Poemas Alfabéticos "F"

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Frágil

Frente a fadiga, fraqueza e fracasso
fugiu ferida, febril, fastiada,
flagelou sua alma,
refletiu:
sou uma fortaleza ?
sou uma flor?
sou uma fagulha?
ou sou uma farsa?
n.n.a

Poemas Alfabéticos "E"


Efflorescentia

Ébrio com a emanação de Edelvais,
endoideceu no equinócio da primavera,
empalideceu, esquecendo de suas escusas e embates,
esmerou-se para encontrar encorajamento
iria encontrá-la, esplêndida no Éden
enamorado  encontraria  o essencial,
esqueceria os engasgos e a escuridão,
esperaria extasiado o enevoar de um entardecer esplendoroso.


n.n.a

Poemas Alfabéticos " D"

Decaedro
Dez devaneios desarvorados:

Um desarrimo no desabrochar,
O dealbar dos desertos,
A demência das desilusões,
O desespero das despedidas,
A dissonância das decomposições,
O desmesura de um despetalar,
O definhar de um desconsolo,
A delicadeza de uma dedicação,
O deslumbramento do devir,
O desassossego d’alma.

n.n.a

Poemas Alfabéticos "C"

 
Calidoscópio

Calamidade no corpo, cabeça e coração.
No corpo cárcere, calafrio, congestão,
na cabeça cálculo, cápsula, convulsão,
no coração cólera, calvário,  colapso.
Como alcançar compaixão?
Como compreender o congelamento do coração?
 
n.n.a.

Poemas Alfabéticos "B"

Letra B

Benquerer
Beija-flor benfazejo
beija begônias, buganvílias,
brincos de princesa, bocas de leão.
Brilhoso brinca bailando por entre
Baobás, Babaçus, Báctris e Buritis.
Belicoso beija a bailarina.
que balbucia benevolente
a bendita benção da vida.
 n.n.a

Projeto Escola Universidade

Projeto Escola Universidade
Construção do Blog Maneiras de Ler o que não é igual.

Poemas alfabéticos "A"


Abdico dos absolutos
aborto aberrações
abandono abnegações
abotoo as abotoaduras abandonadas
abocanho abacaxis, abóboras e abricós
absorta abraço o abdômen,
abarco meus  absurdos
abençoo meu abrigo
aberta abelha absorvo a vida.


n.n.a.

Revista Brasileira de Musicoterapia Número 11

Lançamento da Revista Brasileira de Musicoterapia   número 11 no XI Encontro Nacional de Pesquisa em Musicoterapia  na UFMG.

http://www.musicoterapia.mus.br/revista11.html

O poeta

“O mir, poimí! Pievtsôm – vo sniê – otkryty zabôn zviózdy i fórmula tzviétka.”


Saiba-o, mundo! O poeta – em seus sonhos – descobre a lei das estrelas e a fórmula da flor.    Marina Tsvietáieva 1918

Epigrama 10

São muitas, seguramente, as coisas
que ainda querem ser cantadas por mim:
tudo o que mudo ressoa,
o que no escuro subterrâneo afia a pedra,
o que irrompe através da fumaça.
Ainda não ajustei contas com a chama,
nem com o vento e nem com a água…
É por isso que minha sonolência
abre-me, de par em par, os portões
que levam a estrela da manhã.

AKHMÁTOVA, A. Antologia poética. Porto Alegre:L&PM POCKET,2009.

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