Incentive seu Filho ou sua Filha a Ler

No site http://educarparacrescer.abril.com.br/livros/ tem dicas de livros pra crianças e adolescentes.

Literatura Ibero Americana

Mario Vargas Llosa - Tia Júlia e o Escrevinhador
Escrevo. Escrevo que escrevo. Mentalmente me vejo escrever que escrevo e também posso me ver a me ver escrevendo. Lembro de mim já escrevendo e também me vendo escrever. E me vejo lembrando que me vejo escrever e me lembrando que me vejo lembrando que escrevia e escrevo me vendo escrever que  lembro de ter me visto escrever que me via escrevendo que lembrava de ter me visto escrever que escrevia que escrevo que escrevia.
Também posso me imaginar escrevendo que já havia escrito que me imaginaria escrevendo que havia escrito que imaginava a mim escrevendo que me vejo escrever que escrevo.
Salvador Elizondo, O grafógrafo.
LLOSA, Mario V. Tia Júlia e o Escrivinhador. Coleção Folha de S.Paulo. São Paulo: MEDIAfashion.2012

[…] Javier era meu melhor amigo e nos víamos todos os dias, nem que fosse só por um momento, para confirmar que existíamos. ( LLOSA, 2012, p.16)

Heróis Demais – Laura Restrepo

Fotos em Bogotá, Noemi Ansay
Trechos do Livro : Heróis Demais da escritora Colombiana Laura Restrepo
 […] diz Schlink -, ” porque a consciência adormece, se anestesia, quer dizer, não porque tomamos esta ou aquela decisão, mas porque o que decidimos é precisamente não tomar nenhuma, como se a vontade estivesse sobrecarregada pela impossibilidade de encontrar uma saída e decidisse parar de pedalar e rodar em câmara lenta enquanto o caminho permite” (p.137)
[…] O vento soprava e arrastava uma areia que se metia nos olhos da gente. O Miche tem um açougue lá na Villa Gesell e mora na parte de trás. A primeira coisa que me disse, quando desci do ônibus, foi que ia me preparar um bife de cinema, que tinha me reservado o melhor corte de carne, que essa era carne de verdade mesmo, que na Colômbia nunca tínhamos visto nada parecido, que me preparasse para comer o melhor bife de contrafilé da minha vida.
Mateo gostou da voz do tio, que para ele soou tranquila. […] além disso, tinha mostrado o conjunto de facas suíças que usava no açougue. Disse que custava uma fortuna e que era seu maior orgulho. – Marca SWIBO, Lorenza, imagina só ? Imagina Swiss Army mas pra açougueiros, de cabo amarelo, ergonômico. Tinha pelo menos doze dessa, de formatos diferentes.
[…] – Tudo se encaixa Lorenza- Mateo disse- Entregar a herança era a prova a que o herói tinha de ser submetido. Como Luke Shywalker em Star wars, como não se deu conta? 
– Não se preocupe eu não tenho dois anos e meio. Se eu cheiro uma ramonada, dou o fora e esse Ramón não me alcança nem nas curvas.Total, tenho a metade do peso dele e sou uma cabeça mais alto. Confie em mim, Lorenza. Vou ver quem é esse homem e volto quando souber.

Nobel da Literatura 2011 atribuído a Tomas Transtromer

Nobel da Literatura 2011 atribuído a Tomas Transtromer

Estou inconformada…o prêmio Nobel de Literatura, não tem nenhum livro traduzido para o Português.

Noe

Nova leitura : O discurso do Rei

Comecei a ler este livro que conta a história verídica de como Lionel Logue( terapeuta da fala) trabalhou com o Rei George VI no tratamento da sua gagueira.
O filme é belíssimo também.



