Música

everything we do is music jonh Cage

de la musique avant toute chose verlaine

de la musique encore et toujours ! verlaine

Minha Mãe- Ela não é linda !!!!!!!!

Instruções Maternas

Mães adoram dar instruções.
Não conheço nenhuma,
que não tenha um arquivo enorme delas.
Faz parte da sua essência.
“Não pise no chão descalço”.
“Limpe a boca depois do almoço”.
“Escove os dentes antes de dormir”.
“Volte antes das dez horas”.
“Está levando o guarda-chuva?”
“Coma mais um pouco”.
“Cubra a cabeça do sereno”.
“Não trabalhe tanto”.
“Durma cedo”.
E por mais que você tente,
não há como escapar
de suas preocupações,
e de suas tentativas de normatizar
tudo a sua volta.
Não as culpo por isto, afinal
todos os seres têm suas manias.
E não posso negar
que instruir também
é uma forma de amar.
Instruir, instruir e instruir.
Para os filhos,
tamanho zelo pode até ser considerado
desnecessário, enfadonho e chatíssimo.
Em alguns momentos
até os rejeitávamos.
Rejeitávamos?
Sendo bem sinceros,
amávamos, ser cercados
dos cuidados maternos e
suas preocupações.
Nos tornava seres singulares e únicos.
Dignos de tantos cuidados e mimos.
Lembro de minha mãe,
suas instruções e seus cuidados.
Sua memória fantástica
para lembrar aniversários.
O leite quente antes de dormir,
suas preocupações e
suas orações.
Sua maior instrução?
Cuidar e amar do próximo.
Um filho, uma filha,
Um amigo, uma amiga,
um sobrinho ou uma irmã.
Cuidar de todos aqueles
que passam por sua vida.
Ocupar-se do seu bem-estar
da sua saúde,
de suas alegrias e suas dores.
Estas são as mães,
seres cheios de graça,
cuidados e instruções.

N.N.A. 17/07/07

Eduardo Galeano

A publicidade manda consumir e a economia proíbe.
As ordens de consumo obrigatórias para todos,
mas impossíveis para maioria, são convites ao delito.
Este mundo, que oferece o banquete a todos
e fecha a porta no nariz de tantos, é ao mesmo tempo
igualador e desigual: igualador nas idéias e nos costumes
e desigual nas oportunidades que proporciona.”

 Galeano (1999, p. 25)
Livro: De pernas pro ar: A escola do mundo ao avesso.

Mais e menos…..

Mais e menos…..

Quero falar cada vez menos …
palavras vazias e sem sentido,
palavras que ferem e machucam,
palavras frias e pesadas,
palavras amargas e ácidas,
palavras ocas e duras,
palavras motejantes e mortíferas,
palavras banais e profanas,
palavras incrédulas e insensíveis,
palavras que gerem ilusões e desavenças,
palavras que incendeiam,
palavras só da boca pra fora,
palavras deploráveis e depreciativas,
palavras que abortam sonhos e esperanças.

Permita-me Deus
que tais palavras
diminuam, diminuam,
que cada uma delas,
vá minguando, até desaparecer
até emudecer, até morrer.

Quero falar cada vez mais …
palavras doces, que alimentam,
palavras alegres que gerem longas risadas,
palavras carregadas de vida, de amor e compreensão .
Palavras que confrontem a injustiça,
palavras que gerem justiça,
palavras que defendam o direito,
dos pobres, dos injustiçados,
dos desgarrados, dos sem voz.
Palavras que sejam um espelho,
palavras que incentivem,
palavras que não se omitam,
palavras corajosas e destemidas
palavras otimistas e viçosas.

Permita-me Deus,
que não fique muda frente à dor,
ao desânimo, a indiferença,
as vozes que clamam de dia e de noite por socorro,
e que ainda murmurejante se ouça a minha voz,
ecoando por toda terra.

Quero ouvir cada vez menos…
vozes que se levantam contra a vida,
vozes que só sabem criticar,
vozes que só apontam os problemas,
vozes do pessimismo,
vozes que destroem,
vozes da guerra,
vozes do preconceito,
vozes do ódio,
vozes da intolerância.

