Dia dos Professores -15 de outubro
Professor Paulo Ross -Meu professor marcante
Em tempos onde a docência é desvalorizada, onde grande parte da população diz que ser professor está associado a falta de opções, baixa qualificação profissional ou a ter um “missão” quase jesuítica de amar os alunos, ser Professor é um grande desafio.
Paulo Freire, mestre na docência, nos diz com propriedade em seu livro Pedagogia da autonomia (1996) que ensinar exige:
- Rigorosidade Metódica;
- Pesquisa
- Respeito pelos saberes dos educandos
- Criticidade
- Estética e ética
- Corporeificação das palavras pelo exemplo
- Risco, aceitação do novo
- Rejeição a discriminação
- Reflexão crítica sobre a prática
- Reconheciemento e assunção da identidade cultural
- Consciência do inacabamento
- Respeito a autonomia do educando
- Bom senso
- Humildade, tolerância e luta em defesa dos direitos dos educadores
- Apreesão da realidade
- Alegria e esperança
- Convicção de que a mudança é possível
- Curiosidade
- Segurança e competência profissional
- Generosidade
- Comprometimento
- Compreender que a educação é uma forma de intervenção no mundo
- Liberdade e autoridade
- Tomada de consciência nas decisões.
- Saber escutar
- Reconhecer que a educação é ideológica
- Disponibilidade para o diálogo
- Querer bem os educandos.
Tenho o maior orgulho de ser professora quando olho para professores como o professor Paulo Ricardo Ross, a professora Laura Ceretta Moreira e a professoraTânia Baibich além de todos os meus cole@as de trabalho professores da FAP do curso de Musicoterapia.
Parabéns a todos os professores !!!!!!!!!!
Noemi
Professora Drº Tânia Baibich-UFPR
Reportagem da RPC no programa Plug em junho/2008
Professora Drª Tânia Baibich da UFPR.
Fui aluna da professora Tânia em duas disciplinas do mestrado.
É com certeza uma professora marcante de quem me lembrarei por toda vida,
por seu compromisso, verdade e dedicação.
Noemi N. Ansay
O Nosso Cérebro é Máximo….!!!!
O NOSSO CÉREBRO É O MÁXIMO… !!!
De aorcdo com uma peqsiusa
de uma uinrvesriddae ignlsea,
não ipomtra em qaul odrem asd
Lteras de uma plravaa etãso,
a úncia csioa iprotmatne é que
a piremria e útmlia Lteras
etejasm no lgaur crteo.
O rseto pdoe seruma bçguana ttaol,
que vcoê anida pdoe ler sem pobrlmea.
Itso é poqrue nós não lmeos
cdaa Ltera isladoa,
mas a plravaa cmoo um tdoo.
Sohw de bloa.
Fixe seus olhos no texto abaixo e deixe que a sua mente leia corretamenteo que está escrito.
35T3 P3QU3N0 T3XTO 53RV3 4P3N45 P4R4 M05TR4R COMO NO554 C4B3Ç4 CONS3GU3F4Z3R CO1545 1MPR3551ON4ANT35! R3P4R3 N155O! NO COM3ÇO 35T4V4 M310COMPL1C4DO, M45 N3ST4 L1NH4 SU4 M3NT3 V41 D3C1FR4NDO O CÓD1GO QU4534UTOM4T1C4M3NT3, S3M PR3C1S4R P3N54R MU1TO, C3RTO? POD3 F1C4R B3MORGULHO5O D155O! SU4 C4P4C1D4D3 M3R3C3! P4R4BÉN5!
Educação na Finlândia
Quem entra numa escola na Finlândia se espanta com a simplicidade das instalações. Era de esperar que o sistema educacional considerado o melhor do mundo surpreendesse também pela exuberância do equipamento didático. Na verdade, na escola Meilahden Yläaste, em Helsinque, igual a centenas de outras do país, as salas de aula são convencionais, com quadro-negro e, às vezes, um par de computadores. Apesar do despojamento, as escolas finlandesas lideram o ranking do Pisa, a mais abrangente avaliação internacional de educação, feita pela Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). O último teste, em 2006, foi aplicado em 400 000 alunos de 57 países. O Brasil disputa as últimas posições com países como Tunísia e Indonésia. O segredo da boa educação finlandesa realmente não está na parafernália tecnológica, mas numa aposta nas duas bases de qualquer sistema educacional. A primeira é o currículo amplo, que inclui o ensino de música, arte e pelo menos duas línguas estrangeiras. A segunda é a formação de professores. O título de mestrado é exigido até para os educadores do ensino básico.
| Sari Gustafsson/Lehtikuva |
| Eeva-Maria em aula de música |

Reportagem na íntegra :
Iguais ou Diferentes?
“Temos o direito de sermos iguais sempre que as diferenças nos inferiorizem, temos o direito de sermos diferentes sempre que a igualdade nos descaracterize.”
Boaventura de Souza Santos
Paulo Freire
“Uma vez mais temos que voltar ao próprio homem em busca de
respostas. Porém não a um homem abstrato, mas ao homem concreto, que existem em uma situação concreta”.
