Defesa Doutorado: Noemi N. Ansay
Fonte:
http://www.fap.pr.gov.br/modules/noticias/article.php?storyid=1900
Ode a Tese
Curitiba, 25 de fevereiro de 2016.
Ode à Tese
Ah, ela é feminina,
aos menos para os latinos!
Sofisticada e cheia de “marra”,
tão caprichosa, cheia de detalhes,
abnegada, tem os pés no chão.
Não se pode vê-la de uma vez,
será necessário tempo,
um olhar atento e uma certa dose de coragem.
Desde a capa,
já se vê sua ousadia,
seus mentores e acompanhantes,
uma universidade, um(a) orientador(a)
doutores que formam uma banca de avaliação,
autores, uma perspectiva teórica,
uma metodologia de pesquisa,
a história tão cheia de reveses e avanços.
Adentrando por suas páginas,
folha a folha,
ela desnuda suas curvas e formas,
começa de mansinho,
prelúdio de uma história de amor,
com agradecimentos, epígrafe,
listas de abreviações, tabelas,
o sumário, com seus títulos e subtítulos…
Mas chega, enfim, o corpo do texto,
carne e sangue,
respiração, músculos em movimento,
enfim, uma mulher por inteiro.
Os capítulos vão se seguindo,
nas páginas, a vida de mulheres e homens,
pessoas com deficiência,
vozes silenciadas,
os gritos dos injustiçados e suas dores,
a organização do povo,
suas lutas e a conquistas por direitos.
Tecelã acadêmica,
maneja com destreza os fios,
às vezes, é preciso desfazer alguns trechos,
refazer, reorganizar,
apagar e reescrever.
E o tempo vai apurando o texto,
o tecido vai ganhando formas e cores,
expressão da complexidade dialética da vida.
Verdade seja dita,
nem tudo são flores e a tese
vai caminhando por terrenos pedregosos,
experimenta sismos,
entra na caverna de Adulão,
exausta, busca a sabedoria,
o conselho dos sábios,
descansa, suaviza,
alimenta-se mais uma vez
e bebe de fontes subterrâneas.
Levanta a cabeça,
“sacode a poeira, dá volta por cima”,
pressente que a conclusão se aproxima,
e esguia, veste-se de violeta e púrpura,
leva uma coruja como mascote,
sente-se um grão de areia
diante do oceano.
Seguir adiante é preciso.
Chega-se à conclusão, à bibliografia,
os anexos e apêndices,
e a folha em branco no final,
que anuncia uma nova jornada.
O fim é também um começo.
Noemi Nascimento Ansay
Em Santiago do Chile
Para quem quiser conhecer um pouquinho do Chile (: Que país incrível!Noemi Nascimento Ansay Rafael Solyom Ansay
Publicado por Larissa Solyom Ansay em Terça, 9 de fevereiro de 2016
Masa Le Polin 2014
Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto
27 de janeiro, a data foi instituída pela Assembleia Geral das Nações Unidas, em dezembro de 2005.
Honrar a memória dos milhões de pessoas que morreram durante a Segunda Guerra Mundial e lutar contra o ressurgimento das condições que deram origem ao Holocausto.
DEAF TV – Poesia em Libras – Vida que sai do casulo
“Frágil, seda viva inacabada,
vida contida no casulo,
feia, asquerosa, cinza, inacabada.
Vi-te saindo lenta, miraculosa do teu invólucro,
tuas antenas, teus olhos castanhos, teu corpo longilíneo,
teu par de asas que abriu-se em um azul cobalto fosforescente”
El cosechero – Luna Monti & Juan Quintero
‘EL COSECHERO’
el viejo rio que va,
cruzando el atardecer,
como un gran camalotal,
lleva la balsa en su loco vaiven.
rumbo a la cosecha cosechero yo sere,
y entre copos blancos mi esperanza cantare,
con manos curtidas dejare en el algodon mi corazon,
la tierra del chaco quebranchera y montaraz,
prenderan mi sangre con un ronco sapucay,
y sera en el surco mi sombrero bajo el sol,
faro de luz.
(CORO:)
algodon que se va, que se va, que se va,
plata blanda mojada de luna y de sol,
un ranchito borracho de sueños y amor,
quiero yo.
la tierra del chaco quebranchera y montaraz,
prenderan mi sangre con un ronco sapucay,
y sera en el surco mi sombrero bajo el sol,
faro de luz.
de corrientes vengo yo,barranquera ya se ve,
y en la costa un acordeon,
gimiendo va su lento chamame.
Rumbo a la cosecha, cosechero yo me iré
y entre copos blancos mi esperanza cantaré
con manos curtidas dejaré en el algodón
mi corazón.
algodon que se va, que se va, que se va,
plata blanda mojada de luna y de sol,
un ranchito borracho de sueños y amor,
quiero yo.
la tierra del chaco quebranchera y montaraz,
prenderan mi sangre con un ronco sapucay,
y sera en el surco mi sombrero bajo el sol,
faro de luz.
algodon que se va, que se va, que se va,
plata blanda mojada de luna y de sol,
un ranchito borracho de sueños y amor quiero yo,
quiero yo, QUIERO YOOOOOOOOOOOOOOOOO











