Música durante e após cirurgia tem efeito analgésico

Música durante e após cirurgia tem efeito analgésico, diz pesquisa

Ouvir música antes, durante e depois de uma operação pode ajudar a reduzir a dor, apontaram pesquisadores da Universidade Queen Mary em Londres num estudo recente.

De acordo com o resultado, pacientes que ouviram música durante o procedimento ficaram menos ansiosos depois da cirurgia e não precisaram tomar tantos analgésicos.

O estudo foi divulgado na publicação científica Lancet. Segundo os pesquisadores, a música foi eficaz até mesmo quando pacientes estavam sob efeito de anestesia geral.

O Ministério da Saúde britânico disse que médicos deveriam levar em consideração as descobertas da pesquisa. (BBC) 

Texto completo: http://glo.bo/1Jb8KLc

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Bella e Chagall ( Noemi N. Ansay)

Chagall,

na tela as cores do amor,

no entorno: guerra, tristeza e dor,

místico, mágico e sonhador,

com um toque de Midas,

transformou a crueldade,

em uma perspectiva poética de vida.

Bella,

ser alado, material e espiritual,

escritora de “Luzes Acesas”

intelectual, mulher e mãe,

voa nos ares de Vitebsk,

é a “noiva das luvas pretas”,

é a moça do “colar branco”.

Num passeio, “The promenade”,

o céu é tão alvo,

vê-se a cidade distante,

e um corpo feminino, rosado,

tão belo, ondula pelos ares,

na terra, com os pés bem firmados,

o homem, segura um pássaro,

sorri, extasiado com a força do amor.

Ela quer voar,

Ele tem os pés no chão,

Um dia voariam juntos,

sobre a cidade,

o amor e a arte os levariam para além do tempo e espaço.

Noemi N.Ansay

“Haverá sempre crianças que amarão a pureza, apesar do inferno criado pelos homens.” (Chagall)

Poema Marc Chagall ( tradução Manoel Bandeira)

Poema Marc Chagall


Só é meu

O país que trago dentro da alma.

Entro nele sem passaporte

Como em minha casa.

Ele vê a minha tristeza

E a minha solidão.

Me acalanta.

Me cobre com uma pedra perfumada.

Dentro de mim florescem jardins.

Minhas flores são inventadas.

As ruas me pertencem

Mas não há casas nas ruas.

As casas foram destruídas desde a minha infância.

Os seus habitantes vagueiam no espaço

À procura de um lar.

Instalam-se em minha alma.

Eis porque sorrio

Quando mal brilha o meu sol.

Ou choro

Como uma chuva leve

Na noite.

Houve tempo em que eu tinha duas cabeças.

Houve tempo em que essas duas caras

Se cobriam de um orvalho amoroso.

Se fundiam como o perfume de uma rosa.

Hoje em dia me parece

Que até quando recuo

Estou avançando

Para uma alta portada

Atrás da qual se estendem muralhas

Onde dormem trovões extintos

E relâmpagos partidos.

Só é meu

O mundo que trago dentro da alma.


Marc Chagall

Tradução do poema por Manuel Bandeira (1886-1968) publicada em Estrela da Vida Inteira, 20ª edição, 30ª reimpressão, Editora Nova Fronteira, Rio de Janeiro, 2002.

Para copos de Cumulus Nimbus


Cumulus Nimbus
O silêncio era duro, de um cinza chumbo, inquietante e pesado. Toneladas de palavras em suspenso no ar, milhares de nuvens cumulus nimbus, precipitaram-se com velocidade formando uma densa muralha que impedia qualquer luminosidade. Fez-se escuridão. Como não tinha guarda-chuva e nem capa, como não tinha abrigo, o jeito foi enfrentar a tempestade sozinha e com a roupa do corpo. A chuva era mais forte do que podia suportar,rendeu-se, despiu-se do orgulho, deixou que o vento e a chuva a levassem. Calou a boca e a alma, reduziu a velocidade, paralisou, açoitou suas vaidades, haveria de enfrentar o silêncio até que o sol brilhasse novamente.
n.n.a

Defesa Doutorado: Noemi N. Ansay


A professora Noemi Nascimento Ansay, do Colegiado do curso de Musicoterapia, defendeu, no dia 25 de fevereiro, a tese de Doutorado do Programa de Educação da UFPR, na linha de pesquisa “Políticas Educação”.

O título da tese, orientada pela professora Dra. Laura Ceretta Moreira, foi “Política de Acesso ao Ensino Superior para Estudantes com Deficiência no Chile e no Brasil (1990-2015)”.

A comunidade acadêmica do Campus parabeniza a professora pela conquista.

Fonte:
http://www.fap.pr.gov.br/modules/noticias/article.php?storyid=1900

Ode a Tese

Curitiba, 25 de fevereiro de 2016.

Ode à Tese

Ah, ela é feminina,

aos menos para os latinos!

Sofisticada e cheia de “marra”,

tão caprichosa, cheia de detalhes,

abnegada, tem os pés no chão.

Não se pode vê-la de uma vez,

será necessário tempo,

um olhar atento e uma certa dose de coragem.

Desde a capa,

já se vê sua ousadia,

seus mentores e acompanhantes,

uma universidade, um(a) orientador(a)

doutores que formam uma banca de avaliação,

autores, uma perspectiva teórica,

uma metodologia de pesquisa,

a história tão cheia de reveses e avanços.

Adentrando por suas páginas,

folha a folha,

ela desnuda suas curvas e formas,

começa de mansinho,

prelúdio de uma história de amor,

com agradecimentos, epígrafe,

listas de abreviações, tabelas,

o sumário, com seus títulos e subtítulos…

Mas chega, enfim, o corpo do texto,

carne e sangue,

respiração, músculos em movimento,

enfim, uma mulher por inteiro.

Os capítulos vão se seguindo,

nas páginas, a vida de mulheres e homens,

pessoas com deficiência,

vozes silenciadas,

os gritos dos injustiçados e suas dores,

a organização do povo,

suas lutas e a conquistas por direitos.

Tecelã acadêmica,

maneja com destreza os fios,

às vezes, é preciso desfazer alguns trechos,

refazer, reorganizar,

apagar e reescrever.

E o tempo vai apurando o texto,

o tecido vai ganhando formas e cores,

expressão da complexidade dialética da vida.

Verdade seja dita,

nem tudo são flores e a tese

vai caminhando por terrenos pedregosos,

experimenta sismos,

entra na caverna de Adulão,

exausta, busca a sabedoria,

o conselho dos sábios,

descansa, suaviza,

alimenta-se mais uma vez

e bebe de fontes subterrâneas.

Levanta a cabeça,

“sacode a poeira, dá volta por cima”,

pressente que a conclusão se aproxima,

e esguia, veste-se de violeta e púrpura,

leva uma coruja como mascote,

sente-se um grão de areia

diante do oceano.

Seguir adiante é preciso.

Chega-se à conclusão, à bibliografia,

os anexos e apêndices,

e a folha em branco no final,

que anuncia uma nova jornada.

O fim é também um começo.

Noemi Nascimento Ansay


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