A Bandeira Inglesa

“A compreensão pressupõe uma vivência, e o que vivemos só se transforma numa experiência de vida na medida em que a compreensão saia da estreiteza e da subjetividade da vivência, rumo à região da totalidade e do geral”.
Wilhelm Dilthey citado por Imre Kertész no livro A bandeira inglesa (2008, p.74)

O Rio e seu Segredo – A pianista que desafiou Mao

O Rio e seu Segredo, é um  relato verídico e emocionante da  vida da pianista  Zhu  Xiao-Mei sobre seu amor a música e de como venceu ao sistema comunista chinês, através dela. É o relato do encontro entre leste e oeste, passado e presente, música e filosofia. 
Uma passagem que li hoje:
” […] grandes pesquisadores  sabem disso: se escavarmos por muito tempo  um tema   preciso e limitado, não apenas  faremos  as  mais importantes descobertas  como também desenvolveremos um método que permitirá  trabalhar  em seguida todos os temas. Ver  o que há  de universal no singular, tentar o caminho do infinito pela exploração  paciente do finito.”
“Se  você quiser  progredir  na direção ao infinito, explore  primeiro o finito  em todas  as direções.” Goethe.
Noemi
 

A Metamorfose – Franz Kafka

” Será que ele era mesmo um animal, se a música o sensibilizava tanto ? Sentiu-se como se lhe abrissem caminho ao alimento que tanto precisava. ” ( KAFKA, 1994)

http://www.dominiopublico.gov.br/download/texto/ua00106a.pdf

Grande Sertão: Veredas

O senhor….Mire e veja: o mais importante e bonito, do mundo, é isto: que as pessoas não estão sempre iguais, ainda não foram terminadas – mas que elas vão sempre mudando. Afinam e desafinam. Verdade maior. É o que a vida me ensinou. Isso que me alegra, montão.
João Guimarães Rosa

Ganhei este livro dos meus queridos amigos Mauro e Sandra na semana passada. Um presente para toda vida.

Sabres e Utopias – Mario Vargas Llosa

Ganhei no natal o livro Sabres e Utopias, visões da América Latina do peruano Mario Vargas Llosa, Prêmio Nobel de Literatura de 2010.
Estou impressionada com a objetividade, lucidez e critica dos seus artigos, além do seu forte engajamento politíco.
Reproduzo um pequeno trecho do livro que fala da nossa riqueza latino americana e nossos profundos paradoxos.
” A riqueza da América Latina está no fato de ela ser muitas coisas ao mesmo tempo, o que faz dela um microcosmo no qual coabitam quase todas as raças e culturas do mundo. Cinco séculos após a chegada dos europeus às suas praias, serras e matas, os latino-americanos de origem espanhola, portuguesa, italiana, alemã, chinesa ou japonesa são tão oriundos do continente como os que têm seus ascendentes nos antigos astecas, toltecas, maias, quéchuas, aimarás ou caribes. E as marcas deixadas pelos africanos no continente, onde também estão há cinco séculos, estão presentes por todos os lados : nos tipos humanos, na fala, na música, na comida e até em certas formas de prática religiosa. Não é exagero dizer que não existe tradição, cultura, língua e raça que não tenha acrescentado alguma coisa a esse efervescente redemoinho de misturas e uniões que se realizam em todos os aspectos da vida na América Latina. Esse amálgama é o seu maior patrimônio: ser um continente que carece de identidade justamente porque contém todas elas. E porque continua a se transformar todos os dias.”
LLOSA, MARIO VARGAS. Sabres e Utopias. Rio de Janeiro: Ed. Objetiva, p.317, 2010.

Lendo Elie Wiesel na praia….


Estamos há quatro dias na praia, em SC, Enseada em SFS.
Fez muito sol todos os dias e aproveitamos muito.
Férias, merecidas férias depois de um ano muito intenso.
Terminei de ler o livro “Tempo dos Desraizados” de Elie Wiezel.

Gamliel refletiu antes de responder. Continuar o quê ?A falar por meio do silêncio, a amar por medo da solidão, do isolamento e da morte, a cair e depois levantar-se de novo ? A bater nas portas que se abrem cedo demais ou tarde demais ? Era isto a vida ? Uma forma de continuar a caminhar, a seguir por um caminho longo e difícil, e a servir de guia para aquele que caminha atrás de nós ?

– Correção – respondeu Gamliel. – “Continuar” não é a palavra. Acho que há uma outra.

– Você a descobriu?

– Sim.

– Qual é ?

– “Recomeçar”.

