Poema: Benquerer


Benquerer
Beija-flor benfazejo
beija begônias, buganvílias,
brincos de princesa, bocas de leão.
Brilhoso brinca bailando por entre
Baobás, Babaçus, Báctris e Buritis.
Belicoso beija a bailarina.
que balbucia benevolente
a bendita benção da vida.

n.n.a

Papel de Parede de Beija-flor

Formação Musical I na EMBAP – inscrições para teste seletivo




Para Crianças de 6 anos, nascidas em 2006… (Curitiba)

Inscrições para teste seletivo para curso de Formação Musical I, até dia 21 de setembro, na Faculdade de Música e Belas Artes do Paraná EMBAP. Vale a pena!

http://www.embap.pr.gov.br/modules/conteudo/conteudo.php?conteudo=

Eu estudei na Belas dos 7 anos aos 16 anos, foi um tempo maravilhoso.

Ode à Gratidão Pablo Neruda

Ode à Gratidão

Grato pela palavra
que agradece.
Grato a grato
pelo 
quanto essa palavra
derrete neve ou ferro.
O mundo parecia ameaçador
até que suave
como uma pluma
clara,
ou doce como pétala de açúcar,
de lábio em lábio
passa,
grato,
grandes a boca plena
ou sussurantes,
apenas murmuradas,
e o ser voltou a ser homem
e não janela,
alguma claridade
entrou no bosque:
foi possível cantar embaixo das folhas.
Grato, és a pílula
contra
os óxidos cortantes do desprezo,
a luz contra o altar da dureza.
Talvez
também tapete
entre os mais distantes homens
foste.
Os passageiros
se dissemiraram
na natureza
e então
na selva
dos desconhecidos,
merci, enquanto o trem frenético
muda de pátria,
borra as fronteiras,
spasivo,
junto aos pontiagudos
vulções, frio e fogo,
thanks, sim, gracias, e então
a terra se transforma em uma mesa:
uma palavra a limpou,
brilhou os pratos e copos,
ressoam os talheres
e parecem toalhas as planuras.
Grato, gracias,
que viajes e que voltes,
que subas
ou que desças.
Está entendido, não
preenches tudo,
palavra grato,
mas
onde aparece
tua pequena pétala
escondem-se os punhais do orgulho
e aparece um centavo de sorriso.
Pablo Neruda.

SEPTEMBER -EARTH WIND AND FIRE " VIDEO ORIGINAL" EWF

Uma das músicas do filme:

“Ba de ya – say do you remember

Ba de ya – dancing in September

Ba de ya – never was a cloudy day”

Filme Francês: Os intocáveis

Assisti hoje este belíssimo filme que relata a história de uma pessoa tetraplégica e seu cuidador. De forma sensível e inteligente mostra como um amigo pode mudar o rumo de nossas vidas e nos fazer pessoas melhores.

Sinopse:

Philippe (François Cluzet) é um aristocrata rico que, após sofrer um grave acidente, fica tetraplégico. Precisando de um assistente, ele decide contratar Driss (Omar Sy), um jovem problemático que não tem a menor experiência em cuidar de pessoas no seu estado. Aos poucos ele aprende a função, apesar das diversas gafes que comete. Philippe, por sua vez, se afeiçoa cada vez mais a Driss por ele não tratá-lo como um pobre coitado. Aos poucos a amizade entre eles se estabelece, com cada um conhecendo melhor o mundo do outro.

Luck de volta em Casa

Graças a Deus e a bondade de tantas pessoas, reencontramos nosso cachorro o LUCK, ele foi visto na terça-feira na região da Água Verde, e começamos uma busca pela região. Ele estava na Rua Augusto de Mari na casa de uma bondosa senhora que o encontrou na República Argentina e cuidou dele.
Hoje saímos em uma nova busca e deixamos um cartaz em uma panificadora. Depois de 1 hora e meia a senhora ligou e fomos buscar nosso querido Luck, que estava super bem cuidado. Muito obrigado a todos que nos ajudaram e que disseram tantas palavras de coragem e otimismo. Ainda existe solidariedade e bons amigos no mundo.

