Luck de volta em Casa

Graças a Deus e a bondade de tantas pessoas, reencontramos nosso cachorro o LUCK, ele foi visto na terça-feira na região da Água Verde, e começamos uma busca pela região. Ele estava na Rua Augusto de Mari na casa de uma bondosa senhora que o encontrou na República Argentina e cuidou dele.
Hoje saímos em uma nova busca e deixamos um cartaz em uma panificadora. Depois de 1 hora e meia a senhora ligou e fomos buscar nosso querido Luck, que estava super bem cuidado. Muito obrigado a todos que nos ajudaram e que disseram tantas palavras de coragem e otimismo. Ainda existe solidariedade e bons amigos no mundo.

Procura-se Labrador /Portão/Curitiba

PROCURA –  SE
PROCURAR –SE LABRADOR MACHO, QUE ATENDE PELO NOME DE LUCK, 10 ANOS. ESTÁ EM TRATAMENTO MÉDICO, TOMA MEDICAÇÃO. ELE DESAPARECEU HOJE NA REGIÃO DO PORTÃO, EM CURITIBA. NÓS O AMAMOS MUITO !

FAVOR ENTRAR EM CONTATO
Falar com Noemi

(041) 84113612

POR FAVOR, NOS AJUDEM !!!!

OBRIGADA.

O barco – Pablo Neruda

O Barco

Mas se já pagamos nossas passagens neste mundo
por que, por que não nos deixam sentar e comer?
Queremos olhar as nuvens,
queremos tomar o sol e cheirar o sal,
francamente não se trata de incomodar ninguém,
é tão simples: somos passageiros.

Vamos todos passando e o tempo conosco:
passa o mar, a rosa se despede,
passa a terra pela sombra e pela luz,
e vocês e nós passamos, passageiros.

Então, o que se passa?
Por que vocês andam tão furiosos?
Procuram quem com o revólver?

Nós não sabíamos
que tinham ocupado tudo,
os copos, os assentos,
as camas, os espelhos,
o mar, o vinho, o céu.

Agora o que acontece
é que não temos mesa.
Não pode ser, pensamos.

Não  podem nos convencer.
Estava escuro quando chegamos de barco.
Estávamos nus.
Todos nós chegávamos do mesmo lugar.
Todos nós vínhamos de mulher e de homem.
Todos nós tivemos fome e depois dentes.
A todos cresceram as mãos e os olhos
para trabalhar e desejar o que existe.

E agora inventam que não podemos,
que não tem lugar no barco,
não querem nos saudar,
não querem nos julgar.

Por que tantas vantagens para vocês?
Quem lhes deu a colher quando não haviam nascido?

Aqui não estão contentes,
assim as coisas não andam.

Não gosto de, na viagem,
encontrar, nos lugares, a tristeza,
os olhos sem amor ou a boca com fome.

Não há roupa para este outono crescente
e menos, menos, menos para próximo inverno.
E sem sapatos como vamos dar a volta
ao mundo, a tanta pedra nos caminhos?
Sem mesa, onde vamos comer,
onde nos sentaremos se não temos cadeira?
Se é uma brincadeira triste, decidam-se, senhores,
a terminá-la logo,
a falar sério agora.

Depois o mar é duro.

E chove sangue.

Pablo Neruda

NERUDA, Pablo. Navegações e regressos. São Paulo: Media Fashion, 2012.

Educação de surdos pelos próprios surdos : uma questão de Direitos

Maior orgulho…minha amiga Silvia Andreis

http://www.editoracrv.com.br/

EDUCAÇÃO DE SURDOS PELOS PRÓPRIOS SURDOS: uma questão de direitos
Autor(es): Sílvia Andreis Witkoski
ISBN: 978-85-8042-461-4
Editora: EDITORA CRV

