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Cognição, Música e Musicoterapia
Equipe de Cordenação:
Clara Márcia Piazzetta (FAP) – coordenadora geral
Noemi Ansay (FAP)
Rosemyriam Cunha (FAP)
Shirlene Moreira (SMN)
Tereza Raquel Alcântara Silva (UFG)
Thelma Avares (UFRJ)
Participação no Grupo de Estudos
A equipe do GE “Cognição, Música e Musicoterapia” elaborou um pequeno artigo para comunicar os resultados parciais do mapeamento que vem empreendendo, de acordo com a proposta geral do VI Simpósio de Cognição e Artes Musicais – SIMCAM6. Os pesquisadores interessados em participar da discussão do GE por meio do seu Blog (faça o cadastro no site da ABCM para poder postar comentários no GE) e durante as sessões específicas no SIMCAM6, poderão submeter à coordenação do GE (através do e-mail abaixo) um resumo (com até 300 palavras) sobre a sua pesquisa.
Email para submissão
Resumo
Durante o V SIMCAM surgiu a ideia da realização de Grupos de Estudos (GE) para aprofundamentos temáticos. A inter-relação entre as artes musicais e as dinâmicas do pensamento humano são os temas que fundamentam a construção de trabalhos e pesquisas que são divulgados nos simpósios nacionais e internacionais de cognição e música. Esses eventos têm reunido a comunidade científica preocupada em entender nuances do funcionamento do cérebro e da mente quando a música provoca múltiplas formas de funções e emoções no ambiente físico e subjetivo das pessoas. Entre as áreas do conhecimento envolvidos nesse campo de pesquisa encontra-se a Musicoterapia, uma ciência que utiliza a música e seus parâmetros para promover ou reabilitar a saúde das pessoas. Entende-se por saúde o bem estar físico, motor, mental, cognitivo, emocional e social de indivíduos e grupos. Por se tratar de uma área ampla no que diz respeito à pesquisa, à prática e à teoria, vários e diferentes trabalhos compõem a contribuição de estudos musicoterapêuticos no âmbito do SIMCAM.
O GE Cognição, Música e Musicoterapia traçou uma meta de estudos de modo a englobar a totalidade dos trabalhos na vertente musicoterapêutica publicados nos Anais do Simpósio de Cognição e Artes Musicais de 2005 a 2009. O objetivo proposto foi o de averiguar, entre os artigos, como o assunto música e cognição foi tratado e apreendido pelos estudiosos da musicoterapia.
Após a seleção dos trabalhos, foi realizada uma revisão dos termos e conceitos referentes a música e cognição, utilizados nas diferentes áreas de atuação da Musicoterapia como a social, a neurológica, a educacional. Como resultado, obteve-se uma classificação de expressões que foram agrupadas em quatro categorias. Para a realização destas categorias partiu-se das descrições recorrentes nos trabalhos e das especificidades da forma como as técnicas musicais de improvisação, composição, recriação e audição são consideradas na Musicoterapia, uma vez que estas são redimensionadas no campo das interações musicais terapêuticas.
As categorias até agora construídas são: I – Música e dinâmica de pensamento: favorecem, nos cenários da pesquisa, prática e teoria dos estudos musicoterapêuticos, a mobilização de estruturas psicoemocionais e esquemas de pensamento; II – Estruturas sonoro-musicais e funcionamento cerebral: favorecem, nos cenários da pesquisas em neurociência da música, prática e teoria dos estudos musicoterapêuticos, a estimulação e mobilização de estruturas cerebrais; III – Música e interação social: promovem, nos cenários da pesquisa, prática e teoria dos estudos musicoterapêuticos envolvendo a cultura e funções sociais da música; IV – Vivência dos parâmetros e elementos sonoro-musicais (ritmo, intensidade, duração, timbre, altura, melodia e harmonia): favorecem, nos cenários da pesquisa, prática e teoria dos estudos musicoterapêuticos, a ativação das funções musicais da improvisação, recriação, composição e audição, alcançando respostas terapêuticas não musicais.
Este é um estudo preliminar e essas categorias estão em formação, portanto, podem ser reorganizadas durante o SIMCAM6, quando o GE continuará seus trabalhos. Espera-se que o resultado até agora obtido possa instigar o pensamento científico de muitos colegas e deixa-se aqui o convite para que esses possam aderir a este trabalho.
