Procura-se Labrador /Portão/Curitiba

PROCURA –  SE
PROCURAR –SE LABRADOR MACHO, QUE ATENDE PELO NOME DE LUCK, 10 ANOS. ESTÁ EM TRATAMENTO MÉDICO, TOMA MEDICAÇÃO. ELE DESAPARECEU HOJE NA REGIÃO DO PORTÃO, EM CURITIBA. NÓS O AMAMOS MUITO !

FAVOR ENTRAR EM CONTATO
Falar com Noemi

(041) 84113612

POR FAVOR, NOS AJUDEM !!!!

OBRIGADA.

O barco – Pablo Neruda

O Barco

Mas se já pagamos nossas passagens neste mundo
por que, por que não nos deixam sentar e comer?
Queremos olhar as nuvens,
queremos tomar o sol e cheirar o sal,
francamente não se trata de incomodar ninguém,
é tão simples: somos passageiros.

Vamos todos passando e o tempo conosco:
passa o mar, a rosa se despede,
passa a terra pela sombra e pela luz,
e vocês e nós passamos, passageiros.

Então, o que se passa?
Por que vocês andam tão furiosos?
Procuram quem com o revólver?

Nós não sabíamos
que tinham ocupado tudo,
os copos, os assentos,
as camas, os espelhos,
o mar, o vinho, o céu.

Agora o que acontece
é que não temos mesa.
Não pode ser, pensamos.

Não  podem nos convencer.
Estava escuro quando chegamos de barco.
Estávamos nus.
Todos nós chegávamos do mesmo lugar.
Todos nós vínhamos de mulher e de homem.
Todos nós tivemos fome e depois dentes.
A todos cresceram as mãos e os olhos
para trabalhar e desejar o que existe.

E agora inventam que não podemos,
que não tem lugar no barco,
não querem nos saudar,
não querem nos julgar.

Por que tantas vantagens para vocês?
Quem lhes deu a colher quando não haviam nascido?

Aqui não estão contentes,
assim as coisas não andam.

Não gosto de, na viagem,
encontrar, nos lugares, a tristeza,
os olhos sem amor ou a boca com fome.

Não há roupa para este outono crescente
e menos, menos, menos para próximo inverno.
E sem sapatos como vamos dar a volta
ao mundo, a tanta pedra nos caminhos?
Sem mesa, onde vamos comer,
onde nos sentaremos se não temos cadeira?
Se é uma brincadeira triste, decidam-se, senhores,
a terminá-la logo,
a falar sério agora.

Depois o mar é duro.

E chove sangue.

Pablo Neruda

NERUDA, Pablo. Navegações e regressos. São Paulo: Media Fashion, 2012.

Educação de surdos pelos próprios surdos : uma questão de Direitos

Maior orgulho…minha amiga Silvia Andreis

http://www.editoracrv.com.br/

EDUCAÇÃO DE SURDOS PELOS PRÓPRIOS SURDOS: uma questão de direitos
Autor(es): Sílvia Andreis Witkoski
ISBN: 978-85-8042-461-4
Editora: EDITORA CRV

Sinopse

No transcorrer deste livro o leitor encontrará a discussão do tema “educação de surdos e inclusão” construída por meio dos discursos sinalizados pelos próprios sujeitos, a partir do olhar (de dentro) de quem é surdo e conhece, de forma visceral, as experiências da “inclusão”, enquanto que a educação que almejam ainda se constitui em uma exceção à regra. São sujeitos historicamente silenciados pelos estigmas e preconceitos que lhes são atribuídos e para quem são construídas políticas educacionais a partir da perspectiva inclusiva ouvinte. A leitura presente leva o leitor a conhecer e entender qual a educação que os surdos defendem, e porque a grande maioria se opõe à política educacional que prevê sua inclusão indiscriminada no ensino regular, o que subtrai o direito legalmente previsto em lei, de que possam receber uma educação bilíngue em escola própria. Nesta perspectiva, destaca-se que ensino bilíngue tem, como eixo de sustentação, a Língua de Sinais como língua de instrução para o surdo, e a língua oral oficial do país como segunda língua. E somente num ambiente linguístico naturalmente bilíngue é que este alunado terá, de fato, a possibilidade de construir-se enquanto sujeito usuário da Língua de Sinais como primeira língua, promovendo a aprendizagem da língua oral por meio da metodologia de segunda língua.

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