Cinquenta

CINQUENTA

Desde a infância ficava intrigada,

como seria ter cinquenta anos?

Sentia que estava muito distante,

como o horizonte onde o sol se põe.

Os anos foram passando,

fui envelhecendo,

descobri ano após ano,

que não existe destino.

A caminhada se faz ao caminhar,

nos passos que damos a cada dia,

e que ninguém nos tire o poder da escolha,

do pensar, do ser e do viver.

Uma coisa é certa, não cheguei aqui sozinha,

junto comigo: papai e mamãe

família, amigos, professores

e o bom Deus a me guiar.

O espelho fiel da balança,

mostra a menina, a moça e a mulher

ainda com uma fome e sede excessivas

de bem viver, de aprender e sonhar.

Talvez isto traduza

uma certa plenitude feminina,

serena e tempestuosa de ser quem sou

e ainda estar sempre em metamorfoses.

(Noemi N. Ansay)

Circonvolutions – research with Daniell Alnuma

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