Dona Chuva prazenteira,
senhora de si,
beija terna e amavelmente,
a terra fértil e clemente.
Às vezes, esbraveja,
troveja do alto céu,
sem fazer cerimônia,
encharca tudo que vê pela frente.
Às vezes, suave e meiga
sussurra aos ouvintes atentos:
– Silêncio…respire fundo, descanse,
durma mais um pouquinho e sonhe.
Nestes dias de chuva,
meu coração agradece,
o frescor das águas,
a renovação da vida,
a presença divina na criação,
o Amor de Deus,
que conforta e acalenta meu ser.
Agradeço imensamente a mamãe Noemi Nascimento Ansay por contribuir com a sua historia!!! Um grande aprendizado sobre inclusão que todos nós deveríamos ter.
Provisoriamente não cantaremos o amor, que se refugiou mais abaixo dos subterrâneos. Cantaremos o medo, que estereliza os abraços, não cantaremos o ódio, porque este não existe, existe apenas o medo, nosso pai e nosso companheiro, o medo grande dos sertões, dos mares, dos desertos, o medo dos soldados, o medo das mães, o medo das igrejas, cantaremos o medo dos ditadores, o medo dos democratas, cantaremos o medo da morte e o medo de depois da morte. Depois morreremos de medo e sobre nossos túmulos nascerão flores amarelas e medrosas.
Onde estudantes forem destratados, eu também sou. Onde professoras e professores forem destratados, eu também sou. Enquanto lideranças partidárias e governamentais, não dialogarem, mostrarem arrogância, a tendência é a radicalização das posições, que interrompem as saídas democráticas e institucionais.
Minha tese de doutorado já está disponível no acervo digital da UFPR. POLÍTICAS DE ACESSO AO ENSINO SUPERIOR PARA ESTUDANTES COM DEFICIÊNCIA NO CHILE E NO BRASIL (1990-2015) “Gracias a la vida.”(Violeta Parra)
(Palomito, yo te canto en el más bello instrumento que se abre en este momento de dividir el encanto).
Se juntan dos palomitas en el árbol del amor; fin de la separación que los tenía contritos. Brillaba con sus rayitos el sol en ese entretanto. Los dos en un solo manto se arrebozaron dichosos. Dice un clarín misterioso: «Palomito, yo te canto».
Como el clavel y la rosa florecen en el jardín, la dalia con el jazmín y la azucena olorosa, se encuentran las mariposas de aquellos dos sentimientos y anudan sus pensamientos al son de una melodía. Se dicen los buenos días en el más bello instrumento.
Lo que en la ausencia fue pena se convirtió en alegría; así pasaron seguidas horas de dicha serena. Bendicen la luna llena, señora del firmamento. Dice una voz en el viento en una lengua amorosa: «¿Quién conservará la rosa que se abre en este momento?»
Después de tanta dulzura sonó la antigua campana que anuncia alguna mañana del adiós su cruel premura.
Como la fruta madura al desprenderse del alto, se desgarraron en llanto los novios sin más demora, porque ha llegado la hora de dividir el encanto.