Meus pés no chão
Como custaram a reconhecer o chão!
Por fim os dedos dessedentaram-se no lodo macio,
Agarraram-se ao chão…
Ah, que vontade de criar raízes.
QUINTANA, Mario.Nova Antologia Poética. Globo: São Paulo,1995
Dica d Professora Tânia Baibich

Os editores da Revista Super interessante, em um gesto incomum, liberaram, para leitura e consulta, o conteúdo das edições de 1988 a 2006.
http://super.abril.com.br/super2/superarquivo/
Aproveitem e boa leitura.

Dona Romilda
Do alto de uma janela central,
na terra dos pés vermelhos, Londrina
olha Dona Romilda,
o movimento dos passantes que vão e vem.
Entre as tramas e fios da vida,
Dona Romilda fica atenta a tudo.
Seu coração cheio de vida pulsa forte,
nem parece que já sofreu um dia.
Ah, Dona Romilda,
cheia de novidades,
já navega nas ondas da internet,
nada na piscina e vai a aulas de informática.
Do alto da janela central,
Dona Romilda, pensa nos filhos e netos,
irmãos, irmãs, sobrinhos e sobrinhas.
Ora por cada um deles, tecendo suas orações a Deus fio a fio.
Dona Romilda, crochetando e tricotando sem parar.
Generosa, ensina a quem lhe pedir,
ponto segredo, caranguejo, tunisiano,
gomo, folha, leque, tulipa e fantasia.
Entre fios, lãs, barbantes e agulhas,
suas mãos dão forma as linhas e cores.
Mãos criativas, cheias de idéias.
Mãos inquietas e trabalhadoras.
Mãos abençoadas e abençoadoras.
Do alto da janela central, Dona Romilda.
Hospitaleira e amiga, cheia de novidades.
Sorri de bem com a vida e ensina a arte de tricotar a vida.
Noemi N. Ansay 30/05/2008
Fiquei hospedada na casa da Romilda e do Srº João Paulo em Londrina.
Fui tratada com todo mimo e cafezinhos maravilhosos.
Encontrei este blog da CRISTINA HERNÁNDEZ AMO (todacandy@hotmail.com)
Dêem um olhadinha…é ótimo.
http://www.todosobrelasordera.blogspot.com/
Noemi
http://www.uel.br/eventos/seminariosurdez/
http://www.uel.br/eventos/seminariosurdez/
Estou viajando hoje as 23:58…
O Senhor te ouça no dia da angústia; o nome do Deus de
Jacó te proteja.Envie-te socorro do seu santuário, e te sustenha de
Sião.Lembre-se de todas as tuas ofertas, e aceite os teus
holocaustos.Conceda-te conforme o desejo do teu coração, e cumpra
todo o teu desígnio.Nós nos alegraremos pela tua salvação, e em nome do
nosso Deus arvoraremos pendões; satisfaça o Senhor todas as tuas
petições.Agora sei que o Senhor salva o seu ungido; ele lhe responderá lá do
seu santo céu, com a força salvadora da sua destra.Uns confiam em carros e outros em cavalos, mas nós
faremos menção do nome do Senhor nosso Deus.Uns encurvam-se e caem, mas nós
nos erguemos e ficamos de pé.Salva-nos, Senhor; ouça-nos o Rei quando
clamarmos.
PAZ
Aquieta-se em mim uma água profunda,
Cercada de píncaros que crescem para Deus.
1986
“Identidade e cultura Surda”
Rita de Cássia Maestri
Psicóloga clínica e escolar
Data: 20/05/2008
Horário: 9:00 às 10:30 h
Local: Auditório da FAP
Endereço: Rua dos Funcionários nº. 1357 Cabral
Para os dias frios deste início de outono em Curitiba….
“Como o vento está forte hoje, esmurrando as vidraças das janelas com seus grandes punhos macios e imponentes… Esse é exatamente o tipo de outono que sempre gostei, com o tempo claro e tempestuoso.”
“Embora fosse outono e não verão, o sol dourado-escuro e as sombras acentuadas, compridas e esguias como ciprestes derrubados, eram os mesmos, e havia aquela mesma sensação de que tudo estava encharcado e reluzente, e também as mesmas cintilações de um azul-ultramarino pairando sobre o mar.”
“De repente uma rajada de vento varreu a praia, levantando uma fina camada de areia; depois atingiu o mar, criando mil caquinhos metálicos na superfície da água. Estremeci. Não de frio, mas como se algo tivesse passado por mim; algo silencioso, rápido, irresistível. Os dois viraram e saíram andando na direção dos destroços do naufrágio.”
Consultório
O doente quis ajudar o diagnóstico.
Contou coisas antigas,
íntimas,
minuciosas.
O médico sacudia a cabeça,
um pouco distraído.
O doente voltou a contar.
Pôs uma vírgula que faltava.
Tirou lá de um canto da memória
Um pormenor que ficara na sombra.
O médico sacudia a cabeça.
No seu dedo, a esmeralda resplandecia.
Do tamanho de um grão de milho.
E luminosa como um domingo ao ar livre.
O doente acabara a narrativa.
A confissão.
Era um doente bem-intencionado.
Um homem de consciência.
O médico levantou-se e disse:
“Muito bem. Aqui o aparelho é que vai falar a verdade.”
E começou a copiar os sinais que a máquina ditava.
A máquina sabia mais que o doente.
A máquina sabia mais que o médico.
A máquina sabia mais que a vida.
A máquina sabia mais do que Deus.
Cecília Meireles.
MEIRELES, Cecília. Poesia Completa, volume 3, p.195. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1997
Mateus – Violino e percussão
Carla – Flauta e percussão
Adriano – Sitar Indiana
Fredy -Contra- baixo acústico
kamila – Percussãओ
Contatomateusaze@gmail.com
Muito obrigado !!!!!
Vocês são lindos de ver e ouvir.
Noemi