Para copos de Cumulus Nimbus


Cumulus Nimbus
O silêncio era duro, de um cinza chumbo, inquietante e pesado. Toneladas de palavras em suspenso no ar, milhares de nuvens cumulus nimbus, precipitaram-se com velocidade formando uma densa muralha que impedia qualquer luminosidade. Fez-se escuridão. Como não tinha guarda-chuva e nem capa, como não tinha abrigo, o jeito foi enfrentar a tempestade sozinha e com a roupa do corpo. A chuva era mais forte do que podia suportar,rendeu-se, despiu-se do orgulho, deixou que o vento e a chuva a levassem. Calou a boca e a alma, reduziu a velocidade, paralisou, açoitou suas vaidades, haveria de enfrentar o silêncio até que o sol brilhasse novamente.
n.n.a

Defesa Doutorado: Noemi N. Ansay


A professora Noemi Nascimento Ansay, do Colegiado do curso de Musicoterapia, defendeu, no dia 25 de fevereiro, a tese de Doutorado do Programa de Educação da UFPR, na linha de pesquisa “Políticas Educação”.

O título da tese, orientada pela professora Dra. Laura Ceretta Moreira, foi “Política de Acesso ao Ensino Superior para Estudantes com Deficiência no Chile e no Brasil (1990-2015)”.

A comunidade acadêmica do Campus parabeniza a professora pela conquista.

Fonte:
http://www.fap.pr.gov.br/modules/noticias/article.php?storyid=1900

Ode a Tese

Curitiba, 25 de fevereiro de 2016.

Ode à Tese

Ah, ela é feminina,

aos menos para os latinos!

Sofisticada e cheia de “marra”,

tão caprichosa, cheia de detalhes,

abnegada, tem os pés no chão.

Não se pode vê-la de uma vez,

será necessário tempo,

um olhar atento e uma certa dose de coragem.

Desde a capa,

já se vê sua ousadia,

seus mentores e acompanhantes,

uma universidade, um(a) orientador(a)

doutores que formam uma banca de avaliação,

autores, uma perspectiva teórica,

uma metodologia de pesquisa,

a história tão cheia de reveses e avanços.

Adentrando por suas páginas,

folha a folha,

ela desnuda suas curvas e formas,

começa de mansinho,

prelúdio de uma história de amor,

com agradecimentos, epígrafe,

listas de abreviações, tabelas,

o sumário, com seus títulos e subtítulos…

Mas chega, enfim, o corpo do texto,

carne e sangue,

respiração, músculos em movimento,

enfim, uma mulher por inteiro.

Os capítulos vão se seguindo,

nas páginas, a vida de mulheres e homens,

pessoas com deficiência,

vozes silenciadas,

os gritos dos injustiçados e suas dores,

a organização do povo,

suas lutas e a conquistas por direitos.

Tecelã acadêmica,

maneja com destreza os fios,

às vezes, é preciso desfazer alguns trechos,

refazer, reorganizar,

apagar e reescrever.

E o tempo vai apurando o texto,

o tecido vai ganhando formas e cores,

expressão da complexidade dialética da vida.

Verdade seja dita,

nem tudo são flores e a tese

vai caminhando por terrenos pedregosos,

experimenta sismos,

entra na caverna de Adulão,

exausta, busca a sabedoria,

o conselho dos sábios,

descansa, suaviza,

alimenta-se mais uma vez

e bebe de fontes subterrâneas.

Levanta a cabeça,

“sacode a poeira, dá volta por cima”,

pressente que a conclusão se aproxima,

e esguia, veste-se de violeta e púrpura,

leva uma coruja como mascote,

sente-se um grão de areia

diante do oceano.

Seguir adiante é preciso.

Chega-se à conclusão, à bibliografia,

os anexos e apêndices,

e a folha em branco no final,

que anuncia uma nova jornada.

O fim é também um começo.

Noemi Nascimento Ansay


Em Santiago do Chile

Para quem quiser conhecer um pouquinho do Chile (: Que país incrível!Noemi Nascimento Ansay Rafael Solyom Ansay
Publicado por Larissa Solyom Ansay em Terça, 9 de fevereiro de 2016

Masa Le Polin 2014

Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto
27 de janeiro, a data foi instituída pela Assembleia Geral das Nações Unidas, em dezembro de 2005.
Honrar a memória dos milhões de pessoas que morreram durante a Segunda Guerra Mundial e lutar contra o ressurgimento das condições que deram origem ao Holocausto
.

DEAF TV – Poesia em Libras – Vida que sai do casulo

“Frágil, seda viva inacabada,
vida contida no casulo,
feia, asquerosa, cinza, inacabada.

Vi-te saindo lenta, miraculosa do teu invólucro,
tuas antenas, teus olhos castanhos, teu corpo longilíneo,
teu par de asas que abriu-se em um azul cobalto fosforescente”

Noemi Nascimento Ansay

El cosechero – Luna Monti & Juan Quintero

‘EL COSECHERO’
el viejo rio que va,
cruzando el atardecer,
como un gran camalotal,
lleva la balsa en su loco vaiven.

rumbo a la cosecha cosechero yo sere,
y entre copos blancos mi esperanza cantare,
con manos curtidas dejare en el algodon mi corazon,

la tierra del chaco quebranchera y montaraz,
prenderan mi sangre con un ronco sapucay,
y sera en el surco mi sombrero bajo el sol,
faro de luz.
(CORO:)
algodon que se va, que se va, que se va,
plata blanda mojada de luna y de sol,
un ranchito borracho de sueños y amor,
quiero yo.

la tierra del chaco quebranchera y montaraz,
prenderan mi sangre con un ronco sapucay,
y sera en el surco mi sombrero bajo el sol,
faro de luz.

de corrientes vengo yo,barranquera ya se ve,
y en la costa un acordeon,
gimiendo va su lento chamame.

Rumbo a la cosecha, cosechero yo me iré
y entre copos blancos mi esperanza cantaré
con manos curtidas dejaré en el algodón
mi corazón.

algodon que se va, que se va, que se va,
plata blanda mojada de luna y de sol,
un ranchito borracho de sueños y amor,
quiero yo.

la tierra del chaco quebranchera y montaraz,
prenderan mi sangre con un ronco sapucay,
y sera en el surco mi sombrero bajo el sol,
faro de luz.

algodon que se va, que se va, que se va,
plata blanda mojada de luna y de sol,
un ranchito borracho de sueños y amor quiero yo,
quiero yo, QUIERO YOOOOOOOOOOOOOOOOO

Mediar




Mediar uma atitude otimista em relação à vida e em relação ao sujeito mesmo não é fazê-lo sonhar, mas é lhe dar os meios de materializar seu otimismo.

Reuven Feuerstein



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