Jogos da Juventude do Paraná – Curitiba campeã do Atletismo Feminino
Notícias completa:
800 metros rasos
1 – Nicolle Nascimento Ansay – Curitiba – 2.25.24 (minutos)
2 – Jheniffer Prenzler Machado – Campo Mourão – 2.32.90 (minutos)
3 – Joyce Aparecida dos Santos – Cascavel – 2.41.65 (minutos)
Nicole Martins
Equipe de Atletismo de Curitiba/2012
1º Lugar no Medley
Revezamento medley
1 – Dayane Oliveira Barbosa, Débora Vanessa Costa Serpas, Nicoli Marques Martins Luiz e Nicolle Nascimento Ansay – Curitiba – 2,24,29 (minutos).
2 – Adriely Helena Firmino, Eliza Vilas Boas Barros, Gabriela de Lima Vital e Lavínia Lorena Mateus – Londrina – 2,25,18 (minutos).
3 – Crislaine Aparecid
Teatro Paiol
Teatro Paiol
Construído no período entre 1905 e 1906, era um depósito de pólvora. Foi transformado e modificado por diversas vezes; após 1917, abrigou os arquivos municipais. Mais tarde funcionou como sede de uma diretoria encarregada de preparar o asfalto para a pavimentação das ruas. Totalmente modificado, foi restaurado pelo arquiteto Abrão Assad, que procurou manter suas características, com traços arquitetônicos romanos em forma circular. O prédio foi inaugurado como teatro em 1971, com um show de Vinícius de Moraes. Sua capacidade é para 220 espectadores.
Texto: http://www.descubracuritiba.com.br/teatro/local/111/teatro-paiol/
Foto: Noemi
Poesia. Pra que poesia?
| Foto: https://www.facebook.com/totallycoolpix |
Poesia.
Pra que poesia?
se há tantas coisas mais importantes
pra se tratar e a se fazer,
se a prosa está em evidência,
se não há tempo,
se a dor é imensa,
se tudo traz enfado, canseira,
se a insanidade persiste,
se a barbárie não tem fim,
se a desigualdade cresce,
se o dinheiro move o mundo,
se o ódio aumenta,
e o amor parece só esfriar.
Poesia.
Pra que poesia?
para que a vida não seja amarga,
para que a monotonia não seja regra,
para que se possa sentir a doçura
das ternuras incompreensíveis,
para não silenciarmos frente as injustiças,
para que o sofrimento não embruteça os homens,
para que tiranos não nos governem,
para que crianças sorriam,
e mulheres cheirem jasmim,
e mulheres cheirem jasmim,
para que nasçam flores mesmo entre espinhos,
para que os amigos nunca sejam esquecidos,
para que haja esperança novamente nos olhos,
para que o sonho e a luta andem de braços dados,
para que a justiça e a paz se beijem
para que o amor nos inspire e nos mova.
n.n.a
Se o poeta falar num gato
Se o poeta falar num gato
Se o poeta falar num gato, numa flor,
num vento que anda por descampados e desvios
e nunca chegou à cidade…
se falar numa esquina mal e mal iluminada…
numa antiga sacada… num jogo de dominó…
se falar naqueles obedientes soldadinhos de chumbo que
morriam de verdade…
se falar na mão decepada no meio de uma escada
de caracol…
Se não falar em nada
E disser simplesmente tralalá… Que importa?
Todos os poemas são de amor!
Mario Quintana
Poema: Super- Homem Metamorfoseado
Super-Homem Metamorfoseado
O homem que um dia julgou ser o super-homem é uma farsa !
Atrás dos nervos de aço, da visão telescópica,
esconde-se a fragilidade, o efêmero,
a finitude da vida que se encerra na cova.
O medo de “ser ou não ser” o paralisa,
não suporta mais o peso de decisões.
Salvará uma cidade de um tornado
ou um pobre cego que atravessa a rua?
Ah… a desproporção das urgências do mundo,
o desequilíbrio entre os perigos individuais e coletivos,
a angústia de ser bem sucedido,
de ter todas as respostas para os problemas do mundo.
O homem de azul e vermelho,
pode bem sucumbir as vicissitudes das desilusões terrestres,
ao reflexo da sua imagem no espelho,
ao gosto amargo da dor e da desesperança.
Frente à força mítica das kriptonitas
suspende o que faz, fica silente,
os joelhos fraquejam, o peso do mundo cai sobre seus ombros,
fora do combate, chora suas perdas irreparáveis.
Nesse herói por demais humano,
a felicidade é inverossímil, inalcançável,
já a dor, orgânica e inevitável
a lágrima é velada atrás dos olhos que são de raio X.
A mescla do ardor e da angústia
é esmagadora e cruel,
para enfrentá-la,
silencia, grita sem voz.
Esconde-se atrás de seu alter ego,
tira os óculos, finge o que não é,
luta com a sua brutalidade e egoísmo,
com o cotidiano que o sufoca com garras afiadas.
O super-homem
tem medo do que não entende,
foge assustado, desaparece na penumbra,
esconde as cicatrizes por baixo da couraça que o protege.
Cansado… imerso em seu mundo invertido,
espera a maturidade que talvez não chegue,
espera as flores que talvez não nasçam,
espera a música que talvez não soe,
espera a liberdade que talvez só encontre dentro de si mesmo.
n.n.a
Foto: Aeroporto de Congonhas 05/11/2012

Foto: Aeroporto de Congonhas 05/11/2012

Hilda Hilst

Exercícios
VIII
Ser terra
E cantar livremente
O que é finitude
E que perdura.
Unir numa só fonte
O que souber ser vale
Sendo altura.
Hilda Hilst
HILST, Hilda. Exercícios. São Paulo: MEDIAfashion, 2012
Grávida de um Poema
A Trama do Poema
Grávida de um poema
a vida pulsa no ventre sobressalente
palavra que sobeja, arfa, soluça, chora,
imersa no mar infinito da gramática.
Tamanha sede de viver,
o poema nasce nu e cru.
neonato indefeso e frágil
desamparado em um mundo letrado.
O que poderá dizer ao mundo?
O indizível? O bizarro?
O sagrado? O pérfido?
O amorfo? O incompreensível?
Poderá expressar…
as regiões quietas e insondáveis do ser?
o cheiro de uma flor orvalhada?
o gosto de fruta tirada do pé?
O poema nasce do excesso da luz e da sombra,
da névoa branca semitransparente,
do recôndito, do milagre, da inexatidão
Do âmago acre dialético da vida,
das querimônias e quérqueras
do quimo amargo digerido no ventre.
Melífluo do encontro improvável
surpresas da existência fluida da vida
das intransigências intransponíveis do cotidiano.
No poema as palavras deslizam
como seixos no fundo de um rio,
correm para o mar quieto, insondável e infinito.
n.n.a.


























