeira Guerra Mundial (Foto: AFP)


Dia Frio no Hospital

A dor é fria e viscosa,
às vezes chega de fininho
e às vezes de forma abrupta e violenta.
Uma coisa é certa, a dor não faz cerimônia,
insuportável, tinhosa e intransferível,
não cede fácil, faz pirraça e é exigente.

Deitada na maca do hospital, 
com os sentidos aguçados:
sinto um gosto amargo na boca, 

ouço vozes e gemidos, 
vejo  as marcas da dor em corpos seminus,
crianças choram e velhos resmungam.

Atentos, enfermeiros e médicos,
sentem a atmosfera carregada de padecimento,
contra-atacam como podem:
profissionalismo, medicamentos, intervenções,
bom humor, alegria, respeito e pequenos elogios.
Ah… a força regeneradora do AMOR.

Faz frio em Curitiba,
sinto meus pés congelados,
o hospital está cheio,
a dor humana não tem trégua,
mesmo assim,
não arredam os pés dali:
a Fé, a Esperança e o Amor.

Noemi N. Ansay
20/05/2016.

A Olhos Nus Ná Ozzetti Trilha Sonora Velho Chico ‘Zé Miguel Wisnik’ (Leg…

A Olhos Nus

Uma vez amanheceu
Meu pai mostrou o céu
Onde nasceu redondo o sol
Abrindo um rombo no azul
Abrindo um sonho
Abrindo um tambor de luz
Que enchesse a fábrica
Com seu óleo cru
E penetrasse os sonhos da família

A olhos nus
Raios de luz
Trabalhando o dia, raios de luz
Trabalhando o dia, raios de luz
Trabalhando o dia, raios de luz
Aquele dia, raios de luz

Meu pai mostrando o sol
Um rombo azul
A olhos nus
Raio de luz

Ná Ozzetti

Revolução dos patos no Brasil

Democracia é ultrajada no Brasil

Já estamos vendo as consequências de um governo ilegítimo e conservador e que irá priorizar o mercado acima de qualquer coisa: ministério formado só por homens brancos e ricos, extinção do ministério da Cultura, da Previdência, das Mulheres, da Igualdade Racial, da Juventude e dos Direitos Humanos; arquivamento de processos de corrupção; foro privilegiado para corruptos e por aí vai.

The Smiths – Ask (Official Music Video)

“Because if it’s not Love

Then it’s the bomb, the bomb, the bomb

The bomb, the bomb, the bomb, the bomb

That will bring us together.”.


Wladimir Dias Pino no Mar


Fiquei fascinada no Rio de Janeiro com a obra de Wladimir Dias-Pino: poeta, artista, designer.
Nascido no Rio de Janeiro, Dias-Pino migra ainda criança para o Mato Grosso e retorna à capital fluminense para se tornar um dos precursores da poesia concreta e uma relevante referência para os preceitos neoconcretos. Nesse contexto, passa a compreender que seu interesse é menos pelo sentido ou pela forma final da poesia, mas sobretudo pelos modos de estruturar o poema – de sua materialidade ao caráter participativo do leitor –, o que o estimula a criar, junto a outros artistas, o movimento do poema/processo (1967-1972). Paralelamente aos dois movimentos que dominavam o eixo Rio-São Paulo nas décadas de 50 e 60, Dias-Pino, junto a Álvaro de Sá e outros artistas do Rio Grande do Norte, Pernambuco, Minas Gerais e Mato Grosso, desenvolve esse método de vanguarda que repensa o poema para além de sua dimensão de signo linguístico, transformando o livro ou qualquer outro suporte em poemas, manipuláveis simbólica, estrutural e fisicamente pelo leitor.

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