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Professor de LIBRAS e psicólogo surdo, Bruno Ernsen, realizando o discurso de formatura em Libras, como Paraninfo dos cursos da FAP. Tradução Professora Noemi Nascimento Ansay, FAP, UNESPAR.
Alucinações Musicais III
Dentro de mim mora uma paisagem sonora:
o assovio do vento que toca um canavial,
uma voz com tons de azul e branco,
uma risada gostosa de criança.
Despedaço, derreto, me descortino
quando ouço o som de fusas, colcheias,
semínimas, mínimas e semibreves,
meu coração bate desamparado.
Vejo notações musicais,
pelas paredes, no teto,
nas janelas, no piso,
e às vezes tatuadas pelo corpo.
Absorta pela música,
alucino com os sons que nem mais posso ouvir.
“A minha avó dizia-me que quando uma mulher se sentisse triste, o melhor que podia fazer era entrançar o seu cabelo; de modo que a dor ficasse presa no cabelo e não pudesse atingir o resto do corpo. Havia que ter cuidado para que a tristeza não entrasse nos olhos, porque iria fazer com que chorassem, também não era bom deixar entrar a tristeza nos nossos lábios porque iria forçá-los a dizer coisas que não eram verdadeiras, que também não se metesse nas mãos porque se pode deixar tostar demais o café ou queimar a massa. Porque a tristeza gosta do sabor amargo.
Quando te sintas triste menina- dizia a minha avó- entrança o cabelo, prende a dor na madeixa e deixa escapar o cabelo solto quando o vento do norte sopre com força. O nosso cabelo é uma rede capaz de apanhar tudo, é forte como as raízes do cipreste e suave como a espuma do atole.
Que não te apanhe desprevenida a melancolia minha neta, ainda que tenhas o coração despedaçado ou os ossos frios com alguma ausência. Não deixes que a tristeza entre em ti com o teu cabelo solto, porque ela irá fluir em cascata através dos canais que a lua traçou no teu corpo. Trança a tua tristeza, dizia. Trança sempre a tua tristeza.
E na manhã ao acordar com o canto do pássaro, ele encontrará a tristeza pálida e desvanecida entre o trançar dos teus cabelos…”
Registo da antropóloga Paola Klug, Fotografia tirada na Nicarágua por Candelaria Rivera, do ensaio fotográfico: “Amor de Campo”
Dia marcante, 50 mil educadores nas ruas de Curitiba. Manifestação pacífica até o Palácio Iguaçu. Caminhando e cantando em prol da Educação, manutenção dos direitos adquiridos pelos educadores e das Universidades Estaduais do Paraná. Uma das coisas que me emociona é ver como os participantes agem com educação, respeito ao próximo e ao patrimônio público, ninguém usa máscara ou qualquer tipo de violência física ou verbal. Aula de cidadania e educação !!!! Parabéns a tod@s!!!! #eutônaluta
Querido mestre Oliver Sacks, sua obra, sua determinação, sua paixão pela relação música e cérebro, sua compreensão ampliada sobre saúde e doença, seu amor pela vida e pelo próximo são um legado para toda humanidade.
“Estou intensamente vivo e quero e espero que o tempo que me resta por viver me permita aprofundar minhas amizades, me despedir daqueles que amo, escrever mais, viajar se tiver a força suficiente, alcançar novos níveis de conhecimento e compreensão. Isso incluirá audácia, clareza e falar com franqueza; vou tratar de acertar minhas contas com o mundo. Mas também terei tempo para me divertir (inclusive para fazer alguma estupidez)”. Oliver Sacks


Parabéns Bruno Ernsen e Hellen Furusho, pela participação !!!!
“Temos o direito de ser iguais quando a nossa diferença nos inferioriza; e temos o direito de ser diferentes quando a nossa igualdade nos descaracteriza. Daí a necessidade de uma igualdade que reconheça as diferenças e de uma diferença que não produza, alimente ou reproduza as desigualdades.”
Boaventura de Souza Santos
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| Foto: Mari Suoheimo |
Excelente artigo do Professor André Egg ( UNESPAR/FAP)
http://www.revistaamalgama.com.br/02/2015/caos-financeiro-parana-pacotaco-richa-invasao-alep/
Mesmo debaixo de chuva e com um frio típico da capital paranaense, professores e agentes do Campus I e II da Unespar se reuniram no dia 14 de fevereiro para uma Assembléia da categoria. Seguimos em frente em nossa luta em prol da Educação Paranaense.
“Entre o clique da luz e do início do sonho”
Foto: Gabriel Dietrich
PROFESSORES SÃO INTELECTUAIS TRANSFORMADORES !!!!!!
NÃO SOMOS BADERNEIROS SR. Governador Beto Richa !!!!
Assumir-se como um intelectual transformador é assumir que como Professor fazemos diferença na sociedade em que vivemos e que a Escola não é uma instituição fracassada, mas um lugar onde presenciamos transformações imprescindíveis na vida de cada aluno, cada professor e cada funcionário que faz parte dela.