InCantare: períodico que articula arte, saúde e educação

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http://periodicos.unespar.edu.br/index.php/incantare

Foco e Escopo

A InCantare é uma revista interdisciplinar que enfatiza a veiculação de artigos que tratam de articulações entre arte, saúde e educação. O periódico é uma publicação do Campus de Curitiba II da Faculdade de Artes do Paraná – FAP/UNESPAR, com periodicidade semestral. A revista foi criada no ano de 2010, intitulada NEPIM (ISSN 2237-3365) e no ano de 2012 foi renomeada para InCantare. Mantida pelo Núcleo de Estudos e Pesquisas Interdisciplinares em Musicoterapia – NEPIM, a revista tem por objetivo publicar e divulgar artigos originais e inéditos de autores filiados a grupos de pesquisa, que tragam contribuições para o campo da Musicoterapia, da Música, da Educação, da Saúde e de áreas afins, fomentando assim o intercâmbio entre pesquisadores de diversas instituições universitárias do país. Atualmente, a revista encontra-se indexada nas bases Periódicos (CAPES), Sumários (nacional), Latindex (latino americano), e Copernicus (internacional). A Revista InCantare está disponível na versão on-line, ISSN 2317-417X. As contribuições enviadas pelos autores serão submetidas ao processo de revisão cega por pares de no mínimo dois relatores especialistas ad-hoc mais a revisão dos editores.

A Revista InCantare recebe artigos para dois volumes ao ano e a submissão é feita exclusivamente através de cadastro do autor no portal de periódicos da UNESPAR. A publicação tem por objetivo divulgar artigos nas áreas de Musicoterapia, Música, Educação, Saúde e afins, nas suas mais variadas formas de análise disciplinar, incentivando assim o intercâmbio de conhecimento entre pesquisadores de diversas instituições de ensino, sejam elas brasileiras ou estrangeiras.

eBOOK – Livro Portas Abertas: a poética do cotidiano

 

ACESSE O EBOOK NO LINK

https://view.publitas.com/p222-15785/livro-portas-abertas-a-poetica-do-cotidiano-noemi-nascimento-ansay/page/1

Em 2010 depois de compilar textos que estavam espalhados em pastas do meu computador, fruto de indagações, pensares e afetos, lancei o livro Portas Abertas: a poética do cotidiano. Uma produção feita a muitas mãos, agradeço a designer finlandesa MARI SUOHEIMO que fez a capa, cedeu lindas imagens e formatou este ebook, a minha amiga Profª Drª SÍLVIA ADREIS WITKOSKI que fez a revisão geral, a minha amiga e professora MARIANA ARRUDA, que fez a editoração e a querida Ana Maria Feres que fez a revisão dos textos.

Dos 600 livros impressos, hoje só tenho um na prateleira. O que aprendi nestes 7 anos, com meu primeiro livro:

– Não espere outras pessoas para concretizar seus planos.
– Faça algo com planejamento e dentro de suas possibilidades financeiras.
– Conte com seus amigos e amigas, como leitores e apoidores.
– Permita-se acertar e errar. E como já dizia Leminsky:

inverno
primavera
poeta é
quem se considera

 

Harumi Murakami

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Me encanta a ideia de ler autores dos lugares para onde viajo, conhecer por meio dos seus olhos nativos, curiosos e no caso do Haruki Murakami, olhos orientais. Antes de embarcar para o Japão, parada obrigatória em uma livraria. Sai de lá bem acompanhada: ” Ouça a canção do vento – Pinball, 1973″.

Ele começa seu livro primogênito contando que em sua vida, tudo aconteceu de trás pra frente, o esperado era estudar, trabalhar e casar, ele casou, trabalhou e depois foi estudar. Montou um restaurante com sua esposa e escreveu ali mesmo, seu primeiro livro. Sua escrita é ligeira, frases curtas, povoada de personagens  que parecem transitar entre o sonho e a realidade, o texto traz muitas referências musicais ( principalmente pop e jazz) e a forma como retrata a vida em uma metrópole, prendem os leitores, que se rendem ao seu talento de conhecer de perto a intimidade cotidiana dos humanos.

“Para mim, escrever é penoso. Às vezes, passo um mês inteiro sem conseguir escrever uma linha seque. Ou, então, escrevo por três dias e três noites sem parar só para me dar conta, no fim, de que está tudo errado.

Ainda assim, escrever também pode ser divertido. Atribuir sentido à vida é muito fácil se compararmos ao quanto é difícil vivê-la de fato.

Acho que era adolescente quanto percebi isso, e fiquei tão surpreso que passei uma semana sem abrir a boca. Senti que, se eu agisse certo, o munto inteiro obedeceria às minhas vontades, e que eu poderia inverter todos os valores, mudar a direção do tempo.

Infelizmente, só descobri muito tempo depois que isso era uma armadilha. Tracei uma linha no centro de uma folha de caderno e escrevi no lado esquerdo tudo o que havia ganhado e, no direito, o que havia perdido. No fim das contas, eu havia perdido tanto – coisas que eu havia abandonado, sacrificado, traído – que não tive espaço suficiente para terminar a lista.

