Outubro Rosa – Mulher é desdobrável
Com licença poética
Quando nasci um anjo esbelto,
desses que tocam trombeta, anunciou:
vai carregar bandeira.
Cargo muito pesado pra mulher,
esta espécie ainda envergonhada.
Aceito os subterfúgios que me cabem,
sem precisar mentir.
Não sou tão feia que não possa casar,
acho o Rio de Janeiro uma beleza e
ora sim, ora não, creio em parto sem dor.
Mas o que sinto escrevo. Cumpro a sina.
Inauguro linhagens, fundo reinos
– dor não é amargura.
Minha tristeza não tem pedigree,
já a minha vontade da alegria,
sua raiz vai ao meu mil avô.
Vai ser coxo na vida é maldição pra homem.
Mulher é desdobrável. Eu sou.
Adélia Prado
Em defesa da escola pública !!!
Umas das estratégias do neoliberalismo e do marketing do mercado educacional é desconstruir o ensino público, criar uma imagem de ineficiência, de pouca qualidade e de desprestígio social. Desta forma, querem ampliar seus ” consumidores”, ” clientes” e subjugar o ensino público a lógica do ensino privado. Acredito que a educação é um direito e não um produto de mercado !!!!!
n.n.a
Salmo 139
“Ó SENHOR Deus, tu me examinas e me conheces.
Sabes tudo o que eu faço e, de longe, conheces todos os meus pensamentos.
Tu me vês quando estou trabalhando e quando estou descansando; tu sabes tudo o que eu faço.
Antes mesmo que eu fale, tu já sabes o que vou dizer.
Estás em volta de mim, por todos os lados, e me proteges com o teu poder.
Eu não consigo entender como tu me conheces tão bem; o teu conhecimento é profundo demais para mim.
Aonde posso ir a fim de escapar do teu Espírito? Para onde posso fugir da tua presença?”
Retratos de Leitura do Brasil

Chovendo na Roseira – Tom Jobim
Olha está chovendo na roseira
Que só dá rosa mas não cheira
A frescura das gotas úmidas
Que é de Luisa
Que é de Paulinho
Que é de João
Que é de ninguém
Pétalas de rosa carregadas pelo vento
Um amor tão puro carregou meu pensamento
Olha um tico-tico mora ao lado
E passeando no molhado
Adivinhou a primavera
Olha que chuva boa prazenteira
Que vem molhar minha roseira
Chuva boa criadeira
Que molha a terra
Que enche o rio
Que limpa o céu
Que trás o azul
Olha o jasmineiro está florido
E o riachinho de água esperta
Se lança em vasto rio de águas calmas
Ah, você é de ninguém
Ah, você é de ninguém


























