CABO HORN
Navegando nos Mares do Sul,
divisa entre o Pacífico e o Atlântico,
dentro de um frágil veleiro,
viajo por este cabo de tormentas,
com ventos incontroláveis
e um frio impiedoso.
Por testemunha
só um farol
e uma centena
de barcos que já naufragaram.
Lugar sem socorro e sem
nenhuma terra a vista.
Lugar de altas ondas,
brumas espessas,
na Terra do Fogo.
Lugar de emoções intensas
de uma solidão indescritível,
uma ausência que escorre
por todos os poros do corpo,
depressão meteorológica,
lugar de falésias e escarpas internas,
um lugar terrivelmente belo,
que provoca medo e espanto.
Sou lançada com violência
por estas águas,
agarro-me ao mastro,
grito por socorro,
mas ninguém me escuta.
Vejo a minha frente
sinais de morte e sinais de vida,
água por todos os lados,
montanhas, uma natureza
que convida a vida,
precisando desesperadamente
de coragem,
uma coragem que está além
da coragem.
O mundo a minha frente,
a minha espera..
Aos navegantes que como eu
se arriscarem
por estas águas,
uma coisa é certa:
passar por este cabo
e não morrer
é renascer para vida,
é nunca mais ser o mesmo
Navegando nos Mares do Sul,
divisa entre o Pacífico e o Atlântico,
dentro de um frágil veleiro,
viajo por este cabo de tormentas,
com ventos incontroláveis
e um frio impiedoso.
Por testemunha
só um farol
e uma centena
de barcos que já naufragaram.
Lugar sem socorro e sem
nenhuma terra a vista.
Lugar de altas ondas,
brumas espessas,
na Terra do Fogo.
Lugar de emoções intensas
de uma solidão indescritível,
uma ausência que escorre
por todos os poros do corpo,
depressão meteorológica,
lugar de falésias e escarpas internas,
um lugar terrivelmente belo,
que provoca medo e espanto.
Sou lançada com violência
por estas águas,
agarro-me ao mastro,
grito por socorro,
mas ninguém me escuta.
Vejo a minha frente
sinais de morte e sinais de vida,
água por todos os lados,
montanhas, uma natureza
que convida a vida,
precisando desesperadamente
de coragem,
uma coragem que está além
da coragem.
O mundo a minha frente,
a minha espera..
Aos navegantes que como eu
se arriscarem
por estas águas,
uma coisa é certa:
passar por este cabo
e não morrer
é renascer para vida,
é nunca mais ser o mesmo
07/2007


Deixe um comentário