Para dias cinzentos: serenĭtas

 

Para dias cinzentos: serenĭtas

 

Só uma andorinha canta triste no alto de um pinheiro,

um coração, mesmo calejado, sente saudades,

o nó na garganta aperta quase todos os dias,

como alcançar a tal serenidade?

Se vou andando ao seu encontro,

ela corre, pra onde meus olhos não alcançam,

minha mente tão cansada,

a almeja, a busca,

mas ela parece fugir.

Serenĭtas, Serenĭtas,

Não fuja me mim,

seja minha amiga,

parceira, que me guia,

em meio das tempestades da vida.

Noemi N. Ansay

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