No Paço da Liberdade, Curitiba, Pacote de Poesia

Noemi e Jeniffer
Rafael

André


Noemi, Bruno, André, Andy, Rafael e Manoela
Bruno


Noemi e André

Aonde a gente vai, papai? Jean-Louis Fournier

Depois de entrar no Camaro, Thomas, dez anos, repete, como sempre: “Aonde a gente vai, papai?

No início respondo: “Vamos para casa.”
Um minuto depois, com a mesma candura, ele faz de novo a mesma pergunta sem ênfase. No décimo “Aonde a gente vai, papai?”, não respondo mais…
Não sei mais muito bem aonde vamos, meu pobre Thomas.
Vamos por água abaixo. Vamos direto para o paredão.
Um filho deficiente, depois dois. Por que não três…
Eu não esperava por isso.
Aonde a gente vai, papai?
Vamos pegar a estrada, na contramão.
Vamos para o Alasca. Vamos acariciar os ursos. Vamos nos fazer devorar.
Vamos pegar cogumelos. Vamos colher Amanita phalloides para fazer uma boa omelete.
Vamos à piscina, vamos mergulhar do grande trampolim, em um tanque em que não há água.
Vamos para o mar. Vamos ao monte Saint Michel. Vamos passear na areia movediça [….]
Imperturbavél, Thomas continua: “Aonde a gente vai papai?” Talvez ele bata o próprio recorde. Depois da céntesima vez, a coisa fica realmente irresistível. Com ele, a gente não se entendia, Thomas é o rei do bordão.
FOURNIER, J.L. Aonde a gente vai papai? Rio de Janeiro: Intrínsica, 2009, p.8-9.
Li este livro hoje, maravilhoso, 158 páginas de surpresas, drama e bom humor…. esta é única coisa boa de se andar de ônibus.
Noemi
Noemi

Café no Paço da Liberdade – Pacote de Poesia

Convidamos a todos para participarem do Evento “Pacote de Poesia” promovido pelo SESC, no Paço da Liberdade na Praça Generoso Marquês, nesta sexta-feira às 18:30.

As poesias a serem declamadas são da poetisa HILDA HILST
As declamações também serão feitas em LIBRAS (língua brasileira de sinais)
Convidamos os surdos para participarem.

PALAVRANTIGA

Deus onde estás?

Letra e música: Marcos Oliveira de Almeida | Arranjos: Palavrantiga

Deus, onde estás?
Te procuro. Te procuraria na porta dessa rua.
Deus, onde estás?
Olha o que eu vejo agora:
o menino dançou sem roupa.
O menino botou na boca um doce
com gosto de fel.

Deus, onde estás?
A Igreja arrancou o sino,
o homem esqueceu o menino.
Fez castelo de ouro e prata e perdeu a vida.
Ah! Acende toda luz,
iluminando a Terra que convive com a dor,
sem esperança.

Vá onde há a dor, e cura!
Vá onde não há amor, e ama!
Vá onde há a dor, e alegra!
Vá onde não há amor, transforma!

Teu toque forte muda a sorte de quem Te encontra.

Deus, onde estás?
Te procuro.
Te procuraria no beco, nessa rua.

Deus, onde estás?
Olha o que eu vejo agora:
o menino dançou sem roupa.
O menino botou na boca um doce
com gosto de fel.

Deus, onde estás?
Eu passei por aquele palco.
Vi um grande homem fardado que gritava ao povo: “dinheiro!”, sem piedade.
Ah! O homem passou e se esqueceu da dor que sangra dentro do peito.
Dentro do peito.
Vá onde há a dor, e cura!
Vá onde não há amor, e ama!
Vá onde há a dor, e alegra!
Vá onde não há esperança!
Traz esperança!
Faz esperança!
Traz esperança!


SOUZA, Lúcio. Palavrantiga. Manaus: SMD, 2008, 1 CD, V.1, digital, estéreo

Poemas aos Homens do nosso tempo

(X)

Amada vida:

Que essa garra de ferro

Imensa

Que apunhala a palavra

Se afaste

Da boca dos poetas.

PÁSSARO-PALAVRA

LIVRE

VOLÚPIA DE SER ASA

NA MINHA BOCA.

Que essa garra de ferro

Imensa

Que me dilacera

Desapareça

Do ensolarado roteiro

Do poeta.

PÁSSARO-PALAVRA

LIVRE

VOLÚPIA DE SER ASA

NA MINHA BOCA.


(Júbilo, Memória, Noviciado da Paixão, Ed. Globo, São Paulo, 2003)

“A cada idade corresponde uma forma de vida que tem valor, equilíbrio, coerência que  merece ser respeitada e levada a sério; a cada idade correspondem problemas e conflitos reais (….) pois o tempo todo, ela (a criança) teve de enfrentar situações novas (….) Temos de incentivá-la a gostar da sua idade, a desfrutar do seu presente.” Snyders

Arrumar gavetas

Arrumar gavetas…


para organizar seus pensamentos

arrumou gavetas, organizou os sapatos

separou os garfos das colheres

jogou fora os papéis de bala da bolsa

fez uma faxina na casa

foi ao salão cortar os cabelos

fez as unhas da mão e do pé

tudo para organizar suas idéias

a noite, esgotada, dormiu

no outro dia ao acordar

precisava organizar tudo de novo.


Prazer no Trabalho – Clarice Lispector

Prazer no Trabalho


“Não gosto das pessoas que se gabam de trabalhar penosamente. Se trabalho fosse assim tão penoso mais valia que fizessem outra coisa. A satisfação que o nosso trabalho nos proporciona é sinal de que soubemos escolhê-lho.”

LISPECTOR, Clarice. Aprendendo a viver. Rio de Janeiro: Rocco, 2004

Feliz Dia do Musicoterapeuta

15 de setembro

Dia do Musicoterapeuta

“Para ser grande, sê inteiro; nada

Teu exagera ou exclui.

Sê todo em cada coisa. Põe quanto és

No mínimo que fazes.

Assim em cada lago a lua toda

“Brilha, porque alta vive”

Fernando Pessoa (1888-1935)

Edgar Willems

Edgar Willems Biografia e Obra http://d.scribd.com/ScribdViewer.swf?document_id=15227412&access_key=key-2motrixmlum63dm9znf&page=1&version=1&viewMode=

Filme: O Segredo de Beethoven

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