Mulher do Século XXI

Estou cansada de ver as mulheres sendo tratadas como consumistas, alienadas, frágeis, faladeiras, despreocupadas, inseguras e incapazes. Frequentemente somos alvo de esteriótipos e “piadinhas” relacionadas ao gasto com cartões de crédito, excesso de vaidade, ignorância no trânsito e intransigências. Penso que este tipo de comportamento é uma forma de opressão e preconceito que são inaceitaveis  no séc XXI. O que vejo na maior parte das mulheres que conheço e observo: uma capacidade de amar de forma incondicional, resiliência,  sabedoria no cotidiano, mães e avós que sustentam toda família, milhares de estudantes universitárias, dedicação aos estudos e ao trabalho, intelectuais em todas as áreas do conhecimento, praticidade no dia-a-dia, multiprofissionais, zelo pelo que tem e amam, compaixão, cuidado, paixão e uma força descomunal para sobreviver. Andamos por muito tempo avexadas, envergonhadas, não temos mais tempo para isto, temos urgência em viver. 


n.n.a

8 de março Dia Internacional das Mulheres

Gustav Klint

Mulheres

Benditas sejam as mulheres,
de todas as etnias, cores e idades,
as que ainda são meninas,
as de vinte, trinta, quarenta,setenta e noventa anos,
as que trabalham e as desempregadas,
as que semeiam, as que colhem,
as que trabalham em linhas de produção,
as motoristas de táxi, de ônibus,
as atletas, as executivas,
as estudantes, as professoras,
as que escrevem, as que leem,
as médicas e enfermeiras,
todas que cuidam dos amigos,
dos pais, dos irmãos, dos filhos
e dos netos e bisnetos.

Benditas sejam as que esperam,
as que sonham, as que tem esperança,
as que amam demais, que comem demais,
que sonham demais e se doam demais,
as que tem rugas e cabelos brancos,
as de pele de seda e que cheiram jasmim,
as que tem mãos calejadas,
as que são choronas e as que são duronas,
as que foram abandonadas e destratadas,
as que mesmo sofrendo na lida da vida,
cumprem a sina de abençoarem quem as cerca,
que assumem que sua força esta na capacidade
de amar, de chorar, de assumir seus erros,
e de assumir-se como pessoa,
que vive a plenitude de ser MULHER.

n.n.a.

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