Seus Olhos Viam Deus – Zora Neale Hurston

Os navios ao longe levam a bordo todos os desejos dos homens. Para uns, eles chegam com a maré. Para outros, navegam eternamente no horizonte, jamais desaparecem, jamais atracam, enquanto o Espectador não desvia os olhos resignado, os sonhos mortos pela zombaria do Tempo. Assim é a vida dos homens.
Mas as mulheres esquecem tudo que não querem lembrar, e lembram tudo que não querem esquecer. O sonho é a verdade. Portanto elas agem e fazem tudo de acordo com isso.
Assim, tudo começou com uma mulher, que voltava de enterrar os mortos. Não os mortos por doença, que haviam agonizado com amigos à cabeceira e aos pés da cama. Voltava dos encharcados e inchados; a morte súbita, os olhos arregalados em julgamento.

Livro escrito por Zora Neale Hurston (1891 – 1960), antropóloga americana, viajou em 1936, ao Haiti, onde escreveu Their Eyes Were Watching God em apenas sete semanas.





Reflexões de Alice



Eu poderia lhes contar minhas aventuras…começando por esta manhã,
disse Alice um pouco tímida;
mas não adianta voltar ontem, porque eu era uma pessoa diferente.


Um otimista incorrigível – Michael J. Fox

Terminei de ler este livro que conta de forma sensível, divertida, inteligente e sobretudo otimista, como o ator Michel Fox enfrenta a doença de Parkinson.
Além do seu engajamento político a favor das pesquisas com células-tronco, Michel é fundador de uma Fundação que já aplicou 200 milhões de doláres em pesquisas de Parkinson, sendo líder das fundações privadas neste segmento.
Michel acredita que a Esperança é a soma do otimismo e da informação.
Otimismo+ informação= Esperança
“Into the great wide open”
Os medicamentos tratavam uma batalha diária contra um inimigo em mudança constante. As diferenças de quando eu estava com e sem remédio, a transição de um estado para outro, em condições ideais, são como uma conversa civilizada, mas isso se deteriorou em discussões beligerantes e conversas paralelas.[…] tentava fazer parte da produção com o mínimo de Levopoda ( ou L-Dopa), a dopamina sintética que os pacientes de Parkinson usam para controlar os sintomas) no corpo, porque assim quando tivesse que atuar, poderia aumentar a dose e ficar parado diante das câmaras. FOX ( 2009, p. 17)
noemi

Cem anos de solidão Gabriel Garcia Márquez


Terminei hoje de ler o livro “Cem ano de Solidão”, fantástico e complexo. Relata de forma mágica, triste e incrível a história de uma família os Buendía.
“Era tudo que ia ficando de um passado cujo aniquilamento não se consumia, porque continuava aniquilando-se indefinidamente, consumindo-se dentro de si mesmo, acabando-se a cada minuto mas sem acabar de se acabar nunca”.
Gabriel Garcia Marquez

Leitura de Férias – Edgar Sawtelle



Sinopse da Livraria Cultura

Mudo desde o nascimento, Edgar Sawtelle se comunica apenas por sinais e bilhetes. Leva uma vida serena com os pais na fazenda da família, em um lugar remoto dos Estados Unidos. Ao longo de gerações, os Sawtelles criaram e treinaram uma raça de cães cujo dedicado companheirismo tem sua síntese em Almondine, a amiga e eterna aliada de Edgar. A volta inesperada de Claude, o tio paterno, leva o caos ao então pacífico lar dos Sawtelles. Após a morte repentina do pai de Edgar, Claude se insinua na vida da fazenda e conquista o afeto da mãe do menino. Confuso e dominado pelo sofrimento, o rapaz tenta provar que Claude teve algum papel naquela morte, mas esse plano fracassa e se volta contra Edgar, resultando em novas tragédias. Ao fugir para a área florestal nos limites da fazenda, Edgar amadurece em contato com a vida selvagem, ao lutar pela própria sobrevivência e a dos três jovens cães que o acompanharam. Contudo, a necessidade de apontar e de enfrentar o assassino do pai e a devoção aos cachorros sawtelle fazem o menino voltar para casa.

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