
Papai sempre foi um entusiasta dos avanços da ciência. Cresci vendo e ouvindo uma edição especial da Bloch Editoras, vendida nas extintas bancas de jornal: “Fatos e Fotos: o homem na Lua”. Michael, Armstrong e Aldrin, a bordo da Apollo 11, em 20 de julho de 1969, rumo à Lua. Perguntava-me de que eram feitos aqueles astronautas, que ousadia os movia, como seria possível ir tão longe. Minha infância foi povoada por essas imagens e sons vindos do lugar mais distante que o homem já havia chegado. Como eu, milhares de crianças no mundo todo imaginaram viagens espaciais em nosso universo em expansão. Sim, o homem poderia ir longe, e a ciência, construída por homens e mulheres, nos lançaria a milhares e milhares de quilômetros da Terra-mãe. Mudando de perspectiva, mudamos o olhar sobre quem somos, de onde saímos e para onde queremos ir. Somos mais e podemos chegar mais longe do que imaginamos.
Era só fechar os olhos e via a nave mãe, em seus tons azuis e verdes. Sentia a brisa do mar espalhando os cabelos. O universo imenso era inalcançável, profundo demais, virtuoso demais. Queria viver na terra, mas o infinito céu de estrelas sempre a chamava de volta. Ah, a eternidade logo ali, a chamar o meu nome.

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