Entre dois Pontos


Entre dois Pontos

Distâncias distantes.
Distâncias dolorosas.
Distâncias continentais.
Distâncias abissais.
Distâncias estelares.
Distâncias espaciais.
Distâncias emocionais.
Distâncias virtuais.
Distâncias sociais.
Distâncias familiares.
Distâncias temporais.
Distâncias medidas a pés, palmos, metros e milhas.
Distâncias mínimas e imensas.
Distâncias necessárias.
Distâncias desejadas.
Distâncias impostas.
Distâncias entre gerações.
Qual é a distância entre o cérebro e o coração?
Entre a razão e a emoção?
Qual a distância entre o rico e o pobre?
Entre a saúde e a doença?
Qual é distância até o céu?
Qual a longitude e latitude do Paraíso.
Como poderei lá chegar?
Como posso medir a quantos anos-luz estou do eterno.
Em que ônibus espacial poderei embarcar?
Para encontrar satisfação e paz.
Diminuir assim minha dor e pesar.
Por aquilo que não tenho e não sou.
Percebo então que estás bem perto.
Toda Criação fala de Ti e do teu grande amor.
E mesmo que voe as alturas ou mergulhe no mais profundo mar.
Mesmo que desça as profundezas do meu ser.
No passado, nas desilusões, na dor, na solidão, na morte.
No presente, na vida, na alegria, no sucesso, nos amigos e família.
Na altura e no profundo.
Tudo no Universo me leva para Ti.
Nenhuma distância pode me afastar de Ti.
Pois seu amor está perto, me envolve e me toma.
Para onde me irei do teu espírito, ou para onde fugirei da tua face?
Tu me livras da queda e das lágrimas..
E por me amar aproximaste o céu da terra.
O divino do humano.
O celeste se fez carne e habitou entre nós.
Comeu o pão que me alimenta.
Bebeu a água que bebo.
Foi tentado por aquilo que também sou.
Chorou e sorriu.
E mesmo sem merecer me deu a vida eterna.
Que não pode ser medida por nenhum homem.
Pois quanto dura a eternidade?
Quantos meses, anos, séculos, milênios.
Oh, Deus eterno.
Pai perfeito em justiça, bondade e amor.
Entrego-me ao teu amor.
Rendo-me a tua vontade em minha vida.
Nasci no tempo certo.
Todas as estações e tempos em minha vida.
Tudo que acontece está em Tuas mãos.

N.N.A 22 /02/07

Cabo Horn

CABO HORN

Navegando nos Mares do Sul,
divisa entre o Pacífico e o Atlântico,

dentro de um frágil veleiro,

viajo por este cabo de tormentas,

com ventos incontroláveis

e um frio impiedoso.

Por testemunha

só um farol

e uma centena

de barcos que já naufragaram.

Lugar sem socorro e sem

nenhuma terra a vista.

Lugar de altas ondas,

brumas espessas,

na Terra do Fogo.

Lugar de emoções intensas

de uma solidão indescritível,

uma ausência que escorre

por todos os poros do corpo,

depressão meteorológica,

lugar de falésias e escarpas internas,

um lugar terrivelmente belo,

que provoca medo e espanto.

Sou lançada com violência

por estas águas,

agarro-me ao mastro,

grito por socorro,

mas ninguém me escuta.

Vejo a minha frente

sinais de morte e sinais de vida,

água por todos os lados,

montanhas, uma natureza

que convida a vida,

precisando desesperadamente

de coragem,

uma coragem que está além

da coragem.

O mundo a minha frente,

a minha espera..

Aos navegantes que como eu

se arriscarem

por estas águas,

uma coisa é certa:

passar por este cabo

e não morrer

é renascer para vida,

é nunca mais ser o mesmo




07/2007

A menina que roubava Livros

Ganhei este livro do meu pai no meu aniversário em dezembro e terminei de ler esta semana.
A menina que roubava livros conta a história de Liesel Meminger, que foi adotada por Hans e Rosa Hubermann . Ela passa a viver em uma área pobre da cidade de Molching, a Rua Himmel, na Alemanhã. Liesel chegou à Rua Himmel em 1939, onde viveu até 1943. O livro conta com criatividade e poesia, como os seres humanos podem nos surpreender, a família alemã, esconde um judeo durante a guerra e vive momentos inesquecíveis de aprendizagem e solidariedade.
É uma boa dica de leitura juvenil.

Noemi

Visitas da Finlândia


Hi Naomi

Thank you everthing !!!
You and your family has been a blessing to us !

Jumalan siunausta !

Deus abençõe !

Katri e Alice






Turma de Musicoterapia 2004/2007

Turma de alunos de Musicoterapia 2004/2007
Pessoas lindas de se ver e ouvir.
Fiquei muito feliz com o convite, estarei lá, com certeza, com uma linda música em meu coração.
Noemi

Gota no oceano

Gota no Oceano

Um, entre seis bilhões e seiscentos mil.
Um cisco, uma gota, um grão.
Vivendo em um mundo de dor, fome e solidão.

Centenas de milhares nascendo.
Centenas de milhares morrendo.
Oitocentos milhões de desnutridos.

Jovens com pulsos abertos
Sangrando , gemendo
Corações partidos

Jovens desnutridos.
Almas anorexicas.
Insaciáveis e insanas.