Permita Deus
que tais vozes
sejam esquecidas,
que o som de tais vozes,
seja sepultado.

Quero ouvir cada vez mais..
vozes de crianças brincando,
o gorjeio dos pássaros,
o murmúrio dos rios de pedra,
o som do interior das conchas,
a voz dos sábios,
a voz dos pacifistas,
a voz dos anjos,
a voz de amigos e irmãos,
a voz de músicos e poetas.

Permita Deus
que estas vozes
encontrem abrigo,
que gerem mudanças,
que abalem as estruturas,
que tragam esperança,
conforto, alento,
paz e confiança.

Quero sentir cada vez menos…
Orgulho, inveja,
ingratidão e desesperança,
indiferença pelo próximo,
pena das minhas próprias dores.

Quero sentir cada vez mais…
Compaixão, misericórdia,
amor pelos que me cercam,
força para mudar,
coragem para enfrentar meus problemas.
Gratidão pelo que tenho e sou.

Quero correr e não me cansar.
Quero subir com asas como águias.
Quero ser sal e luz do mundo.

Quero amar mais…
Quero buscar mais….
Quero brincar mais…
Quero rir mais…
Quero viver mais…

Permita-me Deus
que eu diminua
e que Cristo cresça em mim.

N.N.A

06/01/2008

Mari Suoheimo Nascimento

A COR.
CADÊ A COR?
ESTÁ NA NEVE ASSIM COMO NA AREIA.
ESTÁ NOS OLHOS.
DE QUEM VÊ
DE QUEM É VISTO.
A DOR.
ESTÁ NA NEVE ASSIM COMO ESTÁ NA AREIA.
O OLHAR ATRAVESSA OCEANO
A ALMA É ATRAVESSADA PELOS OLHOS.
E NASCE O ENCONTRO.

NASCEM AS FOTOS DE MARI.
CADÊ MARI?
ESTÁ NA NEVE ASSIM COMO NA AREIA.

UM CONVITE AS FOTOS DE MARI.
UM CONVITE.
PRA NEVE.PRA AREIA.

ROBERTO PITELLA
Foto:Mari Suoheimo Nascimento

Lay Down (Candles in the Rain)

Tenho um cd bem antigo do pastor Edwin Hawkins,comprado em um sebo. Está música é uma das faixas que mais gosto. Lindo de ouvir.

Paulo Freire

DIÁLOGO
Paulo Freire

Não é no silêncio que os homens se fazem, mas na palavra, no trabalho, na ação-reflexão.

Se não amo o mundo, se não amo a vida, se não amo os homens, não me é possível o diálogo.

O diálogo, como encontro dos homens para a tarefa comum de saber agir, se rompe , se seus pólos ( ou um deles ) perdem a humildade.

Como posso dialogar, se alieno a ignorância, isto é, se a vejo sempre no outro, nunca em mim ?

Como posso dialogar, se me admito como um homem diferente, virtuoso por herança, diante dos outros, meros “isto”, em que não reconheço outros eu?

Como posso dialogar, se me sinto participante de um “gueto” de homens puros, donos da verdade e do saber, para quem todos os que estão fora são “essa gente”, ou são “nativos inferiores”?

Como posso dialogar, se parto de que a pronúncia do mundo é tarefa de homens seletos e que a presença das massas na história é sinal de sua deterioração que devo evitar?

Como posso dialogar, se me fecho à contribuição dos outros, que jamais reconheço, e até me sinto ofendido com ela?

Como posso dialogar se temo a superação e se, só em pensar nela, sofro e definho?

A auto-suficiência é incompatível com o diálogo. Os homens que não tem humildade ou a perdem, não podem aproximar-se do povo. Não podem ser seus companheiros de pronúncia do mundo. Se alguém não é capaz de sentir-se e saber-se tão homem quanto os outros, é que lhe falta ainda muito que caminhar, para chegar ao lugar de encontro com eles . Neste lugar de encontro , não há ignorantes absolutos, nem sábios absolutos: há homens que, em comunhão, buscam saber mais.

Não há também, diálogo, se não há uma intensa fé nos homens. Fé no seu poder de fazer e de refazer. De criar e recriar. Fé na sua vocação de ser mais, que não é privilégio de alguns eleitos, mas direitos dos homens.