Paulo Freire.
Eduardo Galeano
“A publicidade manda consumir e a economia proíbe.
As ordens de consumo obrigatórias para todos,
mas impossíveis para maioria, são convites ao delito.
Este mundo, que oferece o banquete a todos
e fecha a porta no nariz de tantos, é ao mesmo tempo
igualador e desigual: igualador nas idéias e nos costumes
e desigual nas oportunidades que proporciona.”
Galeano (1999, p. 25)
Livro: De pernas pro ar: A escola do mundo ao avesso.
Paulo Freire
DIÁLOGO
Paulo Freire
Não é no silêncio que os homens se fazem, mas na palavra, no trabalho, na ação-reflexão.
Se não amo o mundo, se não amo a vida, se não amo os homens, não me é possível o diálogo.
O diálogo, como encontro dos homens para a tarefa comum de saber agir, se rompe , se seus pólos ( ou um deles ) perdem a humildade.
Como posso dialogar, se alieno a ignorância, isto é, se a vejo sempre no outro, nunca em mim ?
Como posso dialogar, se me admito como um homem diferente, virtuoso por herança, diante dos outros, meros “isto”, em que não reconheço outros eu?
Como posso dialogar, se me sinto participante de um “gueto” de homens puros, donos da verdade e do saber, para quem todos os que estão fora são “essa gente”, ou são “nativos inferiores”?
Como posso dialogar, se parto de que a pronúncia do mundo é tarefa de homens seletos e que a presença das massas na história é sinal de sua deterioração que devo evitar?
Como posso dialogar, se me fecho à contribuição dos outros, que jamais reconheço, e até me sinto ofendido com ela?
Como posso dialogar se temo a superação e se, só em pensar nela, sofro e definho?
A auto-suficiência é incompatível com o diálogo. Os homens que não tem humildade ou a perdem, não podem aproximar-se do povo. Não podem ser seus companheiros de pronúncia do mundo. Se alguém não é capaz de sentir-se e saber-se tão homem quanto os outros, é que lhe falta ainda muito que caminhar, para chegar ao lugar de encontro com eles . Neste lugar de encontro , não há ignorantes absolutos, nem sábios absolutos: há homens que, em comunhão, buscam saber mais.
Não há também, diálogo, se não há uma intensa fé nos homens. Fé no seu poder de fazer e de refazer. De criar e recriar. Fé na sua vocação de ser mais, que não é privilégio de alguns eleitos, mas direitos dos homens.
A fé nos homens é um dado a priori do diálogo. Por isto, existe antes mesmo de que ele se instale. O homem dialógico tem fé nos homens antes de encontrar-se frente a frente com eles. Esta, contudo, não é uma ingênua fé. O homem dialógico, que é crítico, sabe que, se o poder de fazer, de criar, de transformar, é um poder dos homens, sabe também que podem eles, em situação concreta, alienados, Ter este poder prejudicado. Esta possibilidade, porém, em lugar de matar no homem dialógico a sua fé nos homens, aparece a ele, pelo contrário, como um desafio ao qual tem de responder. Está convencido de que este poder de fazer e transformar, mesmo que negado em situações concretas, tende a renascer. Pode renascer. Pode constituir-se. Não gratuitamente, mas na e pela luta por sua libertação. Com a instalação do trabalho não mais escravo, mas livre, que dá a alegria de viver.
Sem esta fé nos homens, o diálogo é uma farsa. Transforma-se, na melhor das hipóteses, em manipulação adocicadamente paternalista.
Ao fundar-se no amor, na humildade, na fé nos homens, o diálogo se faz uma realização horizontal , em que a confiança de um pólo no outro é conseqüência óbvia. Seria uma contradição se, amoroso, humilde e cheio de fé, o diálogo não provocasse este clima de confiança entre seus sujeitos. Por isto inexiste esta confiança na antidialogicidade da concepção “bancária” da educação.
Se a fé nos homens é um dado a priori do diálogo, a confiança se instaura com ele. A confiança vai fazendo os sujeitos dialógicos cada vez mais companheiros na pronúncia do mundo. Se falha esta confiança, é que falharam as condições discutidas anteriormente. Um falso amor, uma falsa humildade, um debilitada fé nos homens não podem gerar confiança. A confiança implica no testemunho que um sujeito dá aos outros de suas reais e concretas intenções. Não pode existir, se a palavra, descaracterizada, não coincide com os atos. Dizer uma coisa e fazer outra, não levando a palavra a sério, não pode ser estímulo à confiança.
Não é porém, a esperança um cruzar de braços e esperar. Movo-me na esperança enquanto luto e, se luto com esperança, espero.
Se o diálogo é o encontro dos homens para ser mais, não pode desfazer-se na desesperança. Se os sujeitos do diálogo nada esperam do seu que fazer, já não pode haver diálogo. O seu encontro é vazio e estéril. É burocrático e fastidioso.

