Literatura Ibero Americana

Mario Vargas Llosa - Tia Júlia e o Escrevinhador
Escrevo. Escrevo que escrevo. Mentalmente me vejo escrever que escrevo e também posso me ver a me ver escrevendo. Lembro de mim já escrevendo e também me vendo escrever. E me vejo lembrando que me vejo escrever e me lembrando que me vejo lembrando que escrevia e escrevo me vendo escrever que  lembro de ter me visto escrever que me via escrevendo que lembrava de ter me visto escrever que escrevia que escrevo que escrevia.
Também posso me imaginar escrevendo que já havia escrito que me imaginaria escrevendo que havia escrito que imaginava a mim escrevendo que me vejo escrever que escrevo.
Salvador Elizondo, O grafógrafo.
LLOSA, Mario V. Tia Júlia e o Escrivinhador. Coleção Folha de S.Paulo. São Paulo: MEDIAfashion.2012

[…] Javier era meu melhor amigo e nos víamos todos os dias, nem que fosse só por um momento, para confirmar que existíamos. ( LLOSA, 2012, p.16)

Musicoterapia no Fantástico

Veja uma cena emocionante, que mudou a vida de um senhor que vivia triste, sempre calado, em um asilo.

Aconteceu nos Estados Unidos. E para que você entenda melhor essa experiência, os atores Milton Gonçalves, Antônio Calloni e Zezé Barbosa interpretam as vozes — e as emoções — de cada um dos personagens dessa história.

Saiba mais em: www.MusicAndMemory.org

Terapeuta (Yvone Russsell): O nome dele é Hênri Drêier. Eu estou buscando uma coisa de música religiosa para ele porque ele gosta de música e sempre teve uma bíblia com ele.

Médico (Oliver Sacks): Quando ele chegou, não se mexia, talvez deprimido, sem reação, quase sem vida.

Terapeuta: Achei a sua música.

Henry: Hum.

Terapeuta: Quer ouvir agora? Vamos tentar, está bem?

Médico: Ele ouviu a música favorita dele.

“Na hora ele se acende, com uma expressão viva no rosto, os olhos bem abertos. E começa a cantar, a balançar, a mexer os braços, animado com a música“, conta o Dr. Sacks.

“Ele ficava sentado com a cabeça para baixo. Não falava com as pessoas- lembra a terapeuta- Aí apresentei a música e desde então ele fica cantarolando”, completa.

“O efeito não acaba quando os fones são retirados e depois de ouvir a música, ele fica muito falante”, diz o médico.

Médico: Henry?
Henry: Sim?
Médico: Você gosta de música?
Henry: Sou doido por música. E você tocou uma música bonita, uns sons bonitos.
Médico: Qual a sua música favorita quando você era jovem?
Henry: Acho que, bom, o Cab Calloway era o meu grupo favorito.
Médico: O que a música faz contigo?
Henry: Me dá o sentimento do amor, do romance e sinto a ligação do amor e dos sonhos. Deus veio até mim, me fez um santo. Sou um homem santo. Então ele me deu esses sons.

“Eu acho que isso pode ser muito, muito importante para ajudar a organizar e trazer de volta um senso de identidade nas pessoas que perderam isso”, afirma o médico.

No Brasil, o poder da música também tem dado resultados maravilhosos. Veja como ela é usada no tratamento de pacientes que têm a doença de Alzheimer.

Em São Paulo, seu Kojima tem Alzheimer. E uma das primeiras consequências da doença dele é a depressão. Ele toca música, repete os exercícios indicados pelos musicoterapeutas e ouve a música japonesa que ele gosta. Ele começou a terapia há quase um ano na Universidade Federal de São Paulo.

“Ele ficou menos depressivo. Se eu pedir alguma coisa para ele fazer, uma compra, alguma coisa, ele vai, ele faz”, conta a esposa do Sr. Kojima, Mieko Kojima.

A ciência ainda não sabe por que a música aciona tanto o cérebro, mas sabe que ela ajuda não só os pacientes de Alzheimer, como também de outras doenças neurológicas. Especialmente se é uma música que tem a ver com a história da pessoa.

“A música, pelo conteúdo emocional, ativa determinadas áreas cerebrais, as quais, por sua vez vão ativar áreas da memória, que são um dos grandes problemas, senão o principal, na doença de Alzheimer”, explica o neurologista Paulo Bertolucci, da Unifesp.

Em Brasília, outra forma de musicoterapia é um coral. Haja animação!

“O coral surgiu para nós como uma oportunidade de reunir os pacientes com suas famílias. E também usar a memória musical como forma de arrastar as outras memórias”, conta o geriatra Renato Maia, da UnB.

“Ela tem dificuldade de contar uma história completa, mas com a música, não. Com a música ela é capaz de cantar começo, meio e fim”, diz Dulce Rocha, filha de dona Zélia.

“Isso é farra, mas que é uma delícia, é”, conta a paciente de musicoterapia Zélia Rocha.

http://tinyurl.com/736owvj

CDES

Indicadores de Iniquidade do Sistema Tributário Nacional – Relatório de Observação nº 2 – (versão bilíngue) – 03/2011

Acordo para o Desenvolvimento Sustentável – Rio +20 – 10/2011
Autor: SEDES/PR

Pensamentos que são orações

Há pensamentos que são orações. Há momentos nos quais, seja qual for a posição do corpo, a alma está de joelhos.

Vitor Hugo

Palestra Música das Crianças na Escola e as Normativas da Lei 11.769/2008

Palestra Música das Crianças na Escola e as Normativas da Lei 11.769/2008 acontece no dia 25 de abril.