A fé nos homens é um dado a priori do diálogo. Por isto, existe antes mesmo de que ele se instale. O homem dialógico tem fé nos homens antes de encontrar-se frente a frente com eles. Esta, contudo, não é uma ingênua fé. O homem dialógico, que é crítico, sabe que, se o poder de fazer, de criar, de transformar, é um poder dos homens, sabe também que podem eles, em situação concreta, alienados, Ter este poder prejudicado. Esta possibilidade, porém, em lugar de matar no homem dialógico a sua fé nos homens, aparece a ele, pelo contrário, como um desafio ao qual tem de responder. Está convencido de que este poder de fazer e transformar, mesmo que negado em situações concretas, tende a renascer. Pode renascer. Pode constituir-se. Não gratuitamente, mas na e pela luta por sua libertação. Com a instalação do trabalho não mais escravo, mas livre, que dá a alegria de viver.

Sem esta fé nos homens, o diálogo é uma farsa. Transforma-se, na melhor das hipóteses, em manipulação adocicadamente paternalista.

Ao fundar-se no amor, na humildade, na fé nos homens, o diálogo se faz uma realização horizontal , em que a confiança de um pólo no outro é conseqüência óbvia. Seria uma contradição se, amoroso, humilde e cheio de fé, o diálogo não provocasse este clima de confiança entre seus sujeitos. Por isto inexiste esta confiança na antidialogicidade da concepção “bancária” da educação.

Se a fé nos homens é um dado a priori do diálogo, a confiança se instaura com ele. A confiança vai fazendo os sujeitos dialógicos cada vez mais companheiros na pronúncia do mundo. Se falha esta confiança, é que falharam as condições discutidas anteriormente. Um falso amor, uma falsa humildade, um debilitada fé nos homens não podem gerar confiança. A confiança implica no testemunho que um sujeito dá aos outros de suas reais e concretas intenções. Não pode existir, se a palavra, descaracterizada, não coincide com os atos. Dizer uma coisa e fazer outra, não levando a palavra a sério, não pode ser estímulo à confiança.

Não é porém, a esperança um cruzar de braços e esperar. Movo-me na esperança enquanto luto e, se luto com esperança, espero.

Se o diálogo é o encontro dos homens para ser mais, não pode desfazer-se na desesperança. Se os sujeitos do diálogo nada esperam do seu que fazer, já não pode haver diálogo. O seu encontro é vazio e estéril. É burocrático e fastidioso.

Flamboyant


Flamboyant

Nomes com cheiro de flores.
Rosa, Rose, Íris, Lis, Amarílis, .

Nomes com o verde das árvores.
Azambuja, Acácia, Anajá, Araucária.

Nomes de sementes dos campos do cerrado.
Buriti, Jatobá, Leocema, Lágrima.

Nomes com pedras preciosas.
Ametista, Esmeralda, Jade, Berilo.

Nomes com o brilho das estrelas.
Zeta, Vega, Beta, Electra.

Nomes com a força dos furacões.
Dean, Katrina, Odessa, Emily.

Nomes com a brisa do mar.
Adriático, Delfim, Egeu, Jônico.

Nomes de praias.
Joaquina, Bertioga, Ubatuba, Ipanema.

Nomes de doces.
Ambrósia, Alfenim, Madalenas, Carolinas.

Nomes tão gentis.
Amábile, Amanda, Anabela, Mirabela.

Nomes que enchem a boca.
Flamboyant, Borboleta, Turmalina.

Nomes celestiais.
Angel, Celeste, Júpiter, Vênus.

Nomes carregados de morte.
Anúbis, Hades, Gólgota.

Nomes carregados de vida.
Vital,Vitalina, Natal, Natalina.

Nomes santos, santos nomes
Javé, Elohim, Emanuel, Jesus.



