
Poema: Benquerer



Para Crianças de 6 anos, nascidas em 2006… (Curitiba)
Inscrições para teste seletivo para curso de Formação Musical I, até dia 21 de setembro, na Faculdade de Música e Belas Artes do Paraná EMBAP. Vale a pena!
http://www.embap.pr.gov.br/modules/conteudo/conteudo.php?conteudo=
Eu estudei na Belas dos 7 anos aos 16 anos, foi um tempo maravilhoso.
Ode à Gratidão
Uma das músicas do filme:
“Ba de ya – say do you remember
Ba de ya – dancing in September
Ba de ya – never was a cloudy day”
Assisti hoje este belíssimo filme que relata a história de uma pessoa tetraplégica e seu cuidador. De forma sensível e inteligente mostra como um amigo pode mudar o rumo de nossas vidas e nos fazer pessoas melhores.
Sinopse:

Graças a Deus e a bondade de tantas pessoas, reencontramos nosso cachorro o LUCK, ele foi visto na terça-feira na região da Água Verde, e começamos uma busca pela região. Ele estava na Rua Augusto de Mari na casa de uma bondosa senhora que o encontrou na República Argentina e cuidou dele.
Hoje saímos em uma nova busca e deixamos um cartaz em uma panificadora. Depois de 1 hora e meia a senhora ligou e fomos buscar nosso querido Luck, que estava super bem cuidado. Muito obrigado a todos que nos ajudaram e que disseram tantas palavras de coragem e otimismo. Ainda existe solidariedade e bons amigos no mundo.
O Barco
Mas se já pagamos nossas passagens neste mundo
por que, por que não nos deixam sentar e comer?
Queremos olhar as nuvens,
queremos tomar o sol e cheirar o sal,
francamente não se trata de incomodar ninguém,
é tão simples: somos passageiros.
Vamos todos passando e o tempo conosco:
passa o mar, a rosa se despede,
passa a terra pela sombra e pela luz,
e vocês e nós passamos, passageiros.
Então, o que se passa?
Por que vocês andam tão furiosos?
Procuram quem com o revólver?
Nós não sabíamos
que tinham ocupado tudo,
os copos, os assentos,
as camas, os espelhos,
o mar, o vinho, o céu.
Agora o que acontece
é que não temos mesa.
Não pode ser, pensamos.
Não podem nos convencer.
Estava escuro quando chegamos de barco.
Estávamos nus.
Todos nós chegávamos do mesmo lugar.
Todos nós vínhamos de mulher e de homem.
Todos nós tivemos fome e depois dentes.
A todos cresceram as mãos e os olhos
para trabalhar e desejar o que existe.
E agora inventam que não podemos,
que não tem lugar no barco,
não querem nos saudar,
não querem nos julgar.
Por que tantas vantagens para vocês?
Quem lhes deu a colher quando não haviam nascido?
Aqui não estão contentes,
assim as coisas não andam.
Não gosto de, na viagem,
encontrar, nos lugares, a tristeza,
os olhos sem amor ou a boca com fome.
Não há roupa para este outono crescente
e menos, menos, menos para próximo inverno.
E sem sapatos como vamos dar a volta
ao mundo, a tanta pedra nos caminhos?
Sem mesa, onde vamos comer,
onde nos sentaremos se não temos cadeira?
Se é uma brincadeira triste, decidam-se, senhores,
a terminá-la logo,
a falar sério agora.
Depois o mar é duro.
E chove sangue.
Pablo Neruda
NERUDA, Pablo. Navegações e regressos. São Paulo: Media Fashion, 2012.
Maior orgulho…minha amiga Silvia Andreis
EDUCAÇÃO DE SURDOS PELOS PRÓPRIOS SURDOS: uma questão de direitos
Autor(es): Sílvia Andreis Witkoski
ISBN: 978-85-8042-461-4
Editora: EDITORA CRV
Sinopse