Cabo Horn

CABO HORN

Navegando nos Mares do Sul,
divisa entre o Pacífico e o Atlântico,

dentro de um frágil veleiro,

viajo por este cabo de tormentas,

com ventos incontroláveis

e um frio impiedoso.

Por testemunha

só um farol

e uma centena

de barcos que já naufragaram.

Lugar sem socorro e sem

nenhuma terra a vista.

Lugar de altas ondas,

brumas espessas,

na Terra do Fogo.

Lugar de emoções intensas

de uma solidão indescritível,

uma ausência que escorre

por todos os poros do corpo,

depressão meteorológica,

lugar de falésias e escarpas internas,

um lugar terrivelmente belo,

que provoca medo e espanto.

Sou lançada com violência

por estas águas,

agarro-me ao mastro,

grito por socorro,

mas ninguém me escuta.

Vejo a minha frente

sinais de morte e sinais de vida,

água por todos os lados,

montanhas, uma natureza

que convida a vida,

precisando desesperadamente

de coragem,

uma coragem que está além

da coragem.

O mundo a minha frente,

a minha espera..

Aos navegantes que como eu

se arriscarem

por estas águas,

uma coisa é certa:

passar por este cabo

e não morrer

é renascer para vida,

é nunca mais ser o mesmo




07/2007

A menina que roubava Livros

Ganhei este livro do meu pai no meu aniversário em dezembro e terminei de ler esta semana.
A menina que roubava livros conta a história de Liesel Meminger, que foi adotada por Hans e Rosa Hubermann . Ela passa a viver em uma área pobre da cidade de Molching, a Rua Himmel, na Alemanhã. Liesel chegou à Rua Himmel em 1939, onde viveu até 1943. O livro conta com criatividade e poesia, como os seres humanos podem nos surpreender, a família alemã, esconde um judeo durante a guerra e vive momentos inesquecíveis de aprendizagem e solidariedade.
É uma boa dica de leitura juvenil.

Noemi

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