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Amor É Pra Quem Ama
Qualquer amor já é
um pouquinho de saúde
um montão de claridade
contribuição
pra cura dos problemas da cidade
Qualquer amor que vem
desse vagabundo e bobo
coração atrapalhado
procurando o endereço
de outro coração fechado
Amor é pra quem ama
Amor matéria-prima
A chama
O sumo
A soma
O tema
Amor é pra quem vive
Amor que não prescreve
Eterno
Terno
Pleno
Insano
Luz do sol da noite escura
“qualquer amor já é
um pouquinho de saúde
um descanso na loucura”
Linda homenagem para minha querida cidade – Curitiba.
Quer assistir em outras cidades e países, veja o site:
http://www.wearehappyfrom.com/
Ode ao Eclipse
por ser único,
era tão raro,
astronômico.
Ékleipsis,
a soma de forças gravitacionais,
de astros distantes.
Sol e Lua :
se aproximam,
se atravessam,
se ocultam,
se interpenetram,
mesmo a milhares de quilômetros.
Não sei se é o excesso de luz,
o silêncio interestrelar,
o pranto das estrelas
ou a força brutal da natureza,
que os aproxima,
que os faz convergir a um mesmo ponto.
Um corpo na sombra do outro,
uma vida transpassada pela outra.
Solar e lunar,
total e parcial,
temido e admirado.
Amado pelo mistério
da sobreposição de luz e sombra,
pelo alinhamento perfeito dos corpos
que mesmo a distância
tornam-se um.
n.n.a
Assista a entrevista completa:
http://www.otv.tv.br/programa/revista-curitiba/revista-curitiba-fala-de-musica-cultura-e-saude/
O poema é do Alexander Penn, “Vidui” (My Confession)
http://en.wikipedia.org/wiki/Alexander_Penn
Tradução em espanhol: http:
http://poetassigloveintiuno.blogspot.com.br/2013/01/alexander-penn-9009.html
“O caminho que eu escolhi é o do amor. Não importam as dores, as angústias, nem as decepções que eu vou ter que encarar. Escolhi ser verdadeira. No meu caminho, o abraço é apertado, o aperto de mão é sincero, por isso não estranhe a minha maneira de sorrir, de te desejar o bem. É só assim que eu enxergo a vida, e é só assim que eu acredito que valha a pena viver”. Clarice Lispector
Era nos primeiros anos do reinado do Sr. D. Pedro II.No fértil e opulento município de Campos de Goitacases, à margem do Paraíba, a pouca distância da vila de Campos, havia uma linda e magnífica fazenda.Era um edifício de harmoniosas proporções, vasto e luxuoso, situado em aprazível vargedo ao sopé de elevadas colinas cobertas de mata em parte devastada pelo machado do lavrador. Longe em derredor a natureza ostentava-se ainda em toda a sua primitiva e selvática rudeza; mas por perto, em torno da deliciosa vivenda, a mão do homem tinha convertido a bronca selva, que cobria o solo, em jardins e pomares deleitosos, em gramais e pingues pastagens, sombreadas aqui e acolá por gameleiras gigantescas, perobas, cedros e copaíbas, que atestavam o vigor da antiga floresta. Quase não se via aí muro, cerca, nem valado; jardim, horta, pomar, pastagens, e plantios circunvizinhos eram divididos por viçosas e verdejantes sebes de bambus, piteiras, espinheiros e gravatás, que davam ao todo o aspecto do mais aprazível e delicioso vergel.A casa apresentava a frente às colinas. Entrava-se nela por um lindo alpendre todo enredado de flores trepadeiras, ao qual subia-se por uma escada de cantaria de seis a sete degraus. Os fundos eram ocupados por outros edifícios acessórios, senzalas, pátios, currais e celeiros, por trás dos quais se estendia o jardim, a horta, e um imenso pomar, que ia perder-se na barranca do grande rio.Era por uma linda e calmosa tarde de outubro. O Sol não era ainda posto, e parecia boiar no horizonte suspenso sobre rolos de espuma de cores cambiantes orlados de fêveras de ouro. A viração saturada de balsâmicos eflúvios se espreguiçava ao longo das ribanceiras acordando apenas frouxos rumores pela copa dos arvoredos, e fazendo farfalhar de leve o tope dos coqueiros, que miravam-se garbosos nas lúcidas e tranqüilas águas da ribeira.