Celso Borges



aqui e ali há hálito no vento
verbo rimas na carne do tempo
a r brisa voz
dentro



celso borges


Bolinhas musicais completo

http://youtube.com/v/qzaOQBtOvSA

Essas bolinhas impulsionadas pelo ar
em perfeito sincronismo, levando em
conta distancia de partida e chegada
resistencia do ar, gravidade,e o marco
da engenharia aeroespacial da fisica

La bonté et la fidélite

La bonté et la fidélité se rencontrent,
La justice et la paix s`embrassent; Salmo 85:1



A Justiça e a Paz se beijaram…

Justa Justiça.
Senhora severa,
dona absoluta
das leis e regras,
do bom convívio.
Detentora da última palavra,
do juízo final.
Por ela clamam
os esfarrapados,
as viúvas,
os órfãos,
os pobres,
os injustiçados,
os perdedores.
Santa Justiça
Onde estarás….
Neste mundo injusto
Onde muitos acreditam
que a corrupção
vale a pena.
Onde para alimentar
os luxos de uma minoria
a maioria passa opressão e dor.
Santa justiça divina.
Santo juiz .
Justo juiz
Detentor de todas
as verdades e
de todo o amor.
Que não vês e não julgas
como vêem e julgam
os homens e as mulheres.
Dono da Justa Justiça.
Deus Justo e Salvador.
Cuja essência é o amor.
Amor que cobre todas
as transgressões.
Amor purificador.
Amor justificador.
Amor Santo.
Santa Justiça abrace a paz.
Precisamos tanto desta paz.
Paz conciliadora,
Paz pacificadora,
entre as nações,
entre os irmãos,
entre os inimigos
e entre amigos.
Paz tão desejada,
tão aclamada
tão buscada.
Que só pode ser encontrada
No Justo juiz e no Príncipe da Paz

Santo Deus Justo que abraças o Príncipe da Paz
e reconcilias assim toda humanidade
neste amor Eterno.

“A benignidade e a fidelidade se encontraram; a justiça e a paz se beijaram.
A fidelidade brota da terra, e a justiça olha desde o céu.
O Senhor dará o que é bom,e a nossa terra produzirá o seu fruto.
A justiça irá adiante dele, marcando o caminhocom as suas pegadas.

N.N.A. 02-08-2007

Lava Pés

Lava Pés 

Artelhos, falanges na extremidade distal do corpo.
Um punhado de ossos cobertos por tendões, músculos e pele.
Pés nus, descalços e calçados.
Pés que mostram a qualidade de vida que se tem.

Pés sofridos, machucados, calejados,
pés empoeirados, cansados e perfurados.
Pés formosos, santos e benditos.
Pés cuidados, poupados e preservados.

Pés usados como mãos: ágeis e precisos.
Pés que foram amputados e não são mais.
Pés que são próteses, pés que foram reconstruídos.
Pés que caminham por outros pés.

Pés que já foram onde deviam e onde não deviam.
Pés que tomaram posse da terra, pés de guerreiros.
Pés que viajaram pra bem longe, fugindo das suas dores.
Pés cansados, acomodados em chinelos velhos.

Pés de trabalhadores, marcados pelo sol e pelo solo.
Pés de atletas, fortes, resistentes e persistentes.
Pés de bailarina, que desafiam o tempo e o espaço.
Pés aventureiros, que não têm sossego.

Pés na areia, pés no rio,
pés na neve, pés no frio,
pés no esgoto, pés na lama,
pés nas pedras, pés na grama.

Pés que precisam de descanso.
Pés que precisam de força.
Pés que precisam de ajuda.
Pés que precisam ser lavados.

Mas, quem lavará estes pés?
Quem fechará as feridas abertas?
Quem irá se humilhar por amor?
Quem irá servir a pecadores?

Um par de pés divinos,
um dia na terra andou,
O Santo de Deus, o verbo de Deus,
fez-se homem e entre nós habitou.

Lavou os pés de toda a humanidade,
tirou a lama e o pó deixados pelas ilusões deste mundo.
Com um único gesto ensinou que devemos lavar os pés uns dos outros.
Pois aquele que lava os pés é abençoado
e aquele a quem seus pés são lavados também.

“Lave os meus pés Jesus, permita-me lavar os Teus pés e ensina-me a lavar os pés do meu próximo”.

N.N.A
20/02/2008







KEVIN PROSCH Harp In My Heart [by ico]

http://youtube.com/v/6_41guaiBjs

Harp In My Heart
As canções do Kevin Prosch são muito especiais para mim, falam profundo ao coração.

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