Sinopse

No transcorrer deste livro o leitor encontrará a discussão do tema “educação de surdos e inclusão” construída por meio dos discursos sinalizados pelos próprios sujeitos, a partir do olhar (de dentro) de quem é surdo e conhece, de forma visceral, as experiências da “inclusão”, enquanto que a educação que almejam ainda se constitui em uma exceção à regra. São sujeitos historicamente silenciados pelos estigmas e preconceitos que lhes são atribuídos e para quem são construídas políticas educacionais a partir da perspectiva inclusiva ouvinte. A leitura presente leva o leitor a conhecer e entender qual a educação que os surdos defendem, e porque a grande maioria se opõe à política educacional que prevê sua inclusão indiscriminada no ensino regular, o que subtrai o direito legalmente previsto em lei, de que possam receber uma educação bilíngue em escola própria. Nesta perspectiva, destaca-se que ensino bilíngue tem, como eixo de sustentação, a Língua de Sinais como língua de instrução para o surdo, e a língua oral oficial do país como segunda língua. E somente num ambiente linguístico naturalmente bilíngue é que este alunado terá, de fato, a possibilidade de construir-se enquanto sujeito usuário da Língua de Sinais como primeira língua, promovendo a aprendizagem da língua oral por meio da metodologia de segunda língua.

Poema


Poema
saída de emergência
rota de fuga
válvula de escape
caminho escorregadio
abismo
desfiladeiro
corda no pescoço
tapa na cara
copo de cólera
limonada sem açúcar
desassossego
fenda aberta
ferida lambida
caniço seco
silêncio rude
pausas intermináveis
emboscada
solidão
a terra do nunca
paraíso na terra
caminho de volta
noite estrelada
chuva de verão
portas abertas
crianças na praça
música no ar
as cores da melancia
flor de maracujá
fruta no pé
doçura do pêssego
mel na boca
coração grato
um jardim de rosas
sabedoria dos anciãos
amizades improváveis
sonho por dias melhores
amar todas as coisas
viagens intergalácticas
Já quanto ao poeta,
como bem diria Leminsky:
inverno
primavera
poeta é
quem se considera
n.n.a

Paralympic Games Closing Ceremony London 2012 Coldplay

A Música une todos os seres humanos em suas singularidades e diversidades.

Encerramento das Paralimpíadas

QUERO ESTAR NO RIO DE JANEIRO EM 2016.

Foi emocionante a festa de encerramento das Paralimpíadas, me fez refletir muitas coisas, entre elas, que as pessoas com necessidades especiais, são acima de tudo pessoas lindas, cheias de potencial e talentos.

Jogos da Cidade – Curitiba

Nicolle N. Ansay
1º Lugar 800 metros, medley e 400metros nos Jogos da Cidade de Curitiba

‘Festival of Flame’ set to provide an unforgettable Games finale – London 2012 Paralympics

‘Festival of Flame’ set to provide an unforgettable Games finale – London 2012 Paralympics


Coldplay na cerimônia de encerramento das Paralimpíadas

Filme : COLEGAS Vencedores de Gramado 2012

Maravilhoso!!!!
Nunca desista dos seus sonhos !!!!!

Foto: Cena do personagem Stalone na fazenda de Girassóis

Personagem Stalone na Fazenda de Girassóis.

Ode ao Piano – Pablo Neruda

Ode ao Piano

Estava triste ao piano
no concerto,
esquecido em seu fraque de coveiro,
então abriu a boca,
sua boca de baleia:
entrou o pianista para o piano
voando como um corvo,
alguma coisa passou como se caísse
uma pedra
de prata
ou uma mão
em um tanque
escondido:
deslizou a doçura
como a chuva
sobre um sino,
caiu a luz ao fundo
de uma casa fechada,
uma esmeralda percorreu o abismo
e soou o mar,
a noite,
as campinas,
a gota de orvalho,
o altíssimo trovão,
cantou  arquitetura da rosa,
rodou o silêncio ao leito da aurora.

Assim nasceu a música
do piano que morria,
subiu as vestes
da náiade
do cadafalso
e de sua dentadura
até que no esquecimento
caiu o piano, o pianista
e o concerto,
 e tudo foi som,
torrencial elemento,
sistema puro, claro campanário.

Então voltou o homem
da árvore da música.
Desceu voando como
corvo perdido
ou cavaleiro louco:
fechou sua boca de baleia do piano
e ele andou para trás,
para o silêncio.

NERUDA, Pablo. Navegações e regressos. São Paulo: Media Fashion, 2012.

Navegações e Regressos (Vol. 09)

Ouro, prata e bronze para o Brasil nos 100m feminino T11 final

O Brasil dominou o pódio dos 100 m rasos T11 dos Jogos Paralímpicos de Londres e levou todas as medalhas possíveis da prova nesta quarta-feira. O ouro ficou com Terezinha Guilhermina, que cravou tempo de 12s01 e, de quebra, registrou novo recorde mundial.

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