São muitas, seguramente, as coisas
que ainda querem ser cantadas por mim:
tudo o que mudo ressoa,
o que no escuro subterrâneo afia a pedra,
o que irrompe através da fumaça.
Ainda não ajustei contas com a chama,
nem com o vento e nem com a água…
É por isso que minha sonolência
abre-me, de par em par, os portões
que levam a estrela da manhã.
AKHMÁTOVA, A. Antologia poética. Porto Alegre:L&PM POCKET,2009.


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