Graças a Deus e a bondade de tantas pessoas, reencontramos nosso cachorro o LUCK, ele foi visto na terça-feira na região da Água Verde, e começamos uma busca pela região. Ele estava na Rua Augusto de Mari na casa de uma bondosa senhora que o encontrou na República Argentina e cuidou dele.
Hoje saímos em uma nova busca e deixamos um cartaz em uma panificadora. Depois de 1 hora e meia a senhora ligou e fomos buscar nosso querido Luck, que estava super bem cuidado. Muito obrigado a todos que nos ajudaram e que disseram tantas palavras de coragem e otimismo. Ainda existe solidariedade e bons amigos no mundo.
O barco – Pablo Neruda
O Barco
Mas se já pagamos nossas passagens neste mundo
por que, por que não nos deixam sentar e comer?
Queremos olhar as nuvens,
queremos tomar o sol e cheirar o sal,
francamente não se trata de incomodar ninguém,
é tão simples: somos passageiros.
Vamos todos passando e o tempo conosco:
passa o mar, a rosa se despede,
passa a terra pela sombra e pela luz,
e vocês e nós passamos, passageiros.
Então, o que se passa?
Por que vocês andam tão furiosos?
Procuram quem com o revólver?
Nós não sabíamos
que tinham ocupado tudo,
os copos, os assentos,
as camas, os espelhos,
o mar, o vinho, o céu.
Agora o que acontece
é que não temos mesa.
Não pode ser, pensamos.
Não podem nos convencer.
Estava escuro quando chegamos de barco.
Estávamos nus.
Todos nós chegávamos do mesmo lugar.
Todos nós vínhamos de mulher e de homem.
Todos nós tivemos fome e depois dentes.
A todos cresceram as mãos e os olhos
para trabalhar e desejar o que existe.
E agora inventam que não podemos,
que não tem lugar no barco,
não querem nos saudar,
não querem nos julgar.
Por que tantas vantagens para vocês?
Quem lhes deu a colher quando não haviam nascido?
Aqui não estão contentes,
assim as coisas não andam.
Não gosto de, na viagem,
encontrar, nos lugares, a tristeza,
os olhos sem amor ou a boca com fome.
Não há roupa para este outono crescente
e menos, menos, menos para próximo inverno.
E sem sapatos como vamos dar a volta
ao mundo, a tanta pedra nos caminhos?
Sem mesa, onde vamos comer,
onde nos sentaremos se não temos cadeira?
Se é uma brincadeira triste, decidam-se, senhores,
a terminá-la logo,
a falar sério agora.
Depois o mar é duro.
E chove sangue.
Pablo Neruda
NERUDA, Pablo. Navegações e regressos. São Paulo: Media Fashion, 2012.
Educação de surdos pelos próprios surdos : uma questão de Direitos
Maior orgulho…minha amiga Silvia Andreis
EDUCAÇÃO DE SURDOS PELOS PRÓPRIOS SURDOS: uma questão de direitos
Autor(es): Sílvia Andreis Witkoski
ISBN: 978-85-8042-461-4
Editora: EDITORA CRV
Sinopse
Poema
caniço seco
inverno
Paralympic Games Closing Ceremony London 2012 Coldplay
A Música une todos os seres humanos em suas singularidades e diversidades.
Encerramento das Paralimpíadas
Foi emocionante a festa de encerramento das Paralimpíadas, me fez refletir muitas coisas, entre elas, que as pessoas com necessidades especiais, são acima de tudo pessoas lindas, cheias de potencial e talentos.
Jogos da Cidade – Curitiba
‘Festival of Flame’ set to provide an unforgettable Games finale – London 2012 Paralympics
‘Festival of Flame’ set to provide an unforgettable Games finale – London 2012 Paralympics
Coldplay na cerimônia de encerramento das Paralimpíadas
Filme : COLEGAS Vencedores de Gramado 2012

Maravilhoso!!!!
Nunca desista dos seus sonhos !!!!!

Personagem Stalone na Fazenda de Girassóis.
Ode ao Piano – Pablo Neruda
Ode ao Piano
Estava triste ao piano
no concerto,
esquecido em seu fraque de coveiro,
então abriu a boca,
sua boca de baleia:
entrou o pianista para o piano
voando como um corvo,
alguma coisa passou como se caísse
uma pedra
de prata
ou uma mão
em um tanque
escondido:
deslizou a doçura
como a chuva
sobre um sino,
caiu a luz ao fundo
de uma casa fechada,
uma esmeralda percorreu o abismo
e soou o mar,
a noite,
as campinas,
a gota de orvalho,
o altíssimo trovão,
cantou arquitetura da rosa,
rodou o silêncio ao leito da aurora.
Assim nasceu a música
do piano que morria,
subiu as vestes
da náiade
do cadafalso
e de sua dentadura
até que no esquecimento
caiu o piano, o pianista
e o concerto,
e tudo foi som,
torrencial elemento,
sistema puro, claro campanário.
Então voltou o homem
da árvore da música.
Desceu voando como
corvo perdido
ou cavaleiro louco:
fechou sua boca de baleia do piano
e ele andou para trás,
para o silêncio.
NERUDA, Pablo. Navegações e regressos. São Paulo: Media Fashion, 2012.




