Há um fosso profundo entre as coisas das quais gostaríamos de ter consciência e aquilo que realmente temos. Nem a régua mais comprida conseguiria medir a profundidade desse fosso. O que eu poderia registrar aqui é apenas uma lista. Não é um romance, nem literatura, muito menos arte. É apenas um caderno, com uma única linha traçada no centro. Até pode ser que ele tenha algum tipo de moral.

Se você estiver procurando arte e literatura, o melhor é ler os gregos. Porque, para criar arte de verdade, é indispensável um regime escravocrata. Como na Grécia antiga: os escravos arando os campos, preparando a comida, remando os barcos e, em meio a eles, os cidadãos absortos pela poesia, dedicados à matemática. A arte é isso.

Há um limite para o que pode ser escrito por um sujeito que vasculha a geladeira na cozinha às três horas da manhã enquanto o mundo dorme.

É esse o meu caso.”

(MURAKAMI, 2016, p. 24-25)

Site do Escritor Haruki Murakami

E quando a tempestade tiver passado, mal te lembrarás de ter conseguido atravessá-la, de ter conseguido sobreviver. Nem sequer terás a certeza de a tormenta ter realmente chegado ao fim. Mas uma coisa é certa. Quando saíres da tempestade já não serás a mesma pessoa. Só assim as tempestades fazem sentido.

Haruki Murakami

 

Rivânia de Pernambuco

 

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Rivânia de Pernambuco

Bem longe daqui, na Zona Mata Sul de Pernambuco,
no município de São José da Coroa Grande,
na Várzea do Una, chove impetuosamente,
uma enchente assola os moradores ribeirinhos.

De dentro de uma das casas,
quase tomada pelas águas,
ouve-se uma voz embargada, é a avó Maria Ivânia:
– Rivânia, Rivânia, minha filha, salve o que é mais importante pra você!

Rivânia, aquela que mora em “terras adjacentes ao rio”,
corre para salvar seu precioso acervo,
seus livros escolares,
coloca-os na mochila e corre para a jangada.

Rivânia, a destemida, com apenas oito anos,
viaja rio afora, olhos marejados,
abraçada na mochila de muitas cores,
não descuida de seu tesouro por nenhum momento.

Rivânia de Pernambuco,
Rivânia da Várzea do Una,
Rivânia neta de Maria Ivânia e Eraldo Luís,
Rivânia de oito anos,
Rivânia a estudante,
Rivânia a amante dos livros,
Rivânia a menina que salvava livros.

Noemi N. Ansay

 

https://www.meionorte.com/noticias/menina-salva-livros-em-enchente-e-foto-dela-abracada-a-eles-comove-319423

http://g1.globo.com/fantastico/noticia/2017/06/menina-salva-livros-ao-fugir-de-enchente-em-pe-e-comove-web.html

Jô Soares entrevista Valter Hugo Mãe – 14/11/2016 no Programa do Jô

Alice Munro – Prêmio Nobel de Literatura 2013

Vencedora do Nobel de Literatura é canadense e tem 82 anos, mestre do conto.

Biografia


A escritora Alice Munro nasceu em 10 de julho de 1931 em Wingham, no Canadá. Ela é autora de diversos livros de contos, traduzidos para mais de dez idiomas. Entre os numerosos prêmios literários recebidos ao longo de sua carreira, destaca-se o Man Booker Prize, em 2009. Entre suas obras mais conhecidas estão “Fugitiva” (2006), “Felicidade demais” (2010) e “O amor de uma boa mulher” (2013).

http://ultimosegundo.ig.com.br/cultura/livros/2013-10-10/canadense-alice-munro-ganha-o-premio-nobel-de-literatura-2013.html

Mulheres trabalham para tudo….

” As mulheres trabalham para tudo, até para o amor.” 
” Assim me apaixonei pelos livros – pela noite que neles nos resiste, depois de lidos, relidos e fechados. Pela noite que prossegue, incansável, entre as palavras, as palavras sem dono, escritas da ausência para a ausência. ( p. 96).
” Concentrei-me em deixar de ser para poder ser tudo, em esquecer para dominar a existência. Eu sou o tempo, sou nada, o nada veloz e imóvel que molda o corpo do tempo. Deixar de ser é ainda acatar as regras implacáveis do ser. Estou esgotado de correr contra a dor, contra a memória, contra a infância, contra o amor e o ódio. Criei uma meta de tranquilidade que se afasta tanto mais quanto mais corro para ela. […] ensina-me a sofrer. Ensina-me uma dor que não passe, que possa fulgir no sulco das lágrimas quando as lágrimas tiverem secado, que possa deixar um lastro sobre a mesa em que a minha cabeça pousou, desesperada. Ensina-me a mansidão desse desespero onde fervem as alegrias passadas e futuras, o esplendor do êxtase mortal.”  ( p. 89)
PEDROSA, I. Fazes-me falta. São Paulo: MEDIAfashion, 2012.

Ler para se mover e ser mais humana…


Quando leio, viajo a terras nunca vistas, mudo de endereço, caminho por ruelas de vilarejos distantes ou no centro de grandes metrópoles, sinto emoções nunca sentidas, me desloco para um lugar estrangeiro, para fora de mim, aprendo a partir do outro, sinto a dor e a alegria do outro, dialogo com poetas, filósofos, teólogos e educadores. Quando volto, já não sou a mesma, sou outra, acrescida, sofrida, vivida, mais empática e pensante, sobretudo mais humana.

n.n.a.

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