Programa Arte na Escola e Projeto MUSICANTO da FAP promovem

Palestra Música das Crianças na Escola e as Normativas da Lei 11.769/2008

Com Prof. Dr. Guilherme Romanelli (UFPR)

Data:
25 de abril de 2012

Horário:
19h

Local:
Auditório Antonio Melillo

Entrada Franca
não é necessário realizar inscrição

Formação em Musicoterapia no Brasil: Bibliografia estrangeira de Musicoterapia (livros …

http://www.amazon.com/s/ref=nb_sb_noss_1?url=search-alias%3Daps&field-keywords=music+therapy#/ref=nb_sb_noss?url=search-alias%3Daps&field-keywords=music+therapy&rh=i%3Aaps%2Ck%3Amusic+therapy

Barcelona Publishers: http://www.barcelonapublishers.com/

João e Maria – Chico Buarque

Ouvia esta canção quando era criança, é de uma delicadeza  que me comove….

Diariamente – Marisa Monte

Diariamente

Para calar a boca: rícino
Pra lavar a roupa: omo
Para viagem longa: jato
Para difíceis contas: calculadora

Para o pneu na lona: jacaré
Para a pantalona: nesga
Para pular a onda: litoral
Para lápis ter ponta: apontador

Para o Pará e o Amazonas: látex
Para parar na Pamplona: Assis
Para trazer à tona: homem-rã
Para a melhor azeitona: Ibéria

Para o presente da noiva: marzipã
Para Adidas: o Conga nacional
Para o outono, a folha: exclusão
Para embaixo da sombra: guarda-sol

Para todas as coisas: dicionário
Para que fiquem prontas: paciência
Para dormir a fronha: madrigal
Para brincar na gangorra: dois

Para fazer uma touca: bobs
Para beber uma coca: drops
Para ferver uma sopa: graus
Para a luz lá na roça: duzentos e vinte volts

Para vigias em ronda: café
Para limpar a lousa: apagador
Para o beijo da moça: paladar
Para uma voz muito rouca: hortelã

Para a cor roxa: ataúde
Para a galocha: Verlon
Para ser “mother”: melancia
Para abrir a rosa: temporada

Para aumentar a vitrola: sábado
Para a cama de mola: hóspede
Para trancar bem a porta: cadeado
Para que serve a calota: Volkswagen

Para quem não acorda: balde
Para a letra torta: pauta
Para parecer mais nova: Avon
Para os dias de prova: amnésia

Para estourar pipoca: barulho
Para quem se afoga: isopor
Para levar na escola: condução
Para os dias de folga: namorado

Para o automóvel que capota: guincho
Para fechar uma aposta: paraninfo
Para quem se comporta: brinde
Para a mulher que aborta: repouso

Para saber a resposta: vide-o-verso
Para escolher a compota: Jundiaí
Para a menina que engorda: hipofagin
Para a comida das orcas: krill

Para o telefone que toca
Para a água lá na poça
Para a mesa que vai ser posta
Para você, o que você gosta:
Diariamente.

Marisa Monte

Paulo Freire Patrono da Educação Brasileira

ATOS DO PODER LEGISLATIVO

LEI Nº 12.612, DE 13 DE ABRIL DE 2012

Declara o educador Paulo Freire Patrono da Educação Brasileira.

A PRESIDENTA DA REPÚBLICA

Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei:

Art. 1o O educador Paulo Freire é declarado Patrono da Educação Brasileira.
Art. 2o Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.

Brasília, 13 de abril de 2012; 191º da Independência e 124º da República.

DILMA ROUSSEFF

Aloizio Mercadante

(Publicado no DOU Nº 73, seção 1, página 1, segunda-feira, 16 de abril de 2012)

e.e. Cummings

e.e. Cummings

nalgum lugar em que eu nunca estive, alegremente além
de qualquer experiência, teus olhos têm o seu silêncio:
no teu gesto mais frágil há coisas que me encerram,
ou que eu não ouso tocar porque estão demasiado perto

teu mais ligeiro olhar facilmente me descerra
embora eu tenha me fechado como dedos, nalgum lugar
me abres sempre pétala por pétala como a Primavera abre
(tocando sutilmente, misteriosamente) a sua primeira rosa

ou se quiseres me ver fechado, eu e
minha vida nos fecharemos belamente, de repente,
assim como o coração desta flor imagina
a neve cuidadosamente descendo em toda a parte;

nada que eu possa perceber neste universo iguala
o poder de tua imensa fragilidade: cuja textura
compele-me com a cor de seus continentes,
restituindo a morte e o sempre cada vez que respira

(não sei dizer o que há em ti que fecha
e abre; só uma parte de mim compreende que a
voz dos teus olhos é mais profunda que todas as rosas)
ninguém, nem mesmo a chuva, tem mãos tão pequenas

( tradução: Augusto de Campos )

O Príncipe – Maquiavel

” Todos os Estados, todos os domínios que tiveram e têm autoridade sobre os homens foram e são repúblicas ou principados. Os principados são hereditários – aqueles nos quais a linhagem de seu senhor vem governando a muito tempo – ou são novos. […] Os domínios assim obtidos ou são habituados a existir sob o poder de um príncipe ou a ser livres. E são obtidos ou com as armas de outros, ou com as próprias, graças à fortuna ou à virtù.”

MACHIAVELLI, Nicolò. O príncipe. Tradução Maria Júlia Goldwasser; São Paulo: Martins Fontes,  2004.

Livro completo em pdf.

http://www.culturabrasil.pro.br/zip/oprincipe.pdf

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