Dona Chuva prazenteira,
senhora de si,
beija terna e amavelmente,
a terra fértil e clemente.
Às vezes, esbraveja,
troveja do alto céu,
sem fazer cerimônia,
encharca tudo que vê pela frente.
Às vezes, suave e meiga
sussurra aos ouvintes atentos:
– Silêncio…respire fundo, descanse,
durma mais um pouquinho e sonhe.
Nestes dias de chuva,
meu coração agradece,
o frescor das águas,
a renovação da vida,
a presença divina na criação,
o Amor de Deus,
que conforta e acalenta meu ser.
Noemi N.Ansay