Pais de família, desempregados
Chorando por seus filhos
Perdem a força de viver.

Lixo de gente, jogando lixo em gente.
Gente no lixo,
comendo lixo, morando no lixo.
Gente no lixo e lixo de gente.

E para sustentar as beneces de poucos.
Milhares morrem de fome.
Milhares choram, milhares sofrem.

Haverá fim para esta dor….
Haverá pão para esta fome…
Haverá água para esta sede…

O humanismo dará conta
Quem sabe o Iluminismo….
Já sei, é o materialismo….
Ou será o neoliberalismo.

No deserto , na sequidão ouve-se uma voz
Consolai , consolai,
Meu povo sofrido.
Enxugai suas lágrimas.

Todo vale será exaltado.
Todo monte será abatido.
O que está torto,
Será endireitado.

A glória do Senhor se manifestará.
O seu braço forte nos sustentará.
Ele apascentará o seu povo,
Recolherá em seus braços os cordeirinhos.

Sim, aquele que mede as águas em seus punhos
Mede a extensão dos céus em palmos
Ele virá e nos salvará.

Somos uma gota, um cisco, perante Ele
Ele se assenta sobre o globo da terra
Chama as estrelas pelo nome.

Pois não se cansa
Não se fatiga
Não desiste de nos amar.

Sustenta o abatido e oprimido.
Dá forças ao cansado.
Multiplica forças
ao que não tem nenhum vigor.

Quero esperar em Ti Senhor.
Quero subir como águia.
Correr e não cansar.
Caminhar, não olhar pra trás.

Chorar com os que choram,
Sorrir com os riem.
Andar mais uma milha
Amar ao próximo
Como amo a mim mesma.

Olhar com os teus olhos.
Tocar como tocas
Ouvir como tu ouves
Amar com teu coração

Noemi N. Ansay


Isaias 40

Anatomia do Rosto

Anatomia do Rosto

Relevo facial,
coberto por protuberâncias,
escarpas, depressões, sulcos,
elevações, planícies e planaltos.

Ossos cobertos por músculos e pele.
Pares de ossos lacrimais, cavidades orbitárias,
zigomas das maçãs do rosto, conchas nasais,
vômer, mandíbula, palatino, mandíbula

Rosto centenário e rosto recém-nato.
Rosto do velho e rosto da criança.
Rosto da fome e rosto da fartura.
Rosto familiar e rosto sem nome.

Rosto na tela virtual,
rosto congelado na foto,
rosto emoldurado na parede,
rosto gravado na memória.

Rosto esticado, rosto operado,
Rosto oval, triangular, redondo e quadrado.
Encontro de ângulos, eixos e curvas.
Proporções matemáticas perfeitas.

Rostos de cores e formas diferentes.
Do negro da noite ao branco da neve.
Crosta que abarca emoções profundas,
suavidade e austeridade.

Traços que compõe um rosto perfeito:
linhas talhadas pelo trabalho, pelo amor,
pela bondade, pela paciência dos anos,
pelo crivo das tempestades e intempéries da vida.

Rostos forjados pelo tempo,
Marcados ao longo da vida.
Rugas tecidas cuidadosamente,
fio a fio, desenhadas na pele.

O que haverá por trás desta face?
Que enigmas escondem está máscara?
O que dirão estes traços marcantes
impressos pelo correr dos anos ?

Rostos que transfiguram
medo, tristeza, preocupação,
alegria, paz, suavidade,
confiança, fé, amor.

Milhões de rostos mutilados.
Milhões de rostos famintos.
Milhões de rostos olhando para o alto.
Milhões de rostos buscando uma razão de viver.

Nossa única esperança…
Olhar para a face do Criador,
olhá-lo com o rosto descoberto,
sem medo, sem culpas,
tirar nossas máscaras,
reconhecer nossa finitude
frente sua infinita Grandeza.
Ser iluminado pelo Rosto Dele,
E refletir sua Glória.

N.N.A 29/11/2007

Resplandeça teu Rosto sobre nós e seremos Iluminados pela sua presença”.

“Mas todos nós temos o rosto descoberto,
refletimos como num espelho a glória do Senhor
e nos vemos transformados nesta mesma imagem,
sempre mais resplandecentes,
pela ação do Espírito do Senhor” . II Coríntios 13:18

Foto

Minha avó com 91 anos Carolina Araújo Ferreira

A vida é tão interessante….


A vida é tão interessante, tão bonita, tão paradoxal, tão rica, tão distinta, tão autêntica, tão simples, tão complexa, tão orgânica, tão social, tão vivida, tão colorida, tão doce, tão amarga, tão brilhante que chega a doer, que chora, ri, sangra, cresce, pulsa, borbulha, treme, pinica, corta, range, sussurra, descansa, grita, respira, repulsa, enjoa, cansa, deita, levanta, insiste, persevera, tolera, teima, torce, canta, silencia, procura, encontra, perde, acha, adoece, sara, pulsa, queima, ganha, perde, soluça, sente, flui, corre, morre e ressuscita. Como vivê-la? Vivendo.

N.N.A. 20/10/2007

http://br.youtube.com/watch?v=dL__LuTuYUg


Site no WordPress.com.

Acima ↑

%d blogueiros gostam disto: