
Dona Romilda
Do alto de uma janela central,
na terra dos pés vermelhos, Londrina
olha Dona Romilda,
o movimento dos passantes que vão e vem.
Entre as tramas e fios da vida,
Dona Romilda fica atenta a tudo.
Seu coração cheio de vida pulsa forte,
nem parece que já sofreu um dia.
Ah, Dona Romilda,
cheia de novidades,
já navega nas ondas da internet,
nada na piscina e vai a aulas de informática.
Do alto da janela central,
Dona Romilda, pensa nos filhos e netos,
irmãos, irmãs, sobrinhos e sobrinhas.
Ora por cada um deles, tecendo suas orações a Deus fio a fio.
Dona Romilda, crochetando e tricotando sem parar.
Generosa, ensina a quem lhe pedir,
ponto segredo, caranguejo, tunisiano,
gomo, folha, leque, tulipa e fantasia.
Entre fios, lãs, barbantes e agulhas,
suas mãos dão forma as linhas e cores.
Mãos criativas, cheias de idéias.
Mãos inquietas e trabalhadoras.
Mãos abençoadas e abençoadoras.
Do alto da janela central, Dona Romilda.
Hospitaleira e amiga, cheia de novidades.
Sorri de bem com a vida e ensina a arte de tricotar a vida.
Noemi N. Ansay 30/05/2008
Fiquei hospedada na casa da Romilda e do Srº João Paulo em Londrina.
Fui tratada com todo mimo e cafezinhos maravilhosos.

que lindo este poema Noe, amei.